Escrito por em 11 out 2011 nas áreas Lateral, Programação, Rio de Janeiro

Ballet de John Cranko retorna ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro depois de 30 anos pelas mãos de Márcia Haydée, Richard Cragun e Thierry Michel.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: 2299-1711

Estreia: 16 de outubro, às 17h.
Dias 18, 19, 20, 27, 28 e 29 de outubro, às 20h.

Ingressos:
Plateia e balcão nobre …………………………………………. R$   84,00
Balcão superior …………………………………………………… R$  60,00
Galeria ………………………………………………………………… R$   25,00
Frisas e camarotes (seis lugares) …………………………. R$ 504,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos

 

A mais famosa história de amor da literatura mundial, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, inspirou incontáveis criações artísticas através dos séculos. No ballet não foi diferente e rendeu, entre outras, a coreografia homônima criada em 1958 pelo coreógrafo John Cranko, que integra o repertório de algumas das mais célebres companhias do mundo.

Ausente há 30 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, Romeu e Julieta está de volta pelas mãos de três célebres ex-bailarinos, estrelas do Stuttgart Ballet, para quem o coreógrafo criou esta obra: Márcia Haydée, Richard Cragun e Thierry Michel. A temporada contará com oito dos principais nomes do Ballet do TMRJ, dirigido por Hélio Bejani, revezando-se nos papéis-título: Márcia Jaqueline, Cláudia Mota, Bettina Dalcanale e Renata Tubarão como Julieta, e Filipe Moreira, Denis Vieira, Lúcio Kalbush e Cícero Gomes, interpretando  Romeu. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal será conduzida pelo maestro convidado Javier Logioia Orbe.

“Romeu e Julieta foi dançado apenas uma vez pelo Ballet do Theatro Municipal, há trinta anos. Trazer esta obra magnífica novamente ao palco coroa o trabalho que vem sendo tão bem desenvolvido pela nossa companhia, que este ano já apresentou Giselle e Gala Rolland Petit: o desafio de manter acesa a tradição e excelência do ballet clássico e privilegiar, da mesma maneira, o trabalho dos grandes coreógrafos contemporâneos”, enfatiza a presidente da Fundação TMRJ, Carla Camurati.

Uma das maiores bailarinas do século XX, a brasileira Márcia Haydée, que inspirou grandes coreógrafos como  Cranko, Neumeier, Forsythe, Béjart e Kylian a criarem especialmente para ela, está entusiasmada com o nível técnico e artístico do Ballet do Theatro Municipal: “Fiz questão de usar só os bailarinos da casa nesta montagem. Eu os vi recentemente em Giselle. Não me lembro de ter visto um nível tão alto de todo o corpo de ballet. A companhia tem um tesouro nas mãos, é ouro puro”, elogia. Para esta remontagem, Márcia acredita que o melhor que pode passar aos bailarinos é o que aprendeu com Cranko: “Cada um tem sua própria expressão, sua verdade. É importante que eles tragam isso para o palco. Este ballet exige, além da técnica, muito da interpretação e da emoção do bailarino. A coreografia será sempre a mesma mas o ballet não deve ser uma cópia, precisa ser autêntico. Quero que o público chegue aqui e pense que o ballet foi feito agora, para esta companhia”, explica.

Criada por John Cranko em 1958 para o Ballet do Teatro Alla Scala de Milão, com música de Prokofiev, Romeu e Julieta foi apresentada em 1962 pelo Stuttgart Ballet, no Wurttemberg State Theatre, em Stuttgart, já totalmente revisada. Foi também o balé que marcou o debut da companhia alemã nos EUA, com Márcia Haydée e Richard Cragun nos papéis-título, em junho de 1969, no Metropolitan Opera House, em Nova Iorque. No Theatro Municipal do Rio, a estreia desta versão aconteceu em 1981, com Ana Botafogo, Áurea Hammerli, Márcia Haydée e Natalia Makarova revezando-se como Julieta e Fernando Bujones, Fernando Mendes, Richard Cragun e Stephen Jefferies, no papel de Romeu.

A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal interpretará a música de Prokofiev, sob a regência do maestro Javier Logioia:“Tenho a honra de dirigir mais uma vez neste amado Theatro Municipal, e com um ballet como é Romeu e Julieta, de Prokofiev. A música deste compositor russo é de admirável inspiração, rico desenho orquestral e toda a trágica história é perfeitamente descrita em cada intervenção instrumental. Assim, Prokofiev consegue com uma orquestra completa, mais órgão, quatro mandolins e uma extensa banda interna, um clima único e inimitável na história da dança universal. E só uma orquestra tão profissional e capacitada como a OSTM pode deleitar a todos com esta maravilha musical. Felicitações a eles, verdadeiros artífices deste espetáculo!”, exulta Javier.

Hélio Bejani, diretor do Ballet do TMRJ, também destaca a ocasião especial: “ otc albuterol É um momento verdadeiramente histórico para nossa companhia e em especial para nossos bailarinos. Destaco a presença de minha querida amiga Márcia Haydée, que humildemente passou para nossos artistas toda a sua experiência, sempre com muito carinho e extrema competência. Para nós é um privilégio tê-la aqui como orientadora, uma brasileira que se revelou para o mundo com tamanho brilhantismo”, conclui.

 

SINOPSE

Primeiro ato

Primeira cena – A Praça do Mercado

Romeu, filho de Lord Montequio, está declarando seu amor pela bela Rosalina.  Ao nascer do sol, a praça começa a se povoar pelos membros das duas famílias rivais: os Capuleto e os Montequio. Os ânimos fervem e a luta começa violenta, até que o Duque de Verona aparece para advertir os contendores de que serão punidos com a pena de morte se não terminarem a briga. Romeu e seus amigos Benvolio e Mercucio, relutantes, fazem as pazes com Teobaldo, um dos chefes dos Capuleto.

Segunda cena – O Jardim de Julieta na Mansão dos Capuleto

Julieta recebe de sua mãe, Lady Capuleto, seu primeiro vestido de baile, sendo aconselhada a usá-lo no encontro com o Príncipe Paris, que se tornará seu noivo no dia seguinte. Agora já é uma moça e tem que dizer adeus às suas brincadeiras infantis.

Terceira cena – Defronte ao Palácio dos Capuleto

Os convidados aparecem para o baile dos Capuleto, entre estes Rosalina. Romeu e seus amigos, mascarados, seguem-na, entrando no baile.

Quarta cena – O Salão de Baile

Julieta dança com Paris, mas repentinamente ela e Romeu se encontram. É amor à primeira vista. Teobaldo, suspeitando da presença de Romeu, tenta confrontá-lo, mas o pai de Julieta o aconselha a respeitar as regras de hospitalidade.

Quinta cena – O Quarto de Julieta

No balcão de fora de seu quarto, Julieta sonha com Romeu. Ele aparece embaixo, no jardim. Os dois declaram seu amor eterno.

 

Segundo ato

Primeira cena – A Praça do Mercado

Uma festa carnavalesca anima todos os presentes. Romeu, indiferente à alegria coletiva a seu redor, é descoberto pela ama de Julieta, que lhe entrega uma carta dela. Na carta, Julieta pede a Romeu para encontrá-la na capela de Frei Lourenço.

Segunda cena – A Cela de Frei Lourenço na Floresta

Em sua cela, Frei Lourenço abençoa os jovens amantes, unindo-os pelo matrimônio.

Terceira cena – A Praça do Mercado

No auge da festa carnavalesca, Romeu volta à praça. Teobaldo provoca-o, mas Romeu não aceita lutar. Mercucio, furioso, inicia um duelo com Teobaldo e, ferido, morre. Romeu, alucinado, luta com Teobaldo, matando-o.

 

Terceiro ato

Primeira cena – O Quarto de Julieta

Os jovens amantes despertam com o nascer do sol e Romeu, já com a sentença de exílio, deve deixar Julieta e Verona. Lord e Lady Capuleto entram com Paris, mas Julieta o rejeita.

Segunda cena – Na Cela de Frei Lourenço na Floresta

Julieta pede socorro a Frei Lourenço, de quem recebe uma poção que a fará dormir, simulando estar morta. Frei Lourenço avisa a Julieta que Romeu irá encontrá-la no mausoléu da família e ambos fugirão.

Terceira cena – O Quarto de Julieta

Julieta aceita o casamento com Paris. Assim que este sai com seus pais, toma a poção e cai desfalecida, sendo julgada morta quando suas amigas a descobrem.

Quarta cena – No Mausoléu da Família Capuleto

Romeu, que nunca recebera o aviso de Frei Lourenço revelando o plano, acredita que ela está realmente morta e corre para seu túmulo. Lá, encontra-se com Paris, velando o corpo de Julieta e mata-o. Abraçando-se a Julieta, pela última vez, mata-se com seu punhal. Julieta desperta, encontrando Romeu morto. Alucinada de dor, também se suicida.

 

Márcia Haydée

Márcia nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, e aos três anos de idade já tinha aulas de ballet clássico. Estudou com Yuco Lindberg e Vaslav Veltchek. Aperfeiçoou-se na Royal Ballet School de Londres, na Inglaterra. Após passagem pelo Ballet do Theatro Municipal do RJ, ingressou no Ballet do Marquês de Cuevas. Quatro anos depois, entrou para o Ballet de Stuttgart, onde John Cranko era diretor. Cranko inspirou-se em Márcia para coreografar grandes obras como Romeu e Julieta, Onegin, A Megera Domada, entre tantas outras.

Uma das grandes bailarinas atrizes de sua geração, Márcia Haydée foi aclamada como a “Maria Callas da dança”. Com o ballet de Stuttgart, foi convidada a se apresentar em todos os principais centros de dança, de Nova Iorque a Moscou, de Londres a Paris, sem se esquecer do Brasil, sua pátria. Seus mais importantes partners bailarinos foram Richard Cragun (com quem foi casada durante 16 anos), Rudolf Nureyev, Jorge Donn, Mikhail Baryshnikov e Anthony Dowell.

Em 1976, três anos após a morte de Cranko, Márcia assumiu a direção do Ballet de Stuttgart, acumulando as funções de bailarina e diretora. A partir daí, muitos outros coreógrafos como Maurice Béjart, Glen Tetley, Jiri Kylian, William Forsythe e John Neumeier criaram somente para ela, obras que figuram atualmente no repertório de um grande número de companhias. Em 1993, Márcia Haydée assumiu a direção da Companhia Nacional de Dança do Chile.

 

Richard Cragun

Richard nasceu em Sacramento, Califórnia, onde começou seus estudos de sapateado e ballet. Frequentou a Banff School of Fine Arts no Canadá e, mais tarde, estudou na Royal Ballet School de Londres. Em 1962, entrou para o Stuttgart Ballet, onde desenvolveu toda a sua carreira celebrando uma parceria de 30 anos com a bailarina Márcia Haydée.

Apresentou-se ao lado de grandes bailarinas como artista convidado em todo o mundo. Virtuoso e premiado bailarino, dono de um belo porte masculino e glamurosa presença em cena, foi um dos principais bailarinos do século XX. Destacou-se por sua atuação e interpretação nos papéis de Romeu, Onegin, e Petrucchio em A Megera Domada de John Cranko.

Criou também muitos outros papéis nas produções de Cranko, como em L’estro armonico,Opus 1, Mozart Concerto, Présence, Brouillards, Poème de l’extase, Carmen, Initials R.B.M.E., e Traces. Também criou papéis em coreografias de Peter Wright, como The Mirror Walkers; MacMillan, Song of the Earth, Réquiem e My Brother, My Sisters; Glen Tetley, Voluntaries e Daphnis and Chloe; John Neumeier, A Dama das Camélias e Um Bonde Chamado Desejo, que reafirmou sua bem-sucedida parceria com Haydée; William Forsythe, como Orpheus; Jiri Kylián, Forgotten Land. Também criou papéis em ballets de Béjart, incluindo La Danse e Operette.

Em 1990, voltou à sua paixão de infância, o sapateado, apresentando-se com o Stuttgart Ballet na Broadway, num revival de On Your Toes. Retirou-se dos palcos em 1996, dedicando-se ao Berlin Opera Ballet como diretor artístico. Em 2003, dirigiu o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Richard é também um notável cartunista, e tem feito diversas exibições de seus trabalhos.

 

Thierry Michel

Thierry nasceu na França e estudou ballet em Paris. Em1978, foi finalista na competição de dança de Lausanne, Suíça. Em 1978, trabalhou com John Neumeier no Hamburg Ballet. Em 1981, entrou para o Stuttgart Ballet, onde dançou os papéis Lenski em Onegin, Gremio em A Megera Domada, Paris emRomeu e Julieta, Allan Grey em Um Bonde Chamado Desejo (John Neumeier), as Children em Medea (criação de John Neumeier para o Stuttgart Ballet), Offenbach e amigos em Gaîté Parisienne, The Doll em Petruschka (Maurice Béjart), como também uma grande variedade de papéis criados para o Stuttgart Ballet por Márcia Haydée, Uwe Scholz, Hans van Manen, David Bintley, Robert North e outros do repertório de Kenneth Mac Millan, William Forsythe, Jiry Killian.

Thierry Michel tornou-se Maitre de Ballet do Stuttgart Ballet em Janeiro de 1997, recebendo o diploma estatal de Professor de Ballet no final da temporada 1997/98. É o principal responsável pelo repertório de Glenn Tetley, John Neumeier, Uwe Scholz e assistente de coreógrafos quando da criação de novos ballets para o Stuttgart Ballet. Trabalhou com John Neumeier na preparação da reapresentação de A Dama das Camélias, Othello eUm Bonde chamado desejo; com Glen Tetley da remontagem de Sagração da Primavera, Arena, Pierrot Lunaire e Voluntaries, com David Bintley a remontagem de Edward II.

Mais tarde trabalhou com Kevin O’Day na montagem de seu ballet Hamlet e com Christian Spuck em Orphée et Euridyce, uma coprodução do Stuttgart Ballet com a  State Opera Stuttgart. Remontou Voluntaries de Glen Tetley em Dresden; Initials R.B.M.E, de John Cranko, em Santiago do Chile; Um Bonde chamado Desejo, de John Neumeier, em Hamburgo e o revival de 7ª  Sinfonia de Beethoven, de Uwe Scholz, em Leipzig.

 

Javier Logioia Orbe, maestro convidado

Diretor Artístico e Musical da Orquestra Filarmônica de Montevidéu, Javier Logioia vem de uma família de músicos e estudou no Conservatório Nacional de Música e Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, na Argentina, e ainda no Conselho Interamericano de Música, em Washington, EUA, e na Escola Superior de Música de Viena, Áustria. Foi diretor titular das Orquestras da Universidade Nacional de Cuyo, do Teatro Argentino de La Plata, Sinfônica de Córdoba, Sinfônica de Rosário e Orquestra da Universidade de Concepción, Chile. Entre 1994 e 2000, foi Diretor Residente da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires.

Entre as óperas que regeu, destacam-se Tosca, na inauguração da Sala Alberto Ginastera do Teatro Argenetino, Il Trittico, Romeu e Julieta, La Boheme, Madame Butterfly, Nabucco, Attila, Don Pasquale, entre outras. Na América do Sul, fez turnês pela Argentina, Chile, Brasil e Uruguai com a Filarmônica de Buenos Aires, e, na Europa, viajou com a mesma orquestra pela Espanha, França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Suíça, Áustria e Grécia.

Como diretor musical do Ballet, dirigiu o ciclo integral de Stravinsky, além dos títulos clássico-românticos do gênero. Dirigiu as Companhias de Ballet do Teatro Colón, Teatro Argentino, Ballet Del Sur, Opera de Varsóvia, Bolshoi, Kirov, Praga, Cisne Negro, American Ballet e Royal Ballet de Londres.

 

SOLISTAS

Márcia Jaqueline (Julieta)

Márcia Jaqueline, natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde aos 14 se formou, obtendo sempre nota máxima. Com apenas 14 anos, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde 2007, ocupa o cargo de Bailarina Principal, recebendo elogios por suas performances de toda crítica de dança no Brasil.

É detentora de diversos prêmios em concursos nacionais, tais como: Primeiro Lugar e Bailarina Revelação do Concurso Brasileiro de Dança (CBDD – RJ); Primeiro Lugar no Festival de Danças de Joinville; Primeiro Lugar no Festival de Dança Alice Arja (RJ), entre outros. Participou como solista convidada de várias galas em cidades do Brasil e do exterior, dentre elas: Gramado (RS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Bahia (BA), Corumbá (MS), São Luís (MA), Belém (PA) Campos de Goytacazes (RJ), Campina Grande (PB), Londrina (PR), Indaiatuba (SP), Montevidéu e Punta Del Este (Uruguai), Assunción (Paraguai) e Toronto (Canadá).

Em setembro representou o Brasil na Gala Internacional de Miami. Em seu repertório estão incluídos papéis principais de montagens como O Lago dos Cisnes, La Bayadére, Onegin, Paquita, La Fille Mal Gardée, Raymonda, Serenade, A Bela Adormecida, Don Quixote, L’Arlesiénne, Carmen, Giselle, Coppélia, O Quebra Nozes, Voluntaries, Floresta Amazônica.

 

Cláudia Mota (Julieta)

Bailarina Principal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos com Valéria Moreira. É formada pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, onde estudou com Amélia Moreira, Regina Bertelli, Jacy Jambay e Pedro Kraszczuk. Frequentou aulas no Le Jeune Ballet de France, Ópera de Zurique, Bèjart Ballet Lausanne, e, em 2007, fez intercâmbio no San Francisco Ballet e American Ballet Theatre, indicada por Makarova e Dalal Achcar.

Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba, e aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar com Míriam Guimarães, Maria Luíza Noronha e Sérgio Lobato. No Ballet do Theatro Municipal, dançou em todas as grandes montagens da Cia, interpretando os principais papéis, entre elas A Megera Domada; Giselle; O Lago dos Cisnes; La Bayadère; A Bela Adormecida; Coppélia; Onegin; Romeu e Julieta (Lady Capuleto – Vladimir Vassiliev – neste foi considerada a Melhor Intérprete no Mundo em suas remontagens, por Vladimir Vassiliev).

Ganhou Medalha de Ouro no Certámen Americano de Ballet, Buenos Aires, sendo considerada a Melhor Bailarina da América Latina no ano de 1994 no Concurso Internacional del Chaco, Argentina. Representou o Brasil na VIII Gala de Ballet Latino Americana, na cidade de Assunção, Paraguai, em 2004. Apontada como um dos maiores talentos dos últimos anos do Theatro Municipal do RJ e do país, foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, na categoria Artes Cênicas (ballet), pela Sociedade Cultural Latino Americana, por seu reconhecimento técnico, sua versatilidade e grande potencial artístico.

 

Bettina Dalcanale (Julieta)

Formada pela escola de danças do Teatro Guaíra de Curitiba, complementou sua formação em Cannes, França, recebendo as melhores menções e elogios da escola de Rosella Hightower. Foi primeira bailarina do Ballet Teatro Guaíra, sob direção de Carlos Trincheira, até 1982, quando ingressou por concurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção de Dalal Achcar. Promovida logo a solista, dançou primeiros papéis com grandes nomes da dança como Julio Bocca e Jean-Yves Lormeau.

Destacam-se entre seus muitos trabalhos, Coppélia, Suite en Blanc, O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Cantabile, Sétima Sinfonia e A Criação, de Uwe Scholz, além dos papéis principais de La Fille Mal Gardée, Floresta Amazônica, de Dalal Achcar, e o papel de Tatiana em Onegin, de John Cranko. Participou da criação mundial de coreografias de John Butler e Maurice Béjart, sendo ensaiada pelo próprio.

Teve também o privilégio de dançar o primeiro papel de Divertimento, de George Balanchine. Bettina representou o Brasil nas prestigiadas competições de Jackson, Mississippi, e de Masako Ohia, no Japão, chegando a finalista em ambas, recebendo elogios unânimes da crítica especializada. Bailarina convidada de várias companhias na América do Sul, Bettina é uma referência no ballet brasileiro.

 

Renata Tubarão (Julieta)

Formada pelo Centro de Arte e Cultura Ballet Dalal Achcar, Renata fez cursos de aperfeiçoamento da técnica clássica com renomados professores como Mickail Tchoupakov, Toshi Kobaiashi, Ilara Lopes, Eliana Karin entre outros. Ingressou em 1999 no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde vem se destacando em ballets do repertório clássico como Giselle (Pas-de-deux Camponês), O Lago dos Cisnes e La Bayadère, Grand Pas de Quatre (Pugni), Romeu e Julieta (Vasiliev), A Megera Domada e Onegin de John Cranko, Paquita (Pas-de-Trois), Les Silphides (Valsa) e os primeiros papéis em A Bela Adormecida e Coppélia.

Dançou os ballets neoclássicos e contemporâneos Serenade de Balanchine,Sétima Sinfonia e A Criação, de Uwe Scholz, Voluntaries (Pas-de-Trois), de Glen Tetley, Nascimento, de David Parsons, e L’Árlésienne, de Roland Petit. Representou o Brasil na gala de Quito, no Equador, com os Grand-pas-de-deux,Pas Classique e Cisne Negro e trabalhou com grandes nomes da dança como Glen Tetley, Natalia Makarova, Richard Cragun, Dalal Achcar, Eugenia Feodorova, Gustavo Mollajoli, Heinz Spöerli, François Petit, Jean François Boisson. Em 2007, trabalhou no OpernHaus Zürich-Suiçacomo demi-solista apresentando-se nos ballets Sonho de Uma Noite de Verão,O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Peer Gint e In Dem Wind Nichts.

 

Filipe Moreira (Romeu)

O paulistano Filipe Moreira começou seus estudos de ballet clássico com Ilara Lopes, estudando também com o professor Ismael Guizer. Como formação profissional, estagiou na Cia Cisne Negro e Grupo Studio 3. Em 2003, prestou concurso oficial para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, desde então, vem se destacando em todas as temporadas da companhia. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dado a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa.

Em seu repertório estão O Lago dos Cisnes, Coppelia, Onegin (John Cranko), Sétima Sinfonia e A Criação (Uwe Scholz). Em pouco tempo, assumiu a posição de solista em papéis como A Bela Adormecida (Pássaro Azul), Giselle (Pas-de-Six), La Fille Mal Gardée (Allan), e nos ballets Metafísica (Roberto Oliveira) e A Criação (Uwe Scholz). Teve a oportunidade de trabalhar no BTM com nomes internacionais no cenário da dança como Richard Cragun, Slavick, Gustavo Mollajoli, Boris Storojkov e Tatjana Thierbach, entre outros.

Apresentou-se em 2002 como convidado na Gala do Mercosul e em 2005 na Mostra de Dança da Cidade de Belém. Apresenta-se também como convidado na Cia Brasileira de Ballet. Assim como é convidado também para apresentar-se em Galas e Festivais em todo o Brasil. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em várias Galas e Festivais Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala Internacional de Miami.

 

Denis Vieira (Romeu)

Nascido em Joinville, Santa Catarina, iniciou aos oito anos de idade seus estudos de dança na Escola do Teatro Bolshoi, onde mais tarde se  formou e entrou para a Companhia Jovem do Bolshoi – Brasil. Foi intérprete de grandes ballets como Don Quixote, O Quebra-Nozes, Giselle. Participou de Galas em Ravello na Itália, dançando o Clássico Chopiniana. Teve oportunidade de trabalhar com grandes mestres da dança clássica como Vladimir Vasiliev, Galina Koslova e Laura Alonso no Curso do Cuballet. Integra o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2010 e participou com destaque das produções da Companhia nas temporadas Parsons, Don Quixote como o matador Espada, O Quebra-Nozes, Giselle e Gala Roland Petit.

 

Lúcio Kalbusch (Romeu)

Iniciou seus estudos de ballet clássico em 2004 na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville-SC. Recebeu, em 2005 e 2006, as medalhas de melhor média da Escola. Em agosto de 2007, ingressou no Conservatório Brasileiro de Dança e na Cia. Brasileira de Ballet no Rio de Janeiro, sob a direção de Jorge Texeira, com as quais se apresentou nos mais importantes festivais de dança do Brasil, obtendo importantes premiações.

Estudou com Ilya Osinovskii, Nikolai Zagrebin, Denys Nevidomyy, Dmitrii Afanasief, Galina Kravchenko, Anna Russkikh, Jair Moraes, Jorge Texeira, Tadheo de Carvalho, Tatiana Leskova, Ilara Lopes. Em 2010, entrou para o Ballet do Theatro Municipal onde se destacou nas temporadas Parsons, Don Quixote, O Quebra-Nozes, Giselle e Gala Roland Petit,o que lhe rendeu a indicação para atuar no primeiro papel da atual temporada de Romeu e Julieta.

 

Cícero Gomes (Romeu)

Formado pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, Cícero estudou também na Escola de Ballet da Ópera de Viena (Áustria) e na Elmhurst School for Dance do Birmingham Royal Ballet (Inglaterra). Em sua formação clássica e contemporânea, trabalhou com célebres professores e coreógrafos, como Dennis Gray, Noemia Edelman, Dalal Achcar, Mariza Estrella, Maria Luisa Noronha, Renato Vieira, Tindaro Silvano, Luiz Arrieta, Ivonice Satie, Maria Angélica Fiorani, Alan Leroy, Boris Storojkov, Eric Frederick, Vasili Sulich, Desmond Kelly e Peter Wright.

Conquistou diversos prêmios no Festival de Dança do CBDD, Concurso Sesi Capézio Minas Gerais, Festival Internacional de Dança do Paraguai e no Festival de Dança de Joinville. Foi bailarino da Cia. Jovem El Passo de Dança. No Ballet do Theatro Municipal, tem se apresentado sempre com destaque em papéis principais como Coppélia, O Lago dos Cisnes, O Quebra Nozes, Don Quixote, Floresta Amazônica, L’Arlésienne, O Corsário (pas-de-deux), entre outros.

Apresenta-se como convidado em festivais de dança em várias cidades do Brasil. Apresentou-se no Festival de Joinville – na Gala das Estrelas, em 2007 – ao lado de renomados artistas do mundo da dança, e na Gala Latino-Americana de Ballet em El Salvador, em 2005, e no Paraguai, em 2009.

 

Por trás das cortinas

Cenários e figurinos: Jürgen Rose
Iluminação: José Luiz Fiorruccio
Diretor Artístico do BTM: Hélio Bejani

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