Escrito por em 28 out 2011 nas áreas Lateral, Notícia, Ópera

OSB Ópera é o nome do novo grupo orquestral da Sinfônica Brasileira, que executaria óperas em forma de concerto.

O Movimento.com teve acesso, em primeira mão, a detalhes do projeto relacionado ao novo conjunto formado por músicos readmitidos pela Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB).

Desde a divulgação do acordo fechado entre a instituição e o grupo de músicos que se negou a realizar audições impostas pelo então diretor artístico da orquestra, Roberto Minczuk, o meio musical carioca e brasileiro vem se perguntando como tudo funcionaria daqui para frente.  O que esta outra orquestra faria?  Qual seria a sua função principal?  Ficaria como uma sombra da “orquestra-mãe”, relegada a um eterno segundo plano?

Nesta terça-feira, uma nota divulgada pela coluna do jornalista Ancelmo Góes, no jornal O Globo, dava conta de que o novo conjunto se chamaria “Orquestra da Ópera”.  Curioso, fui atrás de maiores detalhes sobre o projeto, e acabei encontrando novidades surpreendentes e extremamente positivas – caso o projeto efetivamente seja levado adiante.

Uma fonte da OSB informa que, na verdade, o nome do novo conjunto não será aquele citado no parágrafo anterior, mas sim OSB Ópera, conforme aprovado pelo Conselho da FOSB, e sua função seria executar uma temporada de óperas em forma de concerto, sempre com regentes convidados.  Como todos sabem, uma das cláusulas do acordo que trouxe a paz ao grupo esclarece que estes músicos não serão liderados por Roberto Minczuk.

A ideia, sem dúvida, é interessantíssima, sobretudo se os títulos líricos que vierem a integrar esta possível temporada trouxerem ao Rio de Janeiro um repertório que parece não ter vez no Theatro Municipal, onde, nos últimos anos, em termos de títulos, tem reinado um feijão com arroz “super-ultra-mega basicão”.

Como costumo ser cético em relação a notícias tão boas como essa, é melhor esperar um pouco mais para comemorar.  Aguardemos, portanto, uma divulgação oficial.  Fica já registrado, porém, o meu incondicional apoio ao projeto, que poderia realmente impactar o cenário musical carioca, dependendo dos títulos e de sua quantidade, dos solistas convidados, etc.

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