Escrito por em 8 abr 2012 nas áreas Lateral, Movimento, Ópera, Programação, Rio de Janeiro

Comemorando 20 anos, o Espaço Cultural Finep abre a temporada dos Concertos Finep com cenas desta bela ópera de nosso grande compositor.

SERVIÇO

 

Espaço Cultural FINEP
Praia do Flamengo, 200 – Pilotis.

Dia 3 de abril, terça-feira. às 18:30 h. – estreia.
Dia 1o de abril, terça-feira, às 18:30 h. – récita extra.

Entrada franca

 

Rádio MEC
Praça da República nº. 141 – A – Centro – Metro Estação Central

Dia 13 de abril, sexta-feira, às 17 h.

Entrada franca

 

ARTISTAS ENVOLVIDOS

– Maria Tudor: Marina Considera – soprano
– Giovanna: Magda Belloti – soprano
– Fabiano Fabiani: Ivan Jorgensen – tenor
– Don Gil: Manuel Alvarez – barítono
– Gilberto: Allan Souza – baixo
– Paggio: Loren Vandal – soprano
– Lord Montagu: Vinicius Canzi – tenor
– Lord Clinton: Patrick Oliveira – baixo
– Piano: Eliara Puggina

– Figurinista: Fernando Portugal
– Cenógrafo: Hélder Castro
– Direção geral: Lauro Gomes

– Coro:
Isabela Vieira – soprano
Débora Grimaldi – soprano
Fabiana Cruz – mezzo-soprano
Kamille Tavora – mezzo-soprano
Fernando Portugal – contratenor
Felipe Cavalieri – tenor
Paulo Ribeiro – tenor
Jessé Bueno – barítono

Regente: Evandro Rodriguese.

 

REPERTÓRIO

1º ato

– Quanti raggi del ciel – (com recitativo) – Giovanna.
– Quando mi guardi con quel sorriso (serenata) – Fabiano.
– Canta sempre, canta, o bella – cena e dueto – Fabiano e Giovanna.

 

2º ato

– Viva il Re della fugida mensa – Coro.
– Colui che non canta – dueto Maria e Fabiano.
– Quarteto – Don Gil, Maria, Giovanna e Gilberto.
– Vendetta! Vendetta! – Maria.

 

3º ato

– Sol ch’io ti sfori – (com recitativo) –  Fabiano.
– Qual ape nomade – dueto Don Gil e Fabiano.
– Dio salvi l’Eccelsa Regina – Inno della Regina – Coro.
– Pezzo concertato – todos.

 

4º ato

– Oh! Mie notti d’amor – (monólogo e ária) – Maria .
– Lugubre giocoliero – Don Gil.
– Qui nell’ombra – dueto Maria e Giovanna.

 

MARIA TUDOR, de Carlos Gomes
Lauro Gomes

Em 1922, quando veio ao Rio de Janeiro reger “O Guarani”, festejando o centenário da Independência, Mascagni, estranhando a indiferença dos críticos pela obra de Carlos Gomes, declarou: “Gomes, para nós (jovens compositores) representava o futuro…”

Na ópera Maria Tudor, Carlos Gomes expressa sua verdadeira arte e a sua autenticidade musical. Obra belíssima, com harmonias audaciosas, inovadoras e bem estranhas àquela época. É claro que houve uma reação imensa contrária a estes novos conceitos. Hoje, podemos analisar e julgar com serenidade e isenção, os valores desta obra prima do mais universal dos compositores brasileiros.

Cenas principais de Maria Tudor, de Carlos Gomes.

Drama lírico em 4 atos, libreto de Emílio Praga concluído por Zanardini e Fontana, baseado no drama de Victor Hugo. Data de estreia: 27 de março de 1879, Teatro alla Scala, Milão. Dedicada ao Visconde de Taunay.

A ação se passa na Inglaterra do século XVI

 

1º ato: Numa praça, à noite.

Um grupo de nobres, entre eles D. Gil – embaixador da Espanha, enviado por Felipe II que pretende se casar com Maria Tudor -, comenta a ligação da rainha com o aventureiro Fabiano Fabini, que, ao conquistar o amor de Maria, consegue dominar a corte, enquanto o povo sofre e passa fome. Mas D. Gil descobre que Fabiano, sob o falso nome de Lionello, trai a rainha, seduzindo Giovanna, uma moça do povo e noiva de Gilberto um operário cinzelador. Todos se afastam.

Giovanna sai de casa e exprime o amor que sente por Lionello e o quanto o se angustia por Gilberto.

Quanti raggi del ciel –  ária de Giovanna.

Gilberto encontra Giovanna e chama-lhe a atenção por estar sozinha na rua deserta e se afasta.

Fabiano canta uma serenata conquistando Giovanna, enquanto é observado por Don Gil.

Quando mi guardi con quel sorriso – (serenata) – Fabiano.

Giovanna vem ao encontro do seu amado Lionello.

Canta sempre, canta, o bella – cena e dueto – Fabiano e Giovanna.

Prevenido por D. Gil, Gilberto jura vingança, mas D. Gil conspira contra o aventureiro italiano, preparando-se para uma represália maior junto à rainha. Gilberto diz a Giovanna que sabe da sua traição com o favorito da rainha: Lionello na verdade é Fabiano Fabiani.

 

2º ato: No jardim do Palácio Real.

Cavaleiros, damas, a rainha e Fabiano estão presentes. Todos cantam:

Viva il Re della fugida mensa – Coro.

Os nobres se retiram e deixam Maria e Fabiano sozinhos. Eles cantam um belíssimo momento da ópera:

Colui che non canta – dueto Maria e Fabiano.

Chega Don Gil, trazendo Gilberto, que conta a Maria Tudor a infidelidade de Fabiano.  Giovanna confirma a traição e, num magnífico quarteto construído num estilo bastante arrojado, é armada uma terrível retaliação. Maria entrega a Gilberto o punhal que Fabiano lhe deu, ordenando-lhe que o traga à festa na corte, no dia seguinte, junto com a sua noiva Giovanna.

Quarteto – Don Gil, Maria, Giovanna e Gilberto.

Todos partem e, só, Maria explode a sua ira, numa das mais formidáveis árias da historia da ópera, onde a rainha, que ao mesmo tempo clama pela morte do seu amado infiel, sabe que apesar da sua mágoa, está sendo mentirosa na sua condenação. Na verdade, ela ainda ama Fabiano, mas ele não viverá para outra. No fim, com os gritos de vitória pela façanha de Fabiano durante uma caçada, decide-se: – Ele vai correr para a morte!

Vendetta! Vendetta! – ária de Maria.

 

3º ato: Na sala do trono.

Todos estão reunidos na grande festa, e já comentam em surdina que Fabiano caiu em desgraça. Ficando sozinho, Fabiano os chama de corja de covardes. A seguir, num devaneio diz confiar no amor de Maria. Só ele pode desalinhar os seus belos cabelos…

Sol ch’io ti sfori – ária de Fabiano.

Chega Don Gil e, num fantástico duelo vocal,  dá a entender ao favorito da rainha que sabe das suas aventuras amorosas, enquanto o desconfiado Fabiano dissimula e diz que sua arma é o amor enquanto a do outro é o ódio. Ambos acabam dizendo: – Veremos quem rirá por último.

Qual ape nomade – dueto Don Gil e Fabiano.

Todos voltam à sala do trono e cantam um hino em louvor a Maria.

Dio salvi l’Eccelsa Regina – Inno della Regina – Coro.

Numa monumental cena em que todos estão reunidos, Maria chama por Gilberto e pergunta se ele está pronto. Ele trouxe o punhal? Então que mostre. Quando Gilberto estende o punhal, Maria agarra as suas mãos e grita por socorro, clamando que está havendo um atentado contra a sua vida. Gilberto se espanta e Maria pede-lhe que confie nela.  Don Gil pega a arma e exibe o brasão do Fabiano. Foi ele quem tramou a morte da rainha. Com a presença de Giovanna, Fabiano entende que caiu numa armadilha. Ele é condenado à morte junto com Gilberto. Maria entrega Fabiano ao carrasco para que ele decepe a sua bela cabeça.

Pezzo Concertato – todos.

 

4º ato: Num terraço da torre

Desesperada, Maria continua amando Fabiano. Com remorso, indultou Gilberto do seu pretenso crime e, numa das mais belas melodias de Gomes, Maria relembra as suas noites amorosas com o seu protegido e resolve que vai salvá-lo da morte.

Oh! Mie notti d’amor – (monólogo e ária) – Maria.

Chega Don Gil. Maria pede-lhe que salve Fabiano, matando em seu lugar o outro prisioneiro, Gilberto. Don Gil será nomeado Duque de York, se atender ao seu pedido. Por sua vez, Don Gil recebeu de Felipe II, pretendente à mão de Maria, a promessa de ser nomeado Príncipe de Ceuta se ele acabar com a vida de Fabiano. Don Gil tem duas cabeças as suas mãos. Qual será a sua escolha?

Lugubre giocoliero – Don Gil.

Chega Giovanna que vem agradecer à rainha pela vida de Gilberto. Maria a trata com desdém. Aparece o cortejo que conduz o condenado para o patíbulo. Maria revela a Giovanna que quem está indo para morte é Gilberto. Giovanna se desespera e pede clemência – a rainha não pode mandar matar um inocente. De súbito, num lampejo lembra a Maria que Don Gil odeia Fabiano e que ela poderá ter sido traída.  Apavorada, Maria chama pelo carcereiro: “Que ele traga o prisioneiro que está vivo“. Aparece Gilberto que é abraçado por Giovanna enquanto Maria num grito de dor desfalece. O seu amado Fabiano está morto.

Qui nell’ombra – dueto Maria e Giovanna.

 

Marina Considera

Marina Considera

Formada em canto pela UNIRIO e mestre pela Escola de Musica da UFRJ, fez sua estreia profissional em 2006, sob regência do maestro Henrique Morelenbaum , na primeira montagem da ópera brasileira “A Carta”, do compositor Elomar Figueira Mello, sob regência direção cênica de André Paes Leme, no CCBB de Brasília. Em 2007, ingressou no Opera Studio da renomada cantora Renata Scotto, em Roma, na Accademia Nazionale di Santa Cecília, do qual participou por 5 sessões consecutivas até  2009. Durante este curso, desenvolveu vasto repertório e cantou no prestigioso Auditorium Parco della Musica, em Roma. Durante 2009, apresentou-se também na fundação Tito Gobbi, em Roma, e nel Teatro Stabile di abruzzo em Áquila, sob direção artística de Anna Vandi. Em 2010, ingressou como professora na Escola de Música da UFRJ e foi selecionada entre 15 de 400 cantores na Espanha, para participar do master-class e concerto final no auditório de Zaragoza, sob supervisão da renomada cantora Montserrat Caballé.

 

Magda Belloti

Magda Belloti

Soprano niteroiense, graduada em canto pelo Conservatório Brasileiro de Música – RJ, Magda Belloti desenvolve intensa atividade lírica e camerística. Trabalhou com renomados regentes como: Romano Gandolfi, Tamas Pall, Tiziano Severini, Andréa Botelho, entre outros, encenando as óperas Aída (Verdi), La Traviata (Verdi), As Bodas de Fígaro (Mozart), Ópera dos Três Vinténs (Kurt Weil), Così Fan Tutte (Mozart), Bastien e Bastienne (Mozart).

Como camerista, vem se apresentando nas melhores salas de concertos e teatros do Brasil, dando especial atenção à música brasileira. Como solista convidada da Orquestra Brasileira de Harpas, vem  se apresentando nos mais importantes festivais de música no Brasil e no exterior. Desde 2002, é artista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1992, foi laureada com o 1° lugar no “VI Concurso de Nacional Villa-Lobos”, realizado em Vitória (ES). Em setembro de 2000, foi premiada como melhor intérprete do compositor Lorenzo Fernandez, conquistando ainda o 3° prêmio no “Concurso de Canto Francisco Mignone” realizado no Rio de Janeiro. Em 2005, lançou o seu primeiro CD “Paisagens Musicais”, onde interpreta quinze canções, sendo onze inéditas dos compositores Sérgio Bittencourt-Sampaio, Alberto Costa e Francisco Braga, em duo com a pianista Thalita Peres. Atualmente, aperfeiçoa seus estudos técnicos e interpretativos com o barítono Nelson Portella.

 

Ivan Jorgensen

Ivan Jorgensen

Natural do Rio de Janeiro, cursou o bacharelado em canto pela Escola de Música da UFRJ. Atualmente, aperfeiçoa-se com Paulo Louzada. Participou de cursos com Roland Hermann e Maria Venuti (Karlsruhe), Neyde Thomas e Rio Novello. Em 2007, atuou como solista na Fantasia coral de Beethoven com a OPES, sob a regência de Isaac Karabtchevsky. No mesmo ano, participou, como solista, da ópera “L’Orfeo”, em produção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da estreia brasileira da ópera “Arianna in Creta” de Händel, com a Symphonia Brasil Barroco, na Sala Cecília Meirelles. Protagonizou ainda “La Bohème” (2009), com a Cia. Lírica do Rio de Janeiro.

Integrou o Conjunto Vocal Calíope, com o qual atuou como solista na ópera “O pescador e sua alma”, de Marcos Lucas (Brasília e Rio, 2006/2007), sob a direção de Júlio Moretzsohn. Atuou como solista com a Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, sob regência de Florentino Dias (2007) e no Theatro Municipal de Niterói, em recitais solo e concertos líricos, em 2008 e 2009. Em 2011, Jorgensen apresentou-se cantando os melhores momentos das óperas O Trovador, de Verdi e Norma, de Bellini, nos Concertos Finep e na Sala de Concerto da Rádio MEC-FM. Atualmente, integra o coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Manuel Alvarez

Manuel Alvarez

A carreira do barítono carioca Manuel Alvarez começou em 1999, quando ele chamou a atenção da crítica especializada durante turnê brasileira de uma montagem da ópera Lo Schiavo, de Carlos Gomes. De lá para cá, além de outros papéis do compositor brasileiro, adicionou uma série de grandes desafios ao seu repertório, em especial no que diz respeito às óperas de Giuseppe Verdi.

As interpretações de Manuel em papéis como o “Amonasro”, da Aida; “Germont”, em La Traviata, e os papéis-título de “Nabucco” e “Simon Boccanegra” – todos eles interpretados em prestigiados palcos como o Municipal, do Rio de Janeiro, São Paulo e o Teatro Roma, de Buenos Aires, fizeram com que, em alguns anos, este barítono dramático conquistasse lugar de destaque dentro do universo do canto lírico brasileiro.

Segundo colocado do Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, em sua edição de 2001, ele ainda contabiliza em seu repertório obras de Donizetti, Puccini, Leoncavallo, Mascagni, Saint-Saëns e Bizet, além de importantes peças sinfônicas (como a Sinfonia nº 9, de Beethoven) e litúrgicas (tais como a Missa da Coroação, de Mozart, e o Requiem, de Verdi). Em todo esse repertório, o artista mostra um sólido conhecimento sobre os mais variados estilos musicais e as possibilidades expressivas do canto lírico.

 

Allan Souza

Allan Souza

Como cantor, iniciou sua carreira no Coro da Fundação de Apoio às Escolas Técnicas do Rio de Janeiro (FAETEC-RJ). Integrante do Coro Orfeão Carlos Gomes apresentou-se em diversas salas de concerto no Estado do Rio de Janeiro.  Sob a regência do maestro Isaac Karabtchevisky integrou o grande coro da “Sinfonia dos Mil” de Mahler pelo Projeto Aquarius, no Theatro Municipal e praia de Copacabana.

Foi solista do Oratório de Camille Saint Saenz, acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Escola de Música Villa Lobos sob regência de Zdenek Svab na Sala Cecília Meirelles, tendo sido convidado a interpretar a mesma peça na inauguração da nova iluminação da Igreja Candelária, onde recebeu grandes elogios da crítica pelo seu desempenho.

Atuou na Reinauguração do Theatro Municipal de São João del Rei a convite da Secretaria de Cultura de Minas Gerais, como solista convidado junto ao Theatro de Ópera de Niterói, tendo como acompanhadora a pianista Priscila Bonfim. É integrante da Cia. Ópera Carioca e solista convidado da Cia. Lírica da Escola de Música
Villa-Lobos, sob a regência de Denise Borborema e direção de Fernando Portugal e integrante do Coro Sinfônico da Cidade do Rio de Janeiro sob a regência de Júlio Moretzon.

Recentemente atua como solista convidado pela Cia. Lírica, interpretando papeis como: Doutor em “La Traviata”, de Giuseppe Verdi, Alcindoro em “La Boheme” de Puccini,
Bonzo, da ópera “Madama Butterfly”, Leone, em Atilla e mais recentemente interpretou o papel de Orovesso da ópera “Norma”, de Vicenzo Bellini, no Espaço Cultural FINEP e no programa Sala de Concerto da Rádio Mec. Solista convidado pela Orquestra Rio Camerata sob a regência de Israel Menezes, atuando na Cantata do Café, de Bach e em diversos outros recitais .

Estudou interpretação operística com o maestro pianista Aurélio Vinícius Melleh e atualmente desenvolve-se em canto lírico com o contratenor Fernando Portugal.

 

Evandro Rodriguese

Evandro Rodriguese

Natural de Sorocaba, SP, é bacharel em Regência Orquestral pela FASM-Faculdade Santa Marcelina- SP, na classe de regência do maestro Emiliano Patarra. Paralelamente à faculdade, participou do grupo de estudos avançados em regência orquestral com Roberto Tibiriçá, em São Paulo. Estudou com os maestros Isaac Karabtchevsky na MIMO (2009, 2010 e 2011), e regência de ópera com Ricardo Rocha, no Rio de Janeiro.

Atuou à frente de grupos sinfônicos como a Orquestra Sinfônica Municipal de Sorocaba, Orquestra Bachiana Jovem e Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Foi regente assistente da Orquestra Filarmônica Jovem de Sorocaba, e regente convidado da Orquestra de Câmara L’Estro Armonico em São Paulo. À frente do Coro Masculino CBA – Grupo Votorantim, dirigiu mais de 90 concertos de 2008 a 2010. Com este grupo, em 2009, foi vencedor do 1° lugar no Concurso Nacional de Corais de Serra Negra, e o 2° lugar no Mapa Cultural Paulista.

Em 2011, atuou como regente e diretor do coro da Cia Lírica do Rio de Janeiro, onde participou de montagens em versão reduzida de “Attila” e “La Traviata”, de G.Verdi, e “Madama Butterfly”, de G. Puccini.

Na série de concertos da Finep – RJ, fez a preparação do coro e conjuntos vocais da ópera Norma de Bellini, considerado um dos 10 melhores espetáculos musicais do ano de 2011 na cidade do Rio de Janeiro. Seus próximos compromissos incluem a preparação de conjuntos e coro da ópera Maria Tudor, de Carlos Gomes, no Espaço Cultural Finep – RJ, e concerto de música brasileira na temporada 2012 da OLRAP – Orchestre Lyrique de Région Avignon Provence – Avignon, França.

 

Eliara Pugina

Eliara Pugina

Graduou-se na classe da pianista Norma Bojunga, pela UFRGS e, em 1978, tirou o 1° lugar no I Concurso Estadual de Piano. Atuou diversas vezes como solista à frente Orquestra de Câmara da Ospa, com obras de Bach e Mozart, entre outros.

Radicou-se no Rio, onde foi aluna de Arnaldo Cohen e Linda Bustani. Em 1993, começou a se dedicar ao canto lírico, acompanhando o TORJ, o Núcleo de Ópera da Escola de Música Villa-Lobos, a ABAL (Associação Brasileira dos Artistas Líricos), os alunos de Isabel Vivante, Sergio Lavour e Glória Queiroz, os sopranos Maúde Salazar e Patrícia Vilches, os tenores Joel Telles e Paulo Barcelos, e o baixo Pedro Olivero, entre outros.

Acompanhou óperas completas como a Cavalleria Rusticana, La Traviata, Elixir de Amor e Carmen. Sob a direção de Glória Queiroz, foi pianista acompanhadora das óperas A Italiana na Algéria, de Rossini, no Teatro Municipal de Niterói e Madame Butterfly. Sob a direção de Lauro Gomes: La Bohème, Trechos da Fosca e Lo Schiavo, O Trovador e Norma, no Espaço FINEP.

Sob a direção de Juarez Cabello, foi cravista na ópera O Barbeiro de Sevilha, regência de Lígia Amadio, no Teatro Municipal de Niterói. Participou do Concerto de Fim de Ano da Orquestra Sinfônica Nacional – UFF-RJ, do Christmas Oratório de Camille Saint Saens, do Messias de Händel.

Foi a pianista acompanhadora na ópera Amahl e os Visitantes da Noite, de Gian Carlo Menotti, sob a regência de Henrique Morelenbaum e direção cênica de Pedro Paulo Rangel em temporada no CCBB do Rio de Janeiro.

 

Lauro Gomes

Lauro Gomes

Começou estudando canto particularmente com Lília Nunes e, logo após, no Conservatório Brasileiro de Música, com Graziela de Salerno, completando os seus estudos técnicos com a professora Leda Coelho de Freitas. Estudou acordeão durante cinco anos, na Academia Alencar Terra.

Formação de diretor, ator e professor teatral no Conservatório Nacional de Teatro (Registro nº 4325-Liv.21-Fls.60-DRT34849/81). Radialista, produtor executivo, autor, roteirista, locutor, apresentador e entrevistador (Registro nº 3684-Liv.19-Fls.94 e 45). Autor teatral três vezes premiado pela Secretaria de Educação do então Estado da Guanabara, entre 1969 e 1970.

Em 1974, foi contratado como Técnico em Programação Radiofônica da Rádio MEC, passando, logo a seguir, a realizar programas especiais para a emissora. Produziu entre vários, os programas: “O Barroco Instrumental”, “O Clássico”, “A Música no Romantismo”, “Nova Dimensão”, “MEC – Especial”, ”Concerto de Gala”, “Acervo MEC”,  “Concerto MEC” e “A Ópera – Theatro Municipal – 100 anos”, “Especiais – FM”.  Atualmente,  produz e apresenta “Sala de Concerto”, “Música e Músicos do Brasil”, além de “Ciclos” e “Especiais” focalizando efemérides.

Para a Escola de Música Villa-Lobos, dirigiu a ópera “Maroquinhas Fru-fru”, de Maria Clara Machado e música de Ernest Mahle, apresentada com grande êxito nas Salas Funarte e Cecília Meirelles, em 1978/79. Em1979 e 80, foi Programador e Redator dos roteiros dos Concertos Didáticos do “Projeto Elos” e, também, apresentador do “Projeto José Maurício”, do Instituto Nacional de Música, da Fundação Nacional de Arte.

Em 1983, foi redator do projeto “Domingo na Escadaria”, concertos realizados pela Fundação de Artes do Rio de Janeiro, na escadaria do Teatro Municipal. Em 1975, reabriu o Teatro Duse dirigindo a peça “Os Cordeiros de Deus”, de Silva Ferreira. Escreveu e dirigiu para o “Grupo Etc E Tal” o musical infantil “A Princesinha Mimada e o Dragão Malvado”, que estreou no dia 2 de julho de 1977, no Teatro Glória.

Em 1974, Lauro Gomes dirigiu “Hoje é Dia de Rock”, de José Vicente com o Grupo Scena, de Juiz de Fora, em Minas Gerais. De1979 a 1982, foi redator e roteirista dos programas “Escala” e “Opus”, na TVE. Em 1978, pelos seus intensos trabalhos com diretor teatral em Alagoas, recebeu o Titulo de Cidadão Honorário de  Maceió. Em 1990, recebeu da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro a “Medalha Pedro Ernesto”, por reivindicação de músicos e artistas líricos brasileiros.

Atualmente, Lauro também escreve diversos artigos sobre música e teatro para várias revistas especializadas e jornais do país. Por diversas vezes, participou como jurado em concursos e festivais de música.

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