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Escrito por movimento.com em 26 jun 2012 nas áreas Lateral, Ópera, Programação, Rio Grande do Sul

Produção conjunta dos Departamentos de Música, Arte Dramática e Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS.

SERVIÇO

 

Auditorium Tasso Corrêa do IA/UFRGS
Rua Senhor dos Passos, 248, térreo

Dias 30/6 e 1/7, sábado e domingo, às 17h30 e 20h.
Duas apresentações por dia.

Entrada franca
Retirada de senhas às 16h30 e 19h, uma hora antes de cada apresentação.

No próximo fim de semana, acontecem no Instituto de Artes da UFRGS as únicas apresentações da ópera Dido e Eneas. Produzida e executada por professores e alunos dos Departamentos de Música, Arte Dramática e Artes Visuais do IA/UFRGS, a ópera reúne cerca de sessenta pessoas entre músicos, cantores, atores e bailarinos.

Criado no século XVII pelo compositor Henry Purcell e pelo libretista Nahum Tate, este clássico da música barroca baseia-se na Eneida de Virgílio e narra as consequências trágicas do amor de Dido, rainha da opulenta cidade fenícia de Cartago, por Eneas, príncipe derrotado da Guerra de Troia e filho da deusa Afrodite com um mortal.

As apresentações da ópera Dido e Enéas marcam o início do projeto “Ópera na UFRGS”, que realizará montagens anuais de óperas históricas pelos professores e alunos do Instituto de Artes da UFRGS. A experiência da produção de Dido e Eneas proporciona intensa colaboração entre professores e alunos de música, artes cênicas e artes visuais, que se transforma em conhecimento interdisciplinar.

Argumento

É baseado no Livro IV, da Eneida, de Virgílio, e narra a história de Dido, rainha de Cartago, e de Eneas, príncipe troiano. Música: Henry Purcell. Libreto: Nahum Tate
Estreia pública: 1689, Londres

Ato I

A ópera abre com a cena em que a rainha Dido ouve de Belinda, sua dama de companhia, uma exortação de que afaste a tristeza. Dido canta uma ária que registra todo o seu sofrimento. Belinda não hesita em indicar que Eneas, príncipe troiano destronado, é a causa do sofrimento da rainha.

A cena seguinte apresenta Eneas, que pede a Dido que aceite o seu amor. A rainha resiste aos pedidos do príncipe apaixonado. Eneas reforça seus pedidos, ecoados por Belinda e pelo séquito real. Ao final, prevendo a quebra da resistência de Dido, o séquito conclama a vitória da beleza e do amor, regozijando-se em alegre canto.

Ato II

O segundo ato inicia com feiticeiras tramando a destruição de Dido e de Cartago. Elas elaboram o plano de enviar um duende disfarçado de Mercúrio, como emissário de Júpiter, para obrigar Eneas a deixar Cartago e afastar-se de Dido.

A segunda cena se dá em um pequeno bosque. Acompanhados de Belinda e do séquito, Dido e Eneas interrompem uma caçada para repousar. Belinda e o séquito cantam as belezas do local. A cena é interrompida quando se ouvem os trovões ao longe, o que leva Belinda a convocá-los a retornarem para a cidade. Todos partem menos Eneas, que é retido pela aparição de Mercúrio, o duende disfarçado a mando das feiticeiras. Ele se diz mensageiro de Júpiter e diz a Eneas que este deve partir para fundar uma nova Troia em solo latino. Eneas acata a ordem do deus, ainda que prefira morrer a abandonar Dido.

Ato III

A cena se passa no porto de Cartago, no qual a frota troiana se prepara para zarpar. As feiticeiras confraternizam-se pelo sucesso de seu plano, já que a rainha será abandonada. Elas planejam ainda a destruição de Eneas, em entusiástico canto de vitória a que se junta a alegria antecipada de ver o fim de Cartago.

Na cena seguinte, Dido encontra Eneas. Dividido entre o dever de acatar a ordem de Júpiter ou ficar com a amada, o príncipe decide desobedecer às ordens divinas e ceder às ordens do amor. Dido chama-o ao seu dever, mesmo sabendo que isso significará o seu próprio fim. Eneas parte e, desesperada de dor, Dido morre. Na última cena, o séquito, tomado de dor pela morte de Dido, evoca os cupidos para que cubram de rosas o túmulo da rainha.

Créditos da montagem de Dido e Eneas

- Coordenação do Projeto Ópera na UFRGS: Prof. Alfredo Nicolaiewsky (Diretor do Instituto de Artes da UFRGS
- Assessoria: Prof. Paulo Gomes (Departamento de Artes Visuais do IA/UFRGS)
- Direção cênica da ópera: Profa. Camila Bauer (Departamento de Arte Dramática do IA/UFRGS)
- Direção musical da ópera: Profa. Lucia Carpena (Departamento de Música do IA/UFRGS)
- Regência: Maestro Diego Schuck Biasibetti

Elenco

Dido: Cynthia Barcelos
Eneas: Lucas Alves
Feiticeira/Espírito: Rose Carvalho
Belinda: Suelen Matter
Segunda Mulher: Raquel Fortes
Primeira Bruxa: Débora Elisa Sydow
Segunda Bruxa: Andiara Mumbach
Marinheiro: Jônatas Mathias

Coro
Sopranos: Cristina Baggio, Gloria Arce Montiel, Tayane da Silva
Contraltos: Letícia Grützmann, Suellen Garcia Melo
Tenores: Alexandre di Paoli, José Fernando Marques, Jônatas Mathias
Baixos: André Munari (preparador do coro), Mauro Pontes

Atores
Alceu Júnior, Bruna Lauermann, Junior Sifuentes, Kevin Brezolin, Renata Cieslak

Bailarinos (intérpretes de Dido e Eneas)
Béthany Martínez e Leonardo Jorgelewicz

Orquestra
Flautas doces: Amanda Vieira, Cibele Endres Pereira, Letícia Arnold, Lucia Carpena, Nicole Accurso.
Violinos: Helena Nunes Oliveira, Vinícius Nogueira (spalla)
Viola: Vinícius Diniz
Violoncelo: João Guilherme Figueiredo
Órgão: Diego Schuck Biasibetti
Cravo: Fernando Cordella
Espineta: Lício Bischoff
Alaúde: Pedro Sperb
Guitarra: Fernando Lewis de Mattos
Teorba: Silvana Scarinci

Montadores da orquestra: Ellen Faber, Ismael Georg Ferrari
Assistência de direção: Eriam Schoernadie
Coreografia: Juliana Vicari
Preparação vocal: Profa. Luciana Kiefer (DEMUS)
Cenário: Prof. Félix Bressan (DAV)
Concepção e operação de luz: Fernando Ochôa
Figurino: Daniel Lion
Programação de imagens e legenda: Diego Acauan e Fernando Ochôa
Bolsista de produção: Luiza Cristina Sansone

Projeto gráfico: Marilene Andrade (Secretaria de Comunicação do IA/UFRGS)
Apoio financeiro: PROPLAN, PROREXT, PROPESQ, PPG/MUS

 

 

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