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Escrito por movimento.com em 27 jun 2012 nas áreas Lateral, Ópera, Programação, Rio de Janeiro

Montagem estreia na Escola de Música, dia 10 estará no auditório do CT e depois segue para Niterói, Petrópolis e Campos.

SERVIÇO
Récitas

·         Dia 05 de julho de 2012, 19h, Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, versão clássica
·         Dia 06 de julho de 2012, 19h, Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, versão contemporânea
·         Dia 07 de julho de 2012, 16h, Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, versão clássica
·         Dia 08 de julho de 2012, 16h, Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, versão contemporânea
·         Dia 10 de julho de 2012, 12h, Auditório Horta Barbosa, Centro de Tecnologia da UFRJ, versão contemporânea
·         Dia 12 de julho de 2012, 20h, Teatro Municipal de Niterói, versão clássica
·         Dia 14 de julho de 2012, 19h, Theatro D. Pedro, Petrópolis, versão clássica
·         Dia 19 de julho de 2012, 19h, Teatro Municipal Trianon, Campos dos Goytacazes, versão contemporânea
Endereços

§  SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ
Rua do Passeio, 98, Lapa, Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (21) 2262-8742 / www.musica.ufrj.br
§  AUDITÓRIO HORTA BARBOSA
Av. Athos da Silveira Ramos, 149, Centro de Tecnologia, Bloco A, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, RJ
Tel.: (21) 2562-7008 / www.ufrj.br
§  TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI
Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói, RJ
Tel.: (21) 2620-1624 / www.tmnit.com.br
§  THEATRO D. PEDRO
Praça Expedicionários, s/nº, Centro, Petrópolis, RJ
Tel.: (24) 2235-3833 / http://teatromunicipal.petropolis.rj.gov.br
§  TEATRO MUNICIPAL TRIANON
Rua Marechal Floriano, 211, Centro, Campos dos Goytacazes, RJ
Tel.: (22) 2733-8917 / www.teatrotrianon.com.br

Entrada franca

 

A ópera Così fan tutte (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, uma das 12 mais encenadas no mundo, foi a escolhida para a temporada 2012 do projeto Ópera na UFRJ. A estreia será dia 05 de julho, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música UFRJ, e a entrada é franca. Com direção musical e regência de André Cardoso e concepção e coordenação cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo, em duas versões – clássica e contemporânea -, contará com a participação de 12 solistas, coro e orquestra sinfônica da UFRJ (OSUFRJ). Ao todo são mais de 130 integrantes, entre cantores, instrumentistas, artistas plásticos, atores, coreógrafos, iluminadores e produtores, sendo que a montagem reunirá estudantes, técnico-administrativos e docentes de três unidades. Figurino, cenário e projeção cênica estão a cargo da Escola de Belas Artes (EBA) e os assistentes de direção são alunos da Comunicação (ECO)

Com libreto em italiano e legendas em português, a montagem fica até 08 de julho na Escola de Música. Dia 10 o espetáculo oferece uma récita no Auditório Horta Barbosa do Centro de Tecnologia, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão, e depois segue em temporada itinerante, com apresentações nos Teatros Municipais de Niterói, Petrópolis e Campos dos Goytacazes, facilitando o acesso da população fluminense a um gênero musical que tem despertado cada vez mais interesse.

 

A obra

A ópera, para mim, vem antes de tudo o mais”, escreveu Mozart em carta ao pai, Leopold. Datada de 17 de agosto de 1782, a confissão de amor pelo gênero é ainda mais significativa porque o compositor austríaco revolucionou praticamente todos os campos da criação musical e não se ateve, como Verdi e Wagner, por exemplo, apenas a um deles.  Para muitos o mais prodigioso músico de todos os tempos, Mozart criou, nos seus 35 anos de vida, obras-primas em uma variedade impressionante de estilos. No entanto, talvez seja na ópera que mais se revela toda a dimensão do gênio de Mozart, que compôs vinte e duas obras do gênero, entre elas A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte, as três últimas em colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte.

Così fan tutte é uma das melhores óperas bufas e permite que o compositor traduza musicalmente as contradições amorosas da alma humana. O argumento foi sugerido pelo imperador austríaco José II, para quem Mozart trabalhava, e o libreto originalmente destinado a Antonio Salieri, que acabou abdicando do projeto. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas – as irmãs Fiordiligi e Dorabella – nunca os trairiam. Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro e quando estão prestes a concretizar um casamento falso, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais aparentemente se reconciliam.

A obra subiu à cena primeira vez em Viena em 26 de janeiro de 1789, véspera do aniversário do compositor. O palco, o Burgtheater (Teatro Nacional Austríaco), já havia estreado duas outras óperas de Mozart: O rapto do serralho (1781) e As bodas de fígaro (1786).  A temporada foi, entretanto, interrompida logo a seguir por causa da morte repentina de José II.

Como as demais criações de Da Ponte, a trama é marcada pela ousadia e sugere que as mulheres podem ser tão volúveis quanto os homens, daí o desconforto que provocou ao longo do tempo. Para os olhos puritanos do séc. XIX pareciam aceitáveis homens libertinos como Don Giovanni, mas não as mulheres licenciosas que a ópera põe em cena. O enredo foi durante muito tempo considerado decadente, imoral e indigno de Mozart. Entretanto, a partir de meados do século passado, a obra vem ganhando novas leituras, sendo objeto de sucessivas montagens e atraindo cada vez mais a atenção do público. Um interesse renovado que talvez tenha muito a dizer sobre a nossa época, o que a montagem em duas versões, uma clássica e outra contemporânea, sugere

 

Ópera na UFRJ

É um dos mais bem sucedidos projetos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Criado em 1994, congrega estudantes, docentes e técnicos da Escola de Música e da Orquestra Sinfônica da UFRJ, da Escola de Belas Artes (cenários, figurinos e caracterização) e da Escola de Comunicação (direção teatral e iluminação cênica). A edição deste ano conta com patrocínio da FAPERJ, através do Edital de Apoio à Produção e Divulgação de Artes, e com recursos complementares possibilitados pela reitoria e pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ.

 

Créditos

- ANDRÉ CARDOSO, Direção Musical e Regência
- ANDRÉ HELLER-LOPES, Concepção e Coordenação Cênica
- DANIEL SALGADO DA LUZ, Direção Cênica (Versão Clássica)
- LÍVIA ATAÍDE e LUÍZA RANGEL, Direção Cênica (Versão Contemporânea)
Solistas (Versão Clássica)

- MANUELA DOS SANTOS – Fiordiligi
- LARA CAVALCANTI – Dorabella
- DARUÃ GÓES – Despina
- WLADIMIR CABANAS – Ferrando
- PATRICK DE OLIVEIRA – Guglielmo
- MURILO NEVES – Don Alfonso
Solistas (Versão Contemporânea)

- MICHELE MENEZES – Fiordiligi
- SOPHIA DE OTERO – Dorabella
- DAFNE BOMS – Despina
- DANIEL MARINHO – Ferrando
- FERNANDO LOURENÇO – Guglielmo
- FLAVIO LAURIA – Don Alfonso

elenco e diretores1 Ópera na UFRJ – “Così fan tutte”, de Mozart, itinerante

Elenco e diretores

5 Comentários

  1. 28-6-2012

    Como assim versão contemporânea? Canto popular?

  2. 6-7-2012

    Também queria saber o que a Luana perguntou, o que é essa versão contemporânea?

    • 6-7-2012

      Layna e Luana, versão contemporânea será a historia se passando nos dias de hoje. Com figurinos atuais e montagem atual, mas musicalmente igual à versão clássica que será uma montagem se passando no século XVIII.

  3. 13-7-2012

    Bravo!!! “Così Fan Tutte” (“Assim Agem Todas”), de Wolfgang Amadeus Mozart, exibida no dia 12 de julho, quinta-feira. “…Terceira ópera de autoria de Mozart e Da Ponte, esse conto satírico de traição e confiança testada até o limite é uma comédia com elementos sérios. A popular produção de Jonathan Miller transpõe o século 18 para os dias de hoje!” Lindo! Parabéns! Gostamos muito. Obrigada pelo presente Teatro municipal de Niterói! Amamos!!!

  4. 19-7-2012

    Bela apresentação feita no Theatro Dom Pedro em Petrópolis, casa cheia, parabéns a todos os artistas e produtores. Que venham mais óperas de qualidade à nossa cidade.

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