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Escrito por movimento.com em 24 jun 2012 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, São Paulo

Para marcar o centenário de nascimento do inesquecível maestro Eleazar de Carvalho, que dirigiu a Osesp de 1973 até 1996, a Orquestra apresenta a Missa Solemnis de Beethoven.

SERVIÇO

 

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/no.
Fone: 11 3223 3966

Dias 28 e 29.06, às 21h. e dia 01.07, às 19h.

Preços entre R$ 44,00 e R$ 149,00
Ingresso Rápido: (11) 4003-1212; www.ingressorapido.com.br
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Aposentados, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública têm 50% de desconto, mediante comprovação em todas as atividades.

ENSAIO ABERTO
Sala São Paulo

Dia 28.06, às10h.
Preço: R$ 10,00

FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO

Auditório Claudio Santoro
Rua Arrobas Martins, 1800
Campos do Jordão, SP

Dia 30.06, às 21h.

 
Para marcar o centenário de nascimento do inesquecível maestro Eleazar de Carvalho, que dirigiu a Osesp de 1973 até 1996, a Orquestra apresenta a Missa Solemnis de Beethoven, com um elenco estelar de solistas, Coro da Osesp e Coral Paulistano, sob regência do maestro Thomas Dausgaard. O concerto terá três apresentações na Sala São Paulo e uma na abertura do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, que ao longo de duas décadas, contou com a direção artística de Eleazar de Carvalho.

Beethoven compôs a Missa Solemnis para celebrar a nomeação do Arquiduque Rudolf como Arcebispo de Olmütz, em 9 de março de 1820. Composta com intenção litúrgica — o que levou Beethoven a estudar o latim falado, a escrita germânica e músicas eclesiásticas do passado —, a imponente Missa foi concluída somente em 1823, tarde demais para a coroação eclesiástica do Arcebispo.

Importante frisar as participações do Coro da Osesp e do Coral Paulçistano,preparados por Naomi Munakata e Thiago Pinheiro, respectivamente.

 

PROGRAMA

Ludwig van BEETHOVEN
Missa Solemnis em Ré Maior, Op.123
- Susanne Bernhard – soprano
- Ingeborg Danz – mezzo
- Donald Litaker – tenor
- Klemens Sander – barítono

 

 

Thomas Dausgaard

Regente titular da Orquestra de Câmera da Suécia e da Orquestra Sinfônica Nacional Dinamarquesa, colabora regularmente com a Orquestra Sinfônica de Viena, Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Sinfônica MDR, Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham, Orquestra Filarmônica Real, Orquestra Sinfônica de Bournemouth e Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Também trabalha com várias orquestras de jovens, entre elas a Sinfônica Heliópolis, que regeu recentemente no Brasil, a Orquestra Sinfônica Juvenil de Toronto e a Orquestra Juvenil Australiana. Dausgaard recebeu a Cruz de Cavalheirismo na Dinamarca e foi eleito à Academia Real de Música na Suécia.

Susanne Bernhard

A soprano Susanne Bernhard nasceu em Munique em 1976. Estudou com Angelica Vogel, Helmut Deutsch, Hanns-Martin Schneidt, Jan-Hendrik Rootering e Dietrich Schneider. De 2000 a 2003, foi soprano lírico-dramático-coloratura na Opera Kiel, atuando nos papéis de Eliza, em My Fair Lady, Musette, em La Bohème, e Violetta, em La Traviata. Já se apresentou com a Orquestra Nacional Russa, Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, Orquestra Filarmônica de Bremen, Camerata Salzburg, Orquestra Filarmônica de Augsburg, Orquestra Filarmônica de Osaka, Orquestra da Radio Sinfônica da Polônia e Orquestra e Coro Sinfônico da Rádio da Baviera.

Ingeborg Danz

Estudou na Nordwestdeutsche Musikakademie de Detmold, na Alemanha. Foi bolsista pelo Conselho Alemão de Música e pela Associação Richard Wagner. Já se apresentou com os regentes Riccardo Muti, Riccardo Chailly, Heinz Holliger, Helmuth Rilling, Ingo Metzmacher e Semyon Bychkov e com as orquestras Royal Concertgebouw, Sinfônica de Boston, Filarmônicas de Viena e de Munique, Gewandhausorchester Leipzig, Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, Filarmônica de Berlim, Filarmônica de Los Angeles e Sinfônica de Chicago. Gravou missas de Mozart sob regência de Nikolaus Harnoncourt, para a gravadora Teldec, e peças de Brahms pelos selos Hänssler e Brillant Classics.

Donald Litaker

O tenor Donald Litaker estudou com Daniel Ferro na Juilliard School, em Nova York. Estudou ainda na North Carolina School of the Arts, Manhattan School of Music e Accademia Musicale Chigiana em Siena, Itália. Já cantou La Betulia Liberata e Idomeneo, de Mozart, na Ópera Garnier, em Paris. Também já se apresentou no Gran Teatro del Liceu, em Barcelona, entre diversos outros locais na Europa. Concertos e oratórios incluem a Missa em Dó Menor, de Mozart, no Festival de Salzburgo, a Sinfonia nº 8, de Mahler, no Kennedy Center, em Washington, o Requiem, de Verdi, e a Nona Sinfonia, de Beethoven, com a Orquestra Sinfônica de Tóquio. Atualmente é professor de voz da Universidade de Música de Karlsruhe, na Alemanha.

Klemens Sander

O barítono Klemens Sander estudou na University of Music and Applied Arts, em Viena, com Helena Lazarska, Robert Holl e David Lutz. Convidado regular no Theater an der Wien, apresentou Giulio Cesare, de Handel, sob a regência de René Jacobs, Dialogues Des Carmélites, de Poulenc, com Bertrand de Billy, Intermezzo, de Strauss, com Kirill Petrenko, e Morte em Veneza, de Britten, com Donald Runnicles. Compromissos futuros de ópera incluem Papageno, para o Grand Theatre Luxembourg, e Die Gezeichneten, para o Festival de Salzburgo. Também atua no papel-título em Don Giovanni, de Mozart, e como Escamillo, em Carmen, de Bizet, para o Festival de Ópera de Klosterneuburg. Sander é solista residente no Staatstheater Karlsruhe e no Volksoper Wien. Fez seu recital de estreia no Wigmore Hall, em 2005, com Charles Spencer, depois de ganhar o Prêmio Richard Tauber.

Eleazar de Carvalho

Nasceu em Iguatu, Ceará, em 28 de junho de 1912. Recebeu seus primeiros ensinamentos musicais na marinha, onde fez parte da Banda dos Fuzileiros Navais. Logo ingressou na Escola Nacional de Música, formando-se com distinção em todas as matérias, inclusive canto e composição e foi nessa época que compôs duas óperas: “O Descobrimento do Brasil” e “Tiradentes”.

Sua formação foi ministrada por Sergei Koussewitzky, que por sua vez a recebeu diretamente de Tchaikowsky. Doutorou-se em música pela Washington University e humanística pela Hofstra University. Importantes regentes como Zubin Meta, Cláudio Abbado, Seiji Ozawa, Gustav Méier e outros, receberam seus conhecimentos e entre seus alunos mais recentes estão Dante Anzolini, Hiroyuki Shimizu, Antony Princiotti, Lanfranco Marcelletti.

Foi professor de regência da Juilliard School e Yale University. Detentor do título de diretor e regente Emeritus da Sinfônica de Saint Louis, professor Emeritus da Universidade de Yale e ganhador da medalha Mahler por ter regido suas nove sinfonias.

O maestro Eleazar de Carvalho esteve à frente das maiores orquestras do mundo, Orquestra de Boston, Filarmônica de Viena, Filarmônica de Israel e todas as importantes orquestras da França, Bélgica e Itália. Em Paris, fez sua estreia no Teatre Champs Elysées e por vários anos foi diretor artístico e regente titular da Sinfônica de Saint Louis, Missouri.

No Brasil, foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, Sinfônica Municipal de São Paulo, Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Sinfônica de Recife, Sinfônica da Paraíba, e dede 1972 até sua morte foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Trouxe para o Brasil o modelo do Festival de Tanglewood, onde foi professor de regência por dezessete anos, e o aplicou com sucesso no Festival de Inverno de Campos do Jordão, Gramado (RS), João Pessoa (PB) e Itu (SP).

Entre as homenagens in memoriam, destacam-se as das Orquestras da Paraíba, Orquestra do Ceará, Orquestra de Porto Alegre, Filarmônica do Rio de Janeiro, Sinfônica de Campinas, Festival de Inverno de Campos do Jordão “Dr. Luis Arrobas Martins”, Festival de Artes de Itu, Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Educação e Cultura que instituiu o Prêmio Eleazar de Carvalho.

Na década de 1950, Eleazar regeu todas as óperas de Carlos Gomes de memória, o que lhe valeu receber, pós-morte, o prêmio Carlos Gomes em 1996 e 2001. A universidade de Yale lhe prestou homenagem instituindo o Eleazar de Carvalho Scholarship, para alunos de regência.

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