Escrito por em 14 jun 2012 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

O destaque deste mês está focalizado no grande pianista Nélson Freire, na Série Portinari.

PETROBRAS SINFÔNICA RECEBE NÉLSON FREIRE  E INICIA PARCERIA INÉDITA COM A OSESP

 

Um dos principais pianistas brasileiros da atualidade, Nélson Freire é o convidado da apresentação que a Orquestra Petrobras Sinfônica fará, no Theatro Municipal, pela Série Portinari, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky.
Composta em 1944, a Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das Montanhas do Brasil”, dará inicio à execução do “Ciclo das Sinfonias de Heitor Villa-Lobos” ao público carioca, um projeto da OPES em parceria com a OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), que recentemente iniciou a gravação de todas as sinfonias do compositor, revisadas por sua editora Criadores do Brasil, e regidas pelo maestro Isaac Karabtchevsky. Das 12 sinfonias compostas, a de n° 5 está perdida.

O “Ciclo das Sinfonias de Heitor Villa-Lobos” pela OPES será regido integralmente pelo maestro Isaac Karabtchevsky e deverá levar seis anos para ser executado com as novas partituras revisadas, em paralelo ao cronograma de lançamento internacional dos CDs da OSESP pelo selo Naxos, inclusive no Brasil. Em 2012, será a vez da Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das Montanhas do Brasil”; em 2013, das Sinfonias de n° 3, “A Guerra” e de nº 4, “A Vitória”, dentro da seguinte programação geral:

2012 – Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das Montanhas do Brasil”,
2013 – Sinfonia nº 3, “A Guerra” e Sinfonia nº 4, “A Vitória”,
2014 – Sinfonia nº 7, “Odisseia de uma Raça” e Sinfonia nº 10, “Ameríndia”,
2015 – Sinfonia nº 1, “O Imprevisto” e Sinfonia nº 2
2016 – Sinfonia nº 8, Sinfonia nº 9 e Sinfonia nº 11,
2017 – Sinfonia nº 12 + Uirapuru e Mandu-Çarará.

 

PROGRAMA


Heitor Villa-Lobos

Sinfonia n°6

Manuel de Falla
Noches en los Jardines de España
– Nélson Freire

Maurice Ravel
Bolero

 

Nélson Freire

Nascido em 1944, na cidade mineira de Boa Esperança, desde menino mostrou excepcional talento para a música e para o piano. Ex-aluno de Nise Obino e Lúcia Branco, às quais deve a sólida educação musical e pianística que obteve no Brasil, Nélson fez sua primeira apresentação pública aos cinco anos de idade, tocando a Sonata K.331, de Mozart. Aos doze, interpretando o Concerto Imperador de Beethoven, foi premiado no Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, de cuja comissão julgadora participavam Guiomar Novaes, Marguerite Long e Lili Kraus. Esse prêmio lhe valeu uma bolsa de estudos do governo brasileiro para prosseguir sua formação musical em Viena, sob orientação de Bruno Seidlhofer.

A carreira internacional do artista teve início em 1959 e em 1964, foi o vencedor do Concurso Internacional Vianna da Motta, em Portugal, e conquistou a Medalha Dinu Lipatti, que lhe foi conferida pelo certame inglês de mesmo nome. Ao longo de mais de cinco décadas de dedicação à música, o pianista tocou com inúmeros regentes ilustres, como Pierre Boulez, Riccardo Chailly, Charles Dutoit, Kurt Masur, Rudolf Kempe, John Nelson, Seiji Ozawa, Michel Plasson, André Previn, Gennady Rozhdestvensky e Hugh Wolff.

Sua discografia inclui registros para os selos Sony/CBS, Teldec, DGG, IPAM e London. Em 2002, foi nomeado Solista do Ano pela associação francesa Victoires de La Musique e, em janeiro de 2005, foi agraciado com a distinção Victoire d’Honneur especial pelo conjunto de sua carreira. Em 2003, o cineasta João Moreira Salles estreou o documentário “Nélson Freire – um filme sobre um homem e sua música”, comovente retrato do pianista, de sua vida e sua arte. A imprensa internacional aclamou-o como um dos grandes do nosso tempo e não cessa de compará-lo a figuras lendárias como Rachmaninoff, Cortot, Hofmann, Rubinstein e Gould.

 

Isaac Karabtchevsky

É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica desde 2004. Entre 1988 e 1994, atuou como diretor artístico da Orquestra Tonkünstler de Viena, onde foi o primeiro artista brasileiro a receber, do governo da Áustria, a comenda Grande Mérito à Cultura.  De 1995 a 2001, foi Diretor Artístico do Teatro La Fenice, de Veneza. Entre 2004 e 2009, também atuou como diretor artístico da Orchestre National des Pays de la Loire (ONPL), na França, onde recebeu a comenda internacional de Chevalier des Arts et des Lettres. De 1969 a 1996, dirigiu a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB).

Esteve diante de importantes orquestras por todo o mundo e foi também Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Desde 2000, Karabtchevsky dirige anualmente na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para regentes do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), realiza gratuitamente o mesmo curso com enorme sucesso. Ao lado de Roberto Marinho e Péricles de Barros, foi o criador do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Em 2011, assumiu a direção artística do Instituto Baccarelli, uma instituição única no Brasil, formada na maior comunidade carente de São Paulo e que conta com 4 orquestras sinfônicas, entre elas a Orquestra de Heliópolis, e 17 corais. Isaac Karabtchevsky foi considerado pelo jornal inglês The Guardian um dos “ícones vivos” do Brasil.

 

Orquestra Petrobras Sinfônica

Completando 40 anos em 2012, consolida-se como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra conta com uma formação de mais 80 instrumentistas e tem como Diretor Artístico e Regente Titular o maestro Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional.

A orquestra realiza a maior parte de sua temporada no Rio de Janeiro com suas séries tradicionais que homenageiam grandes nomes da pintura brasileira: Djanira e Portinari; além das séries Mestre Athayde, com concertos gratuitos nas igrejas do Rio, da Série Metrônomo, que apresenta concertos didáticos para alunos da rede pública, e muitas outras.

 

SERVIÇO

Portinari II
Orquestra Petrobras Sinfônica
Isaac Karabtchevsky, regente
Nélson Freire, piano

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro, Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2332-9191 ou (21) 2332- 9238

Dia 16 de junho (sábado), às 16h.

Ingressos: R$ 96,00 (plateia e balcão nobre); R$ 50,00 (balcão simples); R$ 20,00 (galeria)
Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.
Ingressos à venda na bilheteria ou em www.ingresso.com.br
Classificação etária: livre
http://www.petrobrasinfonica.com.br

 

 

ACADEMIA JUVENIL FAZ CONCERTO INAUGURAL NA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ

 

Os jovens integrantes do projeto Academia Juvenil farão seu primeiro concerto público com regência do violinista Felipe Prazeres, professor do projeto. Em atividade desde março de 2012, o grupo de cordas, formado por cerca de 20 jovens bolsistas, ensaia todos os finais de semana na Fundição Progresso e tem aulas de teoria e percepção musical, além de prática instrumental.

 

PROGRAMA

Johann Sebastian Bach
Ária da Suíte No. 3

starlix Arcangelo Corelli
Concerto Grosso op. 6 No. 4
– Solistas: Felipe Prazeres (violino), Nathan Oliveira (violino) e Miguel Braga (violoncelo)

Gustav Holst
Brook Green Suíte

César Guerra-Peixe
Mourão

 

Felipe Prazeres

Iniciou seus estudos aos 11 anos e, aos 14, já atuava como solista frente à OPES onde é spalla desde 2001. Graduou-se na UniRio, sob orientação de Paulo Bosísio. Cursou pós-graduação na Academia de Santa Cecilia, Roma, na classe de Domenico Nordio. Obteve primeiro lugar em vários concursos. Atuou como solista ao lado das principais orquestras do Brasil e no exterior com renomados maestros, participando de master classes, como executante, com vários artistas de prestígio.

 

Academia Juvenil

Reúne jovens estudantes de inúmeras escolas de música e orquestras comunitárias de todo o Estado do Rio de Janeiro. Durante dois anos de programa, jovens na faixa etária entre 12 e 18 anos terão aulas individuais de seus instrumentos com os músicos especialistas da orquestra, além de prática de conjunto e disciplinas teóricas. O objetivo do projeto é criar um laboratório de aperfeiçoamento técnico e artístico para jovens artistas constituindo uma rede de contribuição entre os projetos musicais existentes no Estado do Rio de Janeiro, e entre esses projetos e a Orquestra Petrobras Sinfônica.

A Academia Juvenil iniciou seus trabalhos em março de 2012 e conta com o apoio institucional da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O projeto é coordenado pelo Prof. Guilherme Carvalho, flautista e regente, diretor musical do Projeto de Orquestra Afroreggae e também diretor musical da companhia Teatro de Extremos. No Departamento de Museus do IPHAN, produziu a pesquisa dos Museus Nacionais de Música entre 2007 e 2008. Desde 2001, trabalha em diversos projetos de orquestras e escolas de música comunitárias do Estado do Rio de Janeiro.

 

SERVIÇO
Concerto Inaugural da Academia Juvenil
Felipe Prazeres, regente

 

Salão Leopoldo Miguez –  Escola de Música da UFRJ
Rua do Passeio, 98 – Lapa – Rio

Dia 24 de junho, domingo, às 16h.

Entrada franca

 

 

PETROBRAS SINFÔNICA ABRE SUA TRADICIONAL SÉRIE DE CONCERTOS NO TEATRO OI CASA GRANDE


A Petrobras Sinfônica anuncia a abertura da série Iberê Camargo, que leva programas sinfônicos alternativos de excelência ao Teatro Oi Casa Grande, sob regência de Carlos Prazeres.

As próximas apresentações acontecem nos dias 01/08, 26/09 e 21/11, sempre às quartas-feiras, às 20h30, e terão grupos como o quarteto de violões Quaternaglia e o Bangalafumenga em um programa dedicado a marchinhas de Carnaval. Carlos Malta e Luiz Gustavo Petri farão um concerto em homenagem a Pixinguinha.

Em seu quarto ano de existência, a série Iberê Camargo busca aproximar o popular do erudito, com o objetivo de atrair um publico diversificado ao universo sinfônico. Este ano, a série recebe o nome do pintor gaúcho, dentro da tradição da orquestra de homenagear artistas plásticos brasileiros.

 

PROGRAMA

João Guilherme Ripper
Concerto a cinco
– Quinteto Villa-Lobos

César Guerra-Peixe
Drummondiana
– Inácio de Nonno

 

Carlos Prazeres

É um dos mais requisitados maestros brasileiros de sua geração. Regente Assistente da Orquestra Petrobras Sinfônica, também é regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia. Dividiu o palco com artistas como Antônio Meneses, Rosana Lamosa, Fábio Zanon, Augustin Dumay, Wagner Tiso, João Bosco, Ivan Lins, Stanley Jordan e Milton Nascimento.

Tem dirigido importantes conjuntos sinfônicos na França, Itália, em Salzburgo, EUA, Buenos Aires, Montevideo, Bogotá, Sinfônicas de Brasília, da Bahia, de Campinas, OSPA, OSUSP, Orquestra Amazonas Filarmônica, Jazz Sinfônica de São Paulo e Orquestra do Festival de Música de Santa Catarina. Graduou-se em oboé na Unirio e foi bolsista da Fundação VITAE com pós-graduação na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim/Fundação Karajan. Desempenhou as funções de oboísta solista em Berlim, na OPES, OSB e OSTM.

 

Quinteto Villa-Lobos

Quinteto Villa-Lobos

Vencedor de dois prêmios Carlos Gomes, o Quinteto Villa-Lobos tem hoje uma formação com instrumentistas que exercem atividades de solista em todo o Brasil e no exterior, e com diversas gravações de CDs solo. Ele é formado por Antônio Carlos Carrasqueira, Luís Carlos Justi, Paulo Sérgio Santos, Philip Doyle e Aloysio Fagerlande. Formado em 1962, o grupo já se apresentou na maioria das cidades brasileiras, além de ter aberto as comemorações do ano Villa-Lobos em Paris, na Unesco, em 1987. Em julho de 2001, o grupo se apresentou com Egberto Gismonti no Festival “Tocar La Vida”, na Argentina.

 

Inácio de Nonno

Inácio de Nonno

Mestre em música e professor da Escola de Música da UFRJ,  é considerado um dos cantores mais notáveis das últimas décadas. Participante de Festivais de Música Internacionais, como Brasília, Juiz de Fora e o Baroque Music Eras of the Américas, EUA, tem 18 CDs gravados e dedicados ao repertório brasileiro. Em 1995, dirigiu a ópera Bastien e Bastienne, de Mozart, no CCBB, em sua estreia como diretor em cena.

 

 

SERVIÇO

Serie Iberê Camargo I
Teatro Oi Casa Grande
Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon

Dia 27 de junho (quarta-feira), às 20h30

Estacionamento: Shopping Leblon (Rua Professor Antonio Maria Teixeira).

Preço único: R$ 30,00 (Desconto de 50% para estudantes e terceira idade)
Venda de ingressos na bilheteria do teatro ou www.ingresso.com
Telefone bilheteria: (21) 2511-0800 (3ª a 6ª feira: 15h às 21h/ sáb: 15h às 21h30/ dom: 15h às 19h30)
Site: www.oicasagrande.oi.com.br

 

Iberê Camargo II. Dia 1° de agosto de 2012

Luís Gustavo Petri, regente. Solistas: Carlos Malta e solistas da OPES. Homenagem a Pixinguinha, com obras, arranjos e orquestrações.


Iberê Camargo III. Dia 26 de setembro de 2012

Luís Gustavo Petri, regente. Solistas: Quaternaglia (Quarteto de Violões). Obras de Claudio Santoro, Joaquin Rodrigo e Leo Brouwer.


Iberê Camargo IV. Dia 21 de novembro de 2012

Carlos Prazeres, regente. Solistas: Bangalafumenga. Um programa especial de marchinhas de Carnaval.

 

OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE A OPES

 

Modelo de gestão: A Associação Orquestra Pró Música do Rio de Janeiro, entidade que administra a orquestra, possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos.

 

Sustentabilidade: Desde 2009, a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) gerada pelos espetáculos da Orquestra Petrobras Sinfônica é quantificada e neutralizada por meio do plantio e manutenção de árvores nas áreas rurais do Estado do Rio.

 

Sobre a PETROBRAS: A Petrobras patrocina a Orquestra Petrobras Sinfônica há 25 anos. A principal frente de atuação do patrocínio cultural da companhia é o Petrobras Cultural. Criado em 2003, é o maior programa de patrocínio cultural já lançado no país. A Petrobras busca contribuir para o fortalecimento das oportunidades de criação, produção, difusão e fruição da cultura brasileira, para a ampliação do acesso dos cidadãos aos bens culturais e para a formação de novas plateias.

 

Outros Apoios e Patrocínios: A Petrobras Sinfônica conta ainda com os patrocínios de: Akzo Nobel e Deloitte. E com os apoios culturais de: Avianca, Porto Bay Hotels e Radio MEC FM.