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Escrito por movimento.com em 6 jun 2012 nas áreas Lateral, Minas Gerais, Movimento, Ópera, Programação

Uma parceria da Fundação Clóvis Salgado com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

SERVIÇO

 

Grande Teatro do Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte
Informações para o público: (31) 3236-7400

Dia 17.06 (domingo), às 19h.
Dias 19, 23, 26 e 28.06, às 20h.

Ingressos
R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada)
– Dias 19 e 26 (terças-feiras) – ingressos a preços promocionais na “Plateia Superior”:
R$15,00 (inteira) e R$7,50 (meia-entrada)

Ingressos à venda nas bilheterias do Palácio das Artes

 

 

O EVENTO

Tosca, ópera em 3 atos, de Giacomo Puccini
Libreto: Luigi Ill ica e Giuseppe Giacosa

Trata-se de uma trágica história de amor entre a cantora lírica Floria Tosca e o pintor Mario Cavaradossi. “Há muita gente que percebe Tosca como uma louca. Para mim, essa é uma história de amor que deu errado em uma noite de lua cheia. Não era para Tosca nem Cavaradossi terem o fim que tiveram. É uma tragédia, uma história de amor, poder e traição”, acredita Carla Camurati.

Carla Camurati procurou reforçar o caráter dramático da obra: “O que mais chama a atenção na ópera é, antes de tudo, a música, belíssima. Também a densidade dos personagens, próxima dos grandes personagens teatrais. Normalmente a música sublinha a dramaticidade. Em Tosca, tem-se também uma rica construção dramatúrgica da personalidade dos personagens”, comenta.

Para a ambientação do espaço cênico, a diretora buscou referências na pintura: “Quis um espaço em que se brinca com a perspectiva. Por isso recorri a Piranesi, que viveu em época próxima da que se passa a trama”, explicou Carla, referindo-se ao artista e arquiteto italiano Giovanni Battista Piranesi. Tosca estreou em 1900, mas sua história se passa em 1800. “Vamos unir projeção, impressão (telão) e o tridimensional, todos elementos essenciais para o desenho de emoção que os personagens carregam”, revela.

A montagem estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no ano passado e, por meio de uma parceria da Fundação Clóvis Salgado com o Theatro, Tosca chega a Belo Horizonte com apenas algumas alterações no elenco. Segundo a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, “o intercâmbio entre essas instituições culturais permite a circulação de grandes montagens de ópera por todo o Brasil, fazendo com que o público tenha acesso a cada vez mais produções do gênero”, comenta.

 

ARTISTAS ENVOLVIDOS

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Coral Lírico de Minas Gerais
Coral Infantojuvenil Palácio das Artes

Direção musical e regência: Roberto Tibiriçá

Concepção e direção de cena: Carla Camurati
Cenários: Carla Camurat i e Cecília Modesto
Figurinos: Cecília Modesto
Coreógrafo de ação: Dani Hu
Iluminação: Pedro Pederneiras
Assistente de direção: Julianna Santos

Solistas

- Tosca – Eiko Senda
- Cavaradossi – Richard Bauer
- Scarpia – Stephen Bronk
- Angelotti – Igor Vieira
- Sacristão – Eduardo Amir
- Spoletta – Flávio Leite
- Sciarrone – André Fernando
- Carcereiro – Lukas D’oro
- Pastor: Liza Cerqueira dos Santos / Agnes Torres Ribeiro da Cunha

 

 

TOSCA EM NÚMEROS

Esta é a 77ª ópera produzida pela Fundação Clóvis Salgado nos seus 40 anos e a quinta vez que Tosca é apresentada pela instituição. 200 pessoas subirão ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes.
- 84 músicos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
- 65 coralistas do Coral Lírico de Minas Gerais
- 25 integrantes do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes
- 8 solistas e 18 figurantes estão envolvidos na montagem da ópera.

Centro produtor operístico há 40 anos, a Fundação Clóvis Salgado realiza essa montagem pela quinta vez. Esse título foi apresentado nos anos de 1977, 1980, 1982 e 1994 pela FCS. Tosca faz parte das comemorações do Governo de Minas em homenagem ao Momento Itália – Brasil que, no ano passado, contou com récitas de Nabucco (Giuseppe Verdi). Outra atração do Momento Itália – Brasil será o Ballet do Teatro Scala de Milão, que se apresentará no Grande Teatro do Palácio das Artes, em julho, com a participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

A OBRA

Desde sua primeira apresentação há 111 anos, Tosca, de Giacomo Puccini, tem sido uma das óperas mais representadas em todo o mundo, amplamente popularizada por árias como “Vissi d’arte, vissi d’amore”, “Recondita armonia” e “E lucevan le stelle”.

Baseada na peça homônima de Victorien Sardou, a ópera Tosca, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, estreou em 1900, em Roma, e, no mesmo ano, saiu em turnê mundial, com passagem pelo Brasil.


Ato I

Angelotti, um prisioneiro político em fuga, entra na igreja Sant’Andrea della Valle para se esconder na Capela dos Attavanti. Assim que ele desaparece, um sacristão entra cantando o Angelus. O pintor Mario Cavaradossi está trabalhando no retrato de Maria Madalena, inspirado na Marquesa Attavanti, irmã de Angelotti, que Mario havia visto na igreja. Mario compara a beleza de sua amante, a cantora lírica Floria Tosca, com a de Madalena (Recondita armonia).

O sacristão murmura em desaprovação e sai. Angelotti sai do esconderijo e é reconhecido por Mario, seu amigo e simpatizante da causa liberal, que lhe dá comida e o ajuda a se esconder quando ouve a voz de Tosca chamando-o. Ela entra e, enciumada, reconhece a marquesa, de olhos azuis, na pintura. Ela pede que ele pinte os olhos de negro, como os seus. Ele reafirma seu amor por Tosca (Qual’ occhio al mondo).

Quando ela se vai, Mario tira Angelotti de seu esconderijo e oferece sua casa. Um tiro de canhão anuncia que a polícia descobriu a fuga. Vestido com as roupas de mulher que sua irmã deixara escondidas na igreja, Angelotti foge com Mario. Enquanto isso o sacristão retorna com meninos do coro, felizes porque corre a notícia da derrota de Napoleão. Em comemoração, haverá uma festa no Palácio Farnese, onde Tosca cantará. A alegria é silenciada com a entrada do Barão Scarpia, chefe de polícia, à procura de Angelotti.

Quando Tosca retorna à igreja, Scarpia, desconfiado de que o pintor ajuda o fugitivo, mostra-lhe o leque da marquesa, encontrado no local, insinuando que ela e Mario estão juntos. Tomada pelo ciúme, Tosca chora e jura vingança, deixando a igreja. Scarpia manda seus homens a seguirem, certo de que encontrará o esconderijo de Angelotti (Va, Tosca!).

 

Ato II

No Palácio Farnese, Scarpia antecipa o sádico prazer de ter Tosca à mercê de sua vontade (Ha piu forte sapore). Seu espião Spoletta retorna sem encontrar Angelotti. Para acalmar o Barão, ele traz Mario, que é interrogado enquanto Tosca é ouvida cantando durante o baile de gala no andar inferior. Ela chega a tempo de ver o pintor sendo levado a um cômodo próximo, e ouve dele o pedido para que não conte o que sabe. Nervosa com o interrogatório de Scarpia, porém, e com os gritos de seu amante sob tortura, ela não resiste e revela o esconderijo de Angelotti.

Nesse momento, Sciarrone entra às pressas e anuncia a vitória de Napoleão na Batalha de Marengo, uma derrota para os interesses de Scarpia. Mario ouve, grita em comemoração à notícia (Vittoria!) e é levado à prisão. Scarpia então propõe a Tosca que se entregue a ele em troca da vida de Mario, que está condenado à morte. Ele tenta beijá-la, mas ela o repele e, desolada, roga a Deus sem entender o que acontece, já que tem vivido só para a arte e o amor (Vissi d’arte, vissi d’amore).

Spoletta interrompe para avisar que Angelotti, acuado, se matara ante sua recaptura. Tosca, então, para não perder seu amor, cede à proposta de Scarpia, que, em nome da promessa feita, combina com Spoletta, diante de Tosca, uma execução simulada. Ele então senta-se para escrever um salvoconduto para o casal, a pedido de Tosca. Nesse momento, ela vê uma faca sobre a mesa e o apunhala.

 

Ato III

Os sinos da igreja tocam ao amanhecer enquanto Mario aguarda sua execução no Castelo Sant’Angelo. Em troca do anel que lhe restou, Cavaradossi pede que lhe deixe escrever um último bilhete para Tosca com suas memórias de amor (E lucevan le stelle). Tosca chega e lhe conta o que aconteceu e da promessa da execução simulada, pedindo-lhe que finja sua morte de forma convincente.

Mario acaricia as delicadas mãos que assassinaram Scarpia (O dolci mani) e os dois, felizes, planejam o futuro. Cavaradossi é levado e os soldados atiram. Quando se vão, Tosca corre na direção de Mario e pede que se levante. Ela então se dá conta de que o fuzilamento foi real e que Scarpia a enganara. Tosca foge e, encurralada no terraço do Castelo Sant’Angelo, exclama “O Scarpia, avanti a Dio!” (“Scarpia, perante Deus!”), saltando para a morte.

 

Roberto Tibiriçá – direção musical e regência

Roberto Tibiriçá foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou durante 18 anos, depois de ter vencido o Concurso para Jovens Regentes da OSESP. Foi Regente Assistente no Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa/Portugal) e Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Petrobras Sinfônica. Foi também Diretor Artístico da Sinfônica Heliópolis do Instituto Baccarelli, da Orquestra Sinfônica de Campinas e da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo (SP).

Eleito pela crítica carioca como o Músico do Ano de 1995, foi agraciado com o Prêmio Estácio de Sá pelo trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Recebeu, por dois anos seguidos, o Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita e, em 2010, o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como Melhor Regente Sinfônico pelo trabalho com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Sinfônica Heliópolis. Ocupa a Cadeira número cinco da Academia Brasileira de Música.

 

Carla Camurati

Após uma premiada carreira como atriz de cinema e televisão que começa nos anos 80, em 1995 faz seu primeiro longa-metragem Carlota Joaquina – Princesa do Brasil, filme que se tornou o marco da retomada do Cinema Brasileiro na década de 90, sendo o primeiro grande sucesso de público do cinema nacional daquele período. Em 1996, dirigiu sua primeira ópera – La Serva Padrona, de Pergolesi – com regência do maestro Sérgio Magnani, em Belo Horizonte.

Um ano depois, em 1997, adaptou para o cinema a obra de Pergolesi, realizando assim o primeiro filme-ópera do Brasil. Em 2000, dirigiu Madama Butterfly, de Puccini, com a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, no Teatro Alfa Real, em São Paulo. Em 2002, a montagem viajou para o Rio e Brasília, sendo realizadas 33 récitas. Sua bem sucedida trajetória como diretora de ópera já soma títulos importantes do repertório lírico, entre eles, Carmen, Romeu e Julieta, Rita (Donizetti), O Barbeiro de Sevilha e O Caso Makropulos  (Janácek), em primeira audição brasileira.

Assinou, ainda, na Série Música e Imagem, a direção dos espetáculos Alexander Nevsky, de Prokofiev, e Os Sete Pecados Capitais, da dupla Weill/Brecht. Em 2001, realizou seu terceiro filme, Copacabana, inspirado em histórias e memórias do famoso bairro carioca. Atuou na área de política cultural na criação da Academia Brasileira de Cinema, que, entre outras atividades, entrega anualmente, desde o ano de 2000, o Grande Prêmio Brasileiro de Cinema.

A partir de 2003 cria, em parceria com a Cinemark, o Festival Internacional de Cinema Infantil, já em sua nona edição. Seu quarto filme, Irma Vap – O Retorno, inspirado na peça de grande sucesso O mistério de Irma Vap, com Marco Nanini e Ney Latorraca, estreou em 2006. Em 2007, foi convidada pela Secretária de Cultura Adriana Rattes e pelo Governador do Estado Sérgio Cabral para presidir a Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, período em que a instituição comemora o seu Centenário.

Nomeada em outubro de 2007, tem-se dedicado integralmente à coordenação das atividades artísticas, assim como a gestão da grande Reforma de Restauração e Modernização das suas instalações, a maior já realizada nesses anos de existência. Recentemente, foi outorgada com a “Ordem do Ipiranga”, comenda do Governo do Estado de São Paulo.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Com cinco anos ainda incompletos, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais já recebeu dois importantes prêmios brasileiros: o Prêmio Carlos Gomes 2009 para Melhor Regente Brasileiro, concedido ao diretor artístico e regente titular Fabio Mechetti, e melhor grupo musical erudito de 2010, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

Em 2012, a convite do Mozarteum e da Fundação Beethoven, a Filarmônica realiza sua primeira turnê internacional no Chile, Uruguai e Argentina, quando subirá em palcos históricos como o do Teatro Colón, de Buenos Aires, Teatro Municipal de Santiago e Teatro Solís, de Montevideo. Além das capitais, a Orquestra estará também nas cidades argentinas de Rosário e Córdoba.

Desde sua criação, a Filarmônica mantém suas apresentações regulares em sete séries, além do Festival Tinta Fresca, que visa estimular a produção de música erudita contemporânea, e o Laboratório de Regência, atividade inédita no Brasil que tem por objetivo o aprimoramento de jovens regentes brasileiros. Visitou 48 municípios do interior de Minas Gerais e 18 capitais brasileiras.

Apresenta-se anualmente nos principais eventos de música clássica do país, esteve na Sala São Paulo em duas temporadas e estreou nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo em 2011, todos com ótima receptividade do público e elogiosas críticas.

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