Escrito por em 5 jan 2013 nas áreas Notícia

André Heller-Lopes será Coordenador de Elencos da OSB.

Novidades importantes agitaram a cena lírica brasileira nesta primeira semana do ano.  Na Folha de São Paulo, o jornalista Irineu Franco Perpetuo informou que o maestro John Neschling deverá assumir o Theatro Municipal de São Paulo, e o anúncio oficial é aguardado para a próxima semana.   Como todo mundo sabe, o regente carioca é ligado a Juca Ferreira, ex-ministro que assumiu a Secretaria de Cultura da capital paulista.

A casa de ópera paulistana apresentou uma ótima temporada em 2012, assinada por Abel Rocha.  No Brasil, é sempre assim: quando muda o governo, o partido, muda-se tudo, até o que está dando certo.  Pelo menos, desta vez, a mudança parece bastante positiva: Neschling é um músico de alto nível, como prova sua trajetória, e as expectativas são as melhores possíveis.  Desde já, aguardo ansioso a divulgação da sua temporada.

É importante, no entanto, reconhecer os bons serviços prestados por Abel Rocha, e o mínimo que espero é que, em retribuição ao trabalho bem realizado, o regente seja um dos convidados da temporada.  Outra questão a se confirmar é se Neschling bancará ou não o complemento da tetralogia O Anel do Nibelungo, até o momento conduzida pelo diretor André Heller-Lopes e pelo maestro Luiz Fernando Malheiro.

Já no Rio de Janeiro, Isaac Karabtchevsky assume a Direção Artística do Municipal carioca num momento bastante delicado.  Ao contrário do que vem ocorrendo em São Paulo, a casa de ópera carioca teve uma péssima temporada em 2012, com wherecan i get dompetidone without rx uma assustadora pobreza de produções – algo não condizente com a cidade que sediará a final da próxima Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.  Engraçado que o Governo do Estado, a que o Municipal está vinculado, gasta rios de dinheiro com o Maracanã (e mesmo assim é tão incompetente que não entregará o estádio no prazo estipulado pela FIFA), mas não consegue bancar uma temporada minimamente decente de óperas no mais belo teatro do país.

Desde a saída de Roberto Minczuk da casa carioca em 2011, em meio à crise da OSB, o maestro Sílvio Viegas vinha acumulando a função de Diretor Artístico interinamente junto com a regência titular da Sinfônica da casa.  Viegas, que acaba de triunfar em um concerto em Roma, segue regente titular, enquanto Karabtchevsky assumirá os rumos da temporada artística.

Espero que ambos tenham, em 2013, o apoio até o momento inexistente do Governo do Estado para, finalmente, apresentarem no Theatro Municipal do Rio de Janeiro uma temporada séria de óperas – o que significa um mínimo de seis produções anuais, como tem feito ultimamente, por exemplo, o Municipal de Santiago do Chile.  A casa chilena levará novamente este ano seis títulos à cena lírica, dentre os quais um Parsifal (conduzido pelo excelente Gabor Ötvös) e um raro Billy Budd, de Britten (com a participação do barítono brasileiro Leonardo Neiva).

Por fim, André Heller-Lopes assumiu a nova função de Coordenador de Elencos das óperas em concerto da nova temporada da OSB O&R.  Nada contra Heller-Lopes, mas Fernando Bicudo não fora demitido, segundo a versão oficial, por medida de economia?  Historinha mal contada…