Escrito por em 7 jan 2013 nas áreas Crítica

Shrek, o musical diverte do netinho ao vovô do low cost viagara pills work com talento e profissionalismo.

O Reino de Tão Tão Distante está mais perto do que se imagina. Um ogro verde, grosseirão e extremamente carismático faz morada, até março, na Praça Tiradentes, no centro do Rio. Depois de quatro longa-metragens de sucesso, o personagem Shrek transformou-se em um musical da Broadway e do West End londrino, e chegou, em 14 de dezembro, ao Teatro João Caetano.

O investimento de R$ 10 milhões traduz-se em um espetáculo de alta qualidade e impacto visual. Shrek – O musical tem direção de Diego Ramiro (de O médico e o monstro), direção musical de Marcelo Castro (vencedor do Prêmio Shell de 2011 por O violinista no telhado) e versões das canções para português a cargo do experiente Cláudio Botelho (Hair, O mágico de Oz).

Sofrendo sob pesadas roupas e após três horas de maquiagem, Diego Luri (de A bela e a fera) dá vida ao adorável protagonista. Sara Sarres (Les misérables) usa sua bela voz e bom humor como a Princesa Fiona. Lorde Farquaard é interpretado com graça e energia por Marcel Octavio (Hair). A estrela da temporada é o humorista Rodrigo Sant’Anna (a Valéria de Zorra Total) na pele do tagarela Burro.

A produção é de altíssimo padrão. São 120 peças de figurino, incluindo 100 sapatos e 80 perucas, para dar vida aos personagens do Reino Tão Tão Distante, tais como Pinóquio, Peter Pan, os Três Porquinhos e o Lobo Mau, todos com excelente caracterização. Merecem destaque também as impactantes projeções e computações gráficas, que criam cenários virtuais e momentos impressionantes como o em que Fiona, levitando, se transforma em ogra.

Aos ufanistas, é importante alertar que Shrek – O musical segue a tradição dos espetáculos internacionais, com canções de pegada pop e até um número de sapateado. O que não impede cenas memoráveis, como as entradas em cena de Fiona e Farquaard, e, principalmente, a aparição da “dragoa” – boneco de oito metros, olhos fosforescentes e manipulado por cinco profissionais (além de Camila Braunna nos vocais).

Levado à cena com extremo profissionalismo, o espetáculo é programa perfeito para as férias de verão da criançada – sem deixar os adultos azedos feito monstros. Beleza visual, muitos momentos de humor (os mais crescidos vão curtir as citações a O mágico de Oz, Cats – apresentado aqui como Rats – e O Rei Leão) e animação de sobra. Méritos suficientes para, em um passe de mágica, transformar o palco do João Caetano em um reino encantado de alegria e diversão.

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