Escrito por em 1 fev 2013 nas áreas Artigo

Presentes artistas, professores e funcionários, no último dia 30 de Janeiro, mostrou o caminho que será traçado nos próximos anos.

Quem falou primeiro foi o diretor administrativo José Luís Herência. Pela sua fala, percebemos que os desafios burocráticos a serem vencidos são muitos. Olhando o lado administrativo o TMSP é um caos total: contratos com artistas e professores precisam ser regularizados, a implantação da Fundação TMSP ainda carece de uma Organização Social (OS) para gerenciá-la, a Praça das Artes inaugurada ano passado pela gestão anterior ainda esta inconclusa (velho jeitinho brasileiro de apressar as inaugurações e aparecer bonito na foto) e a reforma do recém-reformado TMSP ( essa eu não entendi). Seu caminho não será fácil, o céu de brigadeiro poderá se transformar em tempestade à vista.

O discurso de Neschling tranquilizou todos: não vai haver audições ou demissões, segundo o maestro: “Ao contrário da Osesp de anos atrás, temos aqui uma boa orquestra, um bom coral, um bom corpo de baile. Temos lugar de ensaio e temos um teatro, enquanto que na antiga Osesp a gente ensaiava num restaurante. Tive que criar tudo do zero!”. Aplausos não faltaram ao discurso e todos ficaram aliviados.

A idéia de fazer o TMSP ser a principal instituição de óperas da América Latina é tudo que os amantes da grande arte querem ouvir. Neschling informa que as produções de óperas ficam para o segundo semestre, no primeiro semestre teremos apenas concertos sinfônicos, já que não há tempo hábil para fazê-las nesse semestre. Concordo que não há tempo, mas porque não reapresentar títulos que o TMSP tem em seu acervo? Quando Jamil Maluf era diretor, foram guardadas várias óperas que podem ser facilmente ser reapresentadas. As produções já estão prontas, é só ensaiar e acertar os figurinos. Por que sempre temos que ter títulos novos? Todos os teatros do mundo guardam as produções e as reencenam durante anos. Isso gera uma tremenda economia.

A temporada projetada para o segundo semestre por Neschling é interessante, continua o ciclo do Anel dos Nibelungos paulistano com a ópera “O Ouro do Reno”, de Richard Wagner, e ainda teremos “La bohème”, de Puccini, “Jupyra”, de Francisco Braga, “Cavalleria Rusticana”, de Mascagni, “Aida”, de Verdi e “Don Giovanni”, de Mozart.

O clima de euforia não dura para sempre, quando a realidade bater às portas e os problemas que a adminstração vai encontrar para instituir do they sell trazadone over the counter a Fundação TMSP gerarão diversos conflitos de interesses. A lua de mel acaba rapidinho.

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