Escrito por em 29 abr 2013 nas áreas Cinema, Movimento, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

A cada encontro, um desafio!

 

SERVIÇO

 

Cine Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco,241
Fone: 21 3261 2550 e 3261-2565 (bilheteria)

www.ccjf.trf2.gov.br

Dia 11 de maio, às 14h. e às 16h. (programas distintos)

Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), para idosos e estudantes.

Programa livre para todas as idades

 

A série dos DESAFIOS MUSICAIS, com a produção de Saulo Chermont, tem por objetivo oferecer ao público, a cada encontro, agora em duas sessões com diferentes repertórios musicais, compositores, orquestras, maestros e solistas, os melhores da música de concerto pela Internet ou através de mídias em DVD ou Blu-Ray.

No dia 11 de maio, sábado, apresentaremos um DVD exclusivo para os assinantes do projeto alemão DIGITAL CONCERT HALL, com quatro concertos para piano do compositor alemão Ludwig van Beethoven. A orquestra é a FILARMÔNICA DE BERLIM com o seu regente titular Sir Simon Rattle e a pianista japonesa Lady Mitsuko Ushida. Os concertos foram gravados em fevereiro de 2010, na PHILHARMONIE BERLIN.

 

Concertos para Piano e Orquestra de Beethoven

No barroco, a forma de concerto instrumental mais importante foi o “Concerto Grosso’, desenvolvido na Itália a partir de 1670 e caracterizado pela divisão da orquestra em dois grupos distintos, que se alinhavam, mas também se opunham, sendo um grupo menor, chamado de Concertino, composto pelos solistas (Soli), e um grupo maior, Tutti, porque formado pelo resto da orquestra, chamado de Ripieno.

Estes dois grupos dialogavam como num jogo, sendo que as partes solo eram tocadas pelos melhores instrumentistas, que também tocavam com o Tutti instrumental.  Porém este Tutti não tocava quando o Concertino atuava.

A partir da segunda metade do século 18, com a mudança dos hábitos, costumes e viagra super active vs viagra pensamento, particularmente com o advento do Iluminismo e seu exercício através do domínio da razão, houve algo como que um “avanço do indivíduo”, que iria chegar ao seu ponto culminante no personalismo e no culto à personalidade do século 19. Na música, o concerto instrumental passou a espelhar esta tendência, com a orquestra representando a sociedade, enquanto o solista, à sua frente, o indivíduo. Neste jogo, a discussão tornava-se normalmente conflituosa, não raro na tonalidade da dominante, mas ainda com a garantia de volta à tônica e ao entendimento de todos no final, o que deixaria de acontecer no Romantismo. (………….)

Nesta nova edição do Desafios Musicais serão apresentados os Concertos para Piano de Beethoven, que não apenas viveu a tempestuosa virada do século 18 para o 19, mas foi o construtor da ponte musical que os ligaria. Nestes concertos podemos notar como, desde o primeiro, mesmo que inspirado no classicismo vienense, com sua clareza, simetria e proporção mozartianas, a mão do mestre de Bonn já se fazia sentir personalizada.  E poderemos perceber também como em seus dois últimos, o Quarto e o Quinto concertos, o compositor já havia sido tomado pelo ‘pathos’ e pelo espírito românticos.

– Maestro Ricardo Rocha

 

Primeira sessão às 14 horasaproximadamente 1h15m de projeção e 45 minutos para apresentação e palestra com o Professor Rodolfo Valverde.

– Concerto para Piano nº 2 op.19 de 1795
– Concerto para piano nº 4 op.58

Nesta sessão, para sublinhar o contraste de caráter e espírito entre duas obras tão distintas, serão colocados juntos o Concerto para Piano n.2, em si maior opus 19, escrito antes mesmo do Concerto n.1  (entre 1788 e 1801, mas só estreado em 1795), portanto ainda fortemente orientado pelo classicismo vienense, e o Concerto para Piano n.4, em sol maior opus 58, estreado publicamente em 22 de dezembro de 1808 no Theater an der Wien, tendo Beethoven como solista. Este era agora um compositor famoso, que já havia iniciado a ruptura com o classicismo quatro anos antes, na estreia da “Eroica”, produzindo então uma música confessional e romântica.

Neste quarto concerto Beethoven introduz não só parâmetros novos de qualidade artística, como ideais idílicos de grande lirismo, expandindo o sinfonismo até então usado nos concertos solistas e estabelecendo um novo patamar para este gênero. Assim, torna-se o ponto central do desenvolvimento do concerto solista que havia iniciado no Concerto n. 3.

– Maestro Ricardo Rocha

 

Segunda sessão às 16 horas – aproximadamente 1h 20m de projeção e 40 minutos para apresentação e palestra com o Professor Rodolfo Valverde

– Concerto nº 3 op.37 de 1800
– Concerto nº 5 op.73 “Imperador”

Aqui, dando continuidade ao painel contrastante entre o Beethoven clássico e o  romântico, os concertos 3 e 5 serão apresentados num mesmo bloco, com o clássico Terceiro representando a ponte para o romântico Quarto Concerto, e o Quinto como expressão máxima de todo este desenvolvimento.

O Concerto para Piano No. 3 em dó menor, op. 37, foi composto em 1800 tendo sua estreia em 5 de abril de 1803 com o compositor como solista. No mesmo programa desta noite, foram apresentadas a Segunda Sinfonia e o oratório Cristo no Monte das Oliveiras , ambas igualmente inéditas e apresentadas em debut.

Já o Concerto para Piano No. 5 em mi bemol maior, op. 37, ou “Imperador”, foi último da sua série, ganhando o subtítulo de “Emperor” em meios musicais de língua inglesa, nome que acabou sendo adotado no mundo inteiro.  A obra, que teve seu início em 1809, quando o compositor já sofria com a sua implacável e progressiva surdez, só teve sua première em 28 de novembro de 1811 na Gewandhaus de Leipzig, com grande sucesso na interpretação do pianista Friedrich Schneider.

Este concerto tornou-se referência no gênero e fonte inspiradora capaz de influenciar gerações de compositores.  Foi criado na que ficou conhecida como a mais criativa fase do compositor, entre 1803 e 1813 e,  não por acaso, escrita na tonalidade de mi bemol maior, a mesma da Eroica, das “Eroica Variationen“ e quatro de suas Sonatas para Piano: é que esta tonalidade significava, para Beethoven, a representação do heroísmo.

– Maestro Ricardo Rocha

Ludwig van Beethoven (1770-1827), um virtuoso.

A chegada do compositor alemão aos círculos musicais vienenses, revolucionou de certo modo o panorama algo adormecido que se vivia na capital austríaca. Beethoven tinha consciência do seu domínio do pianoforte e do partido que podia tirar das suas qualidades e, deste modo, durante os primeiros anos em Viena, a maior parte das suas composições estavam dedicadas a este instrumento. Além de vários ciclos de variações, e três trios com piano e das primeiras sete sonatas, nos últimos anos do século XVIII, o músico de Bonn escreveu os seus dois primeiros concertos.

Na realidade, o primeiro deles, em ordem cronológica, foi o que hoje é conhecido pelo nome de Concerto nº 2 op.19, cuja criação começou em 1785, em Bonn. Esta obra foi interpretada pela primeira vez em 1795, embora em 1798, em Praga, tenha sido estreada uma segunda versão, que hoje é a mais conhecida. Beethoven não tardou em apresentar os concertos nºs 1 e 3.

Este último foi durante muito tempo, de fato até meados do século XX, o mais interpretado e apreciado do compositor até esta distinção recair no nº 5 op. 73 – Imperador, composição de 1809, sendo o mais longo e “sinfônico”, por isso camado de “Imperador”. Datado de 1805-06, o de nº 4 op. 58, inicia com o piano solo, tocando suave e “dolce”, foi estreado em março de 1807, na casa do Príncipe Lobkowitz, em Viena. Numa segunda apresentação, após revisão, foi descrito como uma “nova obra para pianoforte com tremenda dificuldade e a mais rápida velocidade possível”.

 

No vídeo, pianista Christian Vasquez interpreta o Allegro do Concerto no. 5 – O imperador


 

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