Escrito por em 28 maio 2014 nas áreas Minas Gerais, Programação

Em linguagem contemporânea, montagem investiga as manifestações culturais de Minas.


SERVIÇO

Grande Teatro Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Dias 6 e 7 de junho, às 20h30

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Classificação: 10 anos buy lincocin

Informações para o público: (31) 3236-7400

fcs.mg.gov.br

 
A Cia. de Dança Palácio das Artes volta a encenar uma de suas coreografias mais premiadas, Entre o Céu e as Serras, que estreou no ano 2000, com grande sucesso de público e crítica. O espetáculo, que foi visto por mais de 30 mil pessoas, traz diversas referências culturais ao período barroco e à formação da identidade do povo mineiro, emolduradas por diversas tecnologias e linguagens contemporâneas, em diálogo permanente entre a tradição e a inovação.

A equipe técnica reunida na estreia volta para a remontagem de 2014, que atualiza muitos aspectos da apresentação original, inovadas na forma como a dramaturgia gestual reinterpreta hoje a mineiridade. Os trabalhos para a interpretação de Entre o Céu e as Serras começaram em fevereiro de 2014, já com a nova composição do elenco de bailarinos.

De acordo com Cristina Machado, diretora da Cia. de Dança, essa remontagem é singular. “É uma reimersão no início de um processo que começou há 14 anos. As questões conceituais que surgiram em torno da identidade e da experiência de mineiridade evoluíram ao longo destes anos. A estrutura, o conceito e a estética do espetáculo se mantêm, mas a dramaturgia vem agora atualizada, como se fosse a leitura de um texto escrito por todos nós, que participamos da criação em 2000”, ressalta a diretora.

A presidente da Fundação Clóvis Salgado, Fernanda Machado, destaca: “Podemos citar muitos motivos para remontar esse espetáculo, mas vou destacar apenas dois: Entre o Céu e as Serras é uma verdadeira ode à cultura mineira, traduzida em sentimentos, emoções e movimentos. O segundo motivo é que esse trabalho, que foi um marco para a Cia de Dança, reforça as ações promovidas pela Fundação Clóvis Salgado de fruição da arte e divulgação da nossa cultura”.

 

Interatividade – Uma das novidades da remontagem é a projeção de uma videoinstalação no foyer do Grande Teatro, criada pelo videoartista Chico de Paula. A proposta é antecipar e intensificar o processo de imersão do público no espetáculo, propiciando uma experiência de passagem e de travessia, por meio de uma barreira virtual, capaz de estabelecer uma fruição imagética.

 

Trilha Sonora, Cenário e Figurino – O público irá encontrar novidades também na belíssima trilha sonora composta por Cláudia Cimbleris, que combina sons orquestrais e música eletrônica. O figurino de Marco Paulo Rolla, vencedor de dois prêmios de melhor figurino em 2000, reflete as montanhas mineiras e o seu peso. Para isso, foram escolhidos trajes cor de ferrugem em uma modelagem que mistura cortes antigos com o estilo contemporâneo. Os bailarinos têm os cabelos modelados como se emergissem da lama e os corpos pintados com terra vermelha de Rio Acima

Já o cenário, de Wanda Sgarbi, se apropria de elementos icônicos que remontam à cultura local. É o caso, por exemplo, do forro de bambu trançado presente nos tetos de habitações do interior de Minas, além de grãos típicos, como painzo e canjiquinha, utilizados no espetáculo de forma inusitada. A montagem conta, ainda, com a iluminação de Ney Matogrosso, em seu primeiro projeto dessa natureza. “A luz não pode ser um elemento à parte, de enorme destaque, tem que ser um componente a mais. A minha iluminação toda é muito mais para servir como uma moldura para o que está sendo dito. Não é para iluminar ou colorir. Funciona de acordo com os estímulos que as imagens me oferecem Pills ”, afirmou o artista na estreia em 2000.

 

Processo de criação- Entre o Céu e as Serras foi a primeira coreografia da Cia. de Dança criada a partir de amplo compartilhamento de conteúdos sobre o tema, com investimento na pesquisa de movimento e na imersão gestual. O processo de criação do espetáculo inaugurou uma nova fase na Cia. de Dança, hoje reconhecida pela participação dos bailarinos nos processos de pesquisa.

Foram realizadas palestras, debates e workshops que envolveram todos os bailarinos. “O ponto de partida foram investigações sobre os reflexos socioculturais causados pelos interesses econômicos da coroa portuguesa no Brasil e sua relação com a Igreja Católica – instituição forte aqui em Minas, no século XVIII”, lembra Cristina Machado.

Durante a pesquisa de campo, orientada por Graziela Rodrigues, os bailarinos visitaram Ouro Preto e Mariana, cidades mais antigas de Minas e que guardam as memórias da formação da identidade mineira. Luiz Mendonça, coreógrafo convidado, integrou a equipe na orientação de movimentos em coreografias que foram organizadas por Suzana Mafra e Lydia del Picchia, na época assistentes de ensaio, com a colaboração dos bailarinos em seu conteúdo gestual.

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Sucesso de público e crítica – Entre o Céu e as Serras cost mycelex-g cumpriu um vasto cronograma de apresentações e circulação em Belo Horizonte e em cidades do interior de Minas Gerais, com destaque para: Festival de Dança de Uberlândia – MG (2000), Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana (2003). Fora do estado, o espetáculo abriu o Festival de Dança de Joinville – PR (2001), e se apresentou em São Paulo a convite do Teatro Alfa (2003).

 

Prêmios – Entre o Céu e as Serras foi vencedor do 6º Prêmio SESC/SATED nas categorias: Melhor Bailarina (Mariângela Camarati); Melhor Figurino (Marco Paulo Rolla); Melhor Iluminação (Ney Matogrosso e Juarez Farinon); Melhor Cenário (Wanda Sgarbi). Ainda em 2000, a montagem ganhou o prêmio AMPARC/BONSUCESSO de Melhor Figurino (Marco Paulo Rolla).

 

Cia de Dança Palácio das Artes – A Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA), composta por 25 bailarinos, é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e uma das referências na história da dança em Minas Gerais. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros.

A Cia. de Dança Palácio das Artes foi fundada em 1971, iniciando seus trabalhos com um repertório clássico. Em 1999 houve uma ruptura do Grupo com a linguagem clássica e deu-se o início dos trabalhos com o método bailarino-pesquisador-intérprete, que propõe a legitimação do bailarino como sujeito de sua própria dança. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas. Em sua trajetória, já se apresentou em várias cidades do interior de Minas, capitais do Brasil e também em países como Cuba, França, Itália, Palestina, Jordânia, Líbano e Portugal.

 

 

FICHA TÉCNICA

Entre o Céu e as Serras

Cheap Direção: Cristina Machado

Co-criação Coreográfica original: Luiz Mendonça, Suzana Mafra, Lydia Del Picchia e Márcio Alves

Remontagem de coreografia: Suzana Mafra e Rodrigo Giése

Pills Bailarinos: Alex Silva, Andrea Faria, Ariane de Freitas, Beatriz Kuguimiya, Camila Oliveira, Christiano Castro, Claudia Lobo, Cristiano Reis, Cristina Rangel, Dadier Aguilera, Eder Braz, Fernando Cordeiro, Igor Pitangui, Ivan Sodré, Karla Couto, Lair Assis, Lina Lapertosa, Lívia Espírito Santo, Lucas Medeiros, Lucas Roque, Marcos Elias, Mariangela Caramati, Naline Ferraz, Otávio Portela, Paulo Chamone, Rodrigo Giése e Sônia Pedroso

Trilha sonora original : Claudia Cimbleris

Pesquisa Musical: Glaura Lucas

Roteiro: Walmir José e Cândida Najar

online prescriptions thailand Direção de pesquisa de campo: Graziela Rodrigues

Pesquisa Histórica: Mauro Werkema

Orientação de Pesquisa de Movimento: Luiz Mendonça

Figurinista: Marco Paulo Rolla

Assistente de figurino: Miriam Menezes e Naionara Resende

Costureira: Taires Skatolini

online Pesquisa de Maquiagem: Regina Maia

Cenógrafa: Wanda Sgarbi

Cenotécnicos: Sotero Antunes, Maria Antonia, Maria das Graças de Souza Moraes, Soraya Conceição O. de Borba, Hélio Zolini de Oliveira, Jasmim Celia Alves Emerson, Alexandre Amaral Faria

Direção e Prodão de Vídeo do espetáculo: Chico de Paula

Video Instalação – Chico de Paula

Iluminação: Ney Matogrosso e Juarez Farinon

Produção: Cássia Aveliz, Malu Gurgel, Bruna Pardini, Marcio Alves

Camareira: Nara Resende

Fotos: Guto Muniz e Paulo Lacerda}

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