Escrito por em 14 maio 2015 nas áreas Crítica

A estrela maior da noite, sem sombra de dúvidas, foi a grande Eliane Coelho.

 

Integrando a série OSB na Sala, a consagrada soprano Eliane Coelho e a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Lee Mills, apresentaram um memorável concerto na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de março.

O repertório fez uma linha do tempo pela história da música erudita, passeando em três grandes momentos da música: o Barroco, o Classicismo e o Romantismo. Monteverdi, Glück , Mozart, Cherubini e Beethoven foram os compositores das obras executadas.

O maestro Mills regeu a orquestra com precisão e entusiasmo, contagiando todo o público com o encantamento das peças. A forma com que tratou cada compositor, respeitando as particularidades temporais dos seus estilos, somada ao brilhantismo de sua regência, foram alguns dos aspectos importantes que fizeram do concerto um espetáculo grandioso. A OSB, em resposta ao seu maestro, deu o melhor de si, produzindo uma sonoridade de vivacidade e qualidade ímpares.

A estrela maior da noite, sem sombra de dúvidas, foi Eliane Coelho, que interpretou quatro grandes árias com todo o virtuosismo que marca sua conceituada carreira. A soprano cantou, da ópera Order Iphigéni en Tauride, de Glück, a ária Cette nuit… O toi qui prolongeas mes jours; de Ideomeneo, de Mozart, online O smania! O furie!; a famosa ária Purchase Buy Buy Vous voyez de voz fils Buy thuoc asacol , de Medée, de Cherubini – mais conhecida pelo público em geral por sua versão em italiano, Dei tuoi figli la madre, imortalizada pela gravação antológica de Maria Callas; a cena e ária para concerto de Beethoven Ah! Perfido. Se é que se pode escolher um ponto alto dentre as indefectíveis interpretações da soprano, terei de dividi-lo em dois momentos, para não me debruçar na injustiça: O Smania! O furie! Order  e Vous vouyer de voz fils.

Coelho mostrou, mais uma vez, as razões de ser tão celebrada e reconhecida como a maior cantora lírica brasileira em atividade. Todo seu trabalho, fraseado perfeito e interpretação, aliados a uma voz capaz de maravilhas, faz dela um ícone inconteste da nossa cena e a maior prova disso foi deixar o público em frenesi. Foi ovacionada entusiasticamente, tendo de voltar ao palco para receber os aplausos no mínimo duas vezes a cada ária cantada, isso sem contar o final, quando retornou à cena quatro vezes, sem que a plateia desanimasse de aplaudir e gritar “brava” a plenos pulmões. Eliane Coelho é um patrimônio nacional, a “prima donna assoluta” do Brasil! Bravissima!

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