Escrito por em 21 jun 2015 nas áreas Crítica, Jazz/Blues, Lateral, Rio de Janeiro, Show

Orkestra Rumpilezz e Letieres Leite fazem apresentação empolgante em homenagem a Dorival Caymmi na Sala Cecília Meireles. sildenafil senza ricetta

 

A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, se enfeitou de azul e ficou formosa feito Janaína na noite de 20 de junho para homenagear um dos mestres baianos que mais lindamente cantaram sua terra (e seu mar): Dorival Caymmi. Quem veio fazer reverência ao compositor foi a Orkestra Rumpilezz e seu diretor artístico Letieres Leite: foi o primeiro concerto da turnê Rumpilezz visita Caymmi, que vai passar ainda por Porto Alegre, Curitiba, Blumenau e Salvador.

Quando os integrantes da Orkestra subiram ao palco com a pureza de meninos uniformizados, teve início o espetáculo, que não se ateve à música – foram belíssimas projeções evocativas ao universo que circunda as composições escolhidas: o mar antes do amanhecer. “Quando surgiu a oportunidade de montarmos o espetáculo, pensei: ‘Não quero o Caymmi solar’. Imaginei que tinha que ser soturno, madrugada, o pescador que acorda às 4h para ir para o mar. A morena está dormindo. A iluminação é pouca, focada nos olhos, nas mãos. E pela primeira vez nós, que sempre usamos branco, tocamos vestidos de cinza” maxalt now generic , declarou Leite ao jornal O Globo (20/6/2015). Elísio Lopes assina a direção artística em parceria como maestro.

Como se entrássemos na água ainda fria, os acordes iniciais dessa big band tropical causaram arrepios na primeira canção da noite: online Canto para Nanã. O dourado dos instrumentos da família dos metais – trombones, trompetes, saxofones, tuba – brilhava com a doçura de Oxum e espalhava fulgor e magia por toda a (lotada) Sala. O maestro Letieres, feito um Glenn Miller soteropolitano, conduziu seus meninos em dez composições do mestre Caymmi, fundindo jazz e música de matriz africana, com percussão de primeira e metais quentíssimos.

Em Vento, tanto o arranjo como os solos de flauta (ambos de Leite) eram de fazer Iansã sorrir de satisfação. A mesma guerreira ouviu, atenta, os incríveis sons que vinham do time de percussionistas no eletrizante arranjo de Noite de temporal.

Outros temas bastante conhecidos, como É doce morrer no mar e Saudade da Bahia, transformaram-se em vinhetas – esta, por exemplo, virou um quarteto de trombones memorável.

Duas músicas não caymminianas compuseram o repertório da noite: http://dev.thedblog.net/zyprexa-without-a-prescription/ O samba nasceu na Bahia, do próprio maestro Letieres em reverência aos vários sambas de seu estado; e a famosa Na Baixa do Sapateiro Buy Purchase online , de Ary Barroso, que ganhou roupagem empolgante na qual Leite, à la Ravel, desconstrói, com base no ritmo, o eterno tema do mineiro.

Se a Bahia é conhecida por ser um caldeirão de influências, a Orkestra Rumpilezz (cujo nome vem dos atabaques do candomblé – rum, rumpi e lé – acrescidos do sufixo do jazz) e o maestro Letieres Leite põem mais dendê nesse caldo. Tem de tudo em meio àqueles acordes: o suingue das big bands Order , a riqueza da percussão de origem africana e o multicolorido harmônico da música erudita, tudo coroado pela boniteza das composições de Dorival. Quando vibraram os tambores afrobaianos e ressoaram os metais wagnerianos do Pelô, parecia maré alta de emoção no peito da gente.

Foto: Andrea Nestrea

 

d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

Faça seu comentário