Escrito por em 14 jun 2015 nas áreas Crítica, Música sinfônica

Isaac Karabtchevsky comprova mais uma vez a sua autoridade e competência frente à orquestra.

 

A Orquestra Sinfônica  Heliópolis apresentou-se na noite de sexta-feira, 12 de junho, com boa ocupação da casa, constituída basicamente dos parentes e amigos dos componentes da orquestra. É importante frisar a ausência total daquele público habituê dos concertos da Osesp, Osusp, Jovem Estadual ou mesmo de outras orquestras nacionais; como também o restaurante local estar fechado. Estranhamos a Loja Clássicos não estar com as portas cerradas também! Será por preconceito à orquestra proveniente de uma comunidade humilde da periferia de São Paulo (Heliópolis, Zona Sul da capital) ou por mera coincidência pela data do dia dos namorados? Fato é que temos observado esse perfil em todas as apresentações desta orquestra naquela sala de espetáculos.

Todavia, nem por isso faltou talento e demonstrações de realizações por parte dos seus componentes: iniciou-se com a Abertura Festiva, de Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993), que foi escrita em 1971 para abrir a temporada  anual da extinta e saudosa Orquestra Filarmônica de São Paulo, cujo diretor artístico era o maestro Simon Blech. Marcada pela engenhosa presença de uma seção de percussão e respondida simultaneamente pelos instrumentos de sopros de madeiras e de metais, a peça tem um tom alegre com força de um desenho rítmico, entregue após ao quinteo de arcos. A limpidez da escrita de Guarnieri corresponde, nesta partitura, em sua realização sinfônica, a uma trama cerrada de belas sonoridades.

Leo Brouwer, compositor afro-cubano nascido em 1939 é o autor do Concerto Itálico para quarteto de violões e orquestra de cordas datado de 2001. Além de conter lindos temas melódicos, a peça se caracteriza por pulsações rítmicas complexas, desafiando o entrosamento dos solistas e da orquestra. Composto em três movimentos – Purchase Las Predicciones de Ítalo Calvino, delicadamente executados por solistas e regente; La Nostalgia de D’Anunzio, no qual o grupo Quaternaglia expôs grande interpretação e sensibilidade sonora nos andamentos ternários (valsa); e Vilanela Napolitana, movimento que exige virtuosismo extremo dos violonistas. O Quaternaglia, efusivamente aplaudido, ofereceu “bis” com um trecho de seu CD Xangô. Após o concerto, seus integrantes autografaram os CDs vendidos.

Os balés de Igor Stravinsky (1882-1971) fizeram imenso sucesso desde as suas primeiras apresentações nas salas de concertos. cialis naturale in erboristeria http://www.viameventos.com.br/?p=13057 Buy O Pássaro de Fogo (1910); A Sagração da Primavera (1913) e Petrushka (1911), que se baseia na história de amor e ciúmes de três marionetes: Petrushka (um fantoche tradicional russo), a bailarina e o mouro. Os três ganham vida graças à criatividade de um charlatão. O balé Petrushka (versão de 1947) foi apresentado na segunda parte do concerto, e divide-se em quatro partes. A polifonia da orquestra, magistralmente estabelecida, caminha sob o domínio dos motivos rítmicos, e daí a importância que assumem os percussionistas do conjunto sinfônico. Inicialmente impulsionada pela força rítmica, confere aos sopros de madeiras e todas as cordas a exposição de um tema de caráter de turbilhonante vivacidade. A bela e excêntrica orquestração de Stravinsky inclui Buy Buy Pills piccolo, duas flautas, dois oboés, corne-inglês, dois clarinetes, clarone, dois fagotes e contrafagote, cinco trompas, três trompetes, três trombones e contrabass-tuba; quinteto de cordas, duas harpas, piano, celesta e ampla seção de percussão: cinco tímpanos, bombo, pratos, gongo, caixa clara, xilofone etc.

Isaac Karabtchevsky, considerado um dos ícones vivos do país, segundo o jornal inglês The Guardian, comprova, mais uma, vez a sua autoridade e competência frente ao conjunto, dele extraindo eficiente e belos solos de flauta, trompete, fagote, harpa, piano, no decorrer da execução de Cheap Petrushka, a qual se torna um grande desafio e oportunidade de mostrar o amadurecimento dos jovens músicos que compõem esta orquestra, orientados por uma equipe de professores de naipes.

Soubemos, outrossim, que essa orquestra se apresentará, no próximo mês de julho,  no Festival Internacional de Música de Campos do Jordão, quando os jovens poderão mostrar o seu talento e capacidade de realização artística. Um bravo ao ilustre maestro Karabtchevsky pelo trabalho lá realizado!

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