Escrito por em 27 jul 2016 nas áreas Crítica, Festival, Lateral, Minas Gerais, Música de câmara

Collegium Musicum Den Haag dA? aula de mA?sica barroca no concerto de abertura do Festival Internacional de MA?sica Colonial Brasileira e MA?sica Antiga de Juiz de Fora. ipecac syrup for sale

 

O belo prA�dio art dA�co do Cine-Theatro Central de Juiz de Fora, inaugurado em 30 de marA�o de 1929, foi cenA?rio colorido e iluminado para o concerto de abertura do 27A? Festival Internacional de MA?sica Colonial Brasileira e MA?sica Antiga. Na noite de 24 de julho, apresentou-se o conjunto holandA?s Buy Collegium Musicum Den Haag.

Criado em 2006 em Haia, na Holanda, pelo cravista A�talo-brasileiro Claudio Ribeiro (diretor artA�stico e maestro al cembalo), o Collegium Musicum Den Haag se inspira nos Collegia Musica do passado e reA?ne jovens instrumentistas de diversas nacionalidades. O conjunto A� considerado uma das principais orquestras da “nova geraA�A?o” europeia.

As longas filas que se formavam A�s portas do Cine-Theatro deram lugar a uma linda plateia lotada de 1.300 pessoas educadas e verdadeiramente interessadas por mA?sica a�� algumas das quais haviam inclusive assistido anteriormente A� palestra preparatA?ria ministrada por Rodolfo Valverde, professor de HistA?ria da MA?sica do Instituto de Artes de Design da Universidade Federal de Juiz de Fora.

A plateia no Cine-Theatro Central

A plateia no Cine-Theatro Central

 

Os aplausos alegres saudaram a entrada em cena (pela primeira vez no Brasil) dos 15 mA?sicos do Collegium Musicum Den Haag: Cynthia Miller Freivogel, Diana Lee, Daniel Boothe, Yotam Gaton, Agnieszka Papierska e Ryuko Reid nos violinos barrocos; Zdenka Prochazkova na viola barroca; Anton Baba no violoncelo barroco; Silvia Jimenez Soriano no contrabaixo barroco; InA?s d’Avena na flauta doce (que forma, com Claudio, o Duo Lotus, que se apresenta no Festival no dia 29, A�s 20h, na Igreja do RosA?rio); Isabel Favilla na flauta doce e no fagote barroco; Diego Nadra (substituindo PA�ter TA?bori) e Robert de Bree nos oboA�s barrocos; Giulio Quirici na teorba; e, ao cravo e na regA?ncia, Claudio Ribeiro.

O conjunto preparou um repertA?rio baseado em seu CD L’Europe RA�unie (2007), no qual apresenta obras dos principais compositores barrocos europeus, revelando a mistura de estilos vigentes na A�poca, entre os quais se destacam o francA?s (mais contido e elegante), o italiano (ornamentado e operA�stico) e o alemA?o (posterior, com elementos dos dois outros estilos).

 

Preciosidades

A� de um alemA?o a obra escolhida para abrir o concerto: trA?s movimentos (Overture, Napolitaine e Musette) da SuA�te La Musette TWV 55:g1, de Georg Phillip Telemann (1681-1767). JA? na primeira peA�a revelou-se a profunda integraA�A?o e harmonia entre os mA?sicos do conjunto, que foi marcada tambA�m pelos intensos contrastes entre piano e forte. Vale notar que a disposiA�A?o dos mA?sicos no palco criou interessante efeito surround barroco.

Com talento e alegria, os mA?sicos executaram o Concerto em rA� menor, RV 566, de Antonio Vivaldi (1678-1741). As brasileiras InA?s d’Avena e Isabel Favilla encantaram com suas flautas doces, que realizaram delicioso diA?logo com o Purchase tutti a�� no segundo movimento ( Order Largo how to purchase ginseng ), a conversa era com a teorba, uma espA�cie de alaA?de de enorme braA�o surgido no final do sA�culo 16, tocada com graA�a pelo italiano Buy Giulio Quirici. Loas tambA�m A�s vibrantes intervenA�A�es dos violinos barrocos das norte-americanas Cynthia Miller Freivogel e Diana Lee.

Veio em seguida o Concerto em rA� menor, Op. 2 n. 1 (conhecido como Concerti a quattro da chiesa), de Evaristo Felice dall’Abaco (1675-1742). Mais uma vez, foi notA?vel a impressionante clareza e a execuA�A?o precisa e limpA�ssima dos jovens artistas do Collegium Musicum Den Haag a�� caracterA�sticas fundamentais para a beleza das obras do perA�odo barroco.

Collegium Musicum Den Haag no palco

Collegium Musicum Den Haag no palco

 

As duas flautistas solistas voltaram ao centro do palco para a execuA�A?o de uma obra de uma majestade da mA?sica: Johann Sebastian Bach (1685-1750) e seu Concerto para cravo em fA? maior, BWV 1057. No centro da mA?sica, o bem-temperado instrumento de Claudio Ribeiro, do qual saA�ram belos ornamentos.

De Johann Adolf Hasse (1699-1783) a�� pouco executado compositor alemA?o que fez a ponte para o Classicismo de Haydn e Mozart a�� foi tocada a Order Sinfonia em sol menor, Op. 5 n. 6. Novas texturas e estruturas musicais emanaram dos instrumentos, que eram tocados com “pegada” diferente, revelando o respeito ao estilo nascente.

Finalizando o delicioso concerto, a alegre e danA�ante Fantaisie, de Jean-FA�ry Rebel (1666-1747). Seus cinco movimentos contA�nuos (Grave, Chaconne, Loure, Tambourin e Chaconne) sA?o um convite A� celebraA�A?o.

Entre mA?sicos sorridentes e seus sons adorA?veis, o Collegium Musicum Den Haag demonstrou visA�vel respeito ao estilo barroco e ao que se presume como intenA�A?o do compositor a�� alA�m de profundos conhecimentos musicais e talento de sobra. Uma verdadeira e agradabilA�ssima aula de mA?sica.

 

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Fotos: Twin Alvarenga

Fabiano GonA�alves viajou a convite da organizaA�A?o do evento.

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