Escrito por em 20 jun 2017 nas áreas Crítica, Lateral, Minas Gerais, Música sinfônica

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Em um cenA?rio no qual as instituiA�A�es brasileiras dedicadas A� cultura a�� mais especificamente A� mA?sica erudita a�� parecem em colapso frente A�s negligA?ncias governamentais, A� quase um bA?lsamo podermos contar com uma temporada regular e interessante de concertos, como a que nos oferta a Orquestra FilarmA?nica de Minas Gerais.

Em sua Sala Minas Gerais, o conjunto tem acrescido A� vida musical mineira novos repertA?rios, solistas consagrados e um nA�vel de qualidade que quase nunca estA? abaixo das expectativas mais exigentes. Foi o caso do concerto do dia 8 de junho, com um programa de Guarnieri, Mozart e do polonA?s a�� provavelmente nunca tocado antes por aqui a�� Mieczyslaw Karlowicz.

Do nosso tA?o esquecido Camargo Guarnieri foi cuidadosa a abordagem de sua Abertura Concertante Buy , de carA?ter tA?o contrastante. Motivos rA�tmico-nacionalistas cedem repentinamente A�a uma longa seA�A?o central, com o predomA�nio melA?dico quase neoclA?ssico. Destaque para os solos de fagote e trompa, que enriqueceram com texturas bucA?licas a partitura.

O experiente Caio Pagano solou o Concerto para Piano e Orquestra nA? 26, em RA� maior, (a�?CoroaA�A?oa�?), de Mozart. Eu sou completamente fascinado por estes concertos de Mozart. NA?o apenas porque sA?o 27 modelos perfeitos do gA?nero, mas porque por meio deles podemos ter um vislumbre da prA?pria linha evolutiva do compositor, a maneira como sua mA?sica foi se adensando a�� ainda em moldes clA?ssicos a�� com nuances romA?nticas que anunciariam Beethoven.

Mas o curioso A� que este concerto em RA� maior, composto por Mozart trA?s anos antes de sua morte, para coroar Leopoldo II ao Sacro ImpA�rio Romano, representa uma quebra sequencial aos seus concertos para piano anteriores e, tambA�m, ao posterior, de No. 27. Por isso, nA?o A� incomum encontrarmos musicA?logos o criticarem por uma certa frivolidade, acabamento orquestralA� despretensioso ou mesmo por uma escrita pianA�stica sem novidades.

Fato A� que com seus temas quase infantis, Mozart nos lembra da frase de Picasso: a�?Aos 12 anos queria pintar como Rafael, mas demorei uma vida inteira para pintar como as crianA�as http://www.yjrisingstar.com.au/?p=23310 online a�?. E foi com este a�?polA?micoa�? e alegre concerto que Caio Pagano nos deu uma interpretaA�A?o deliberadamente camerA�stica, com inflexA�es dinA?micas muito sutis e elegantes. A� um artista que domina o vocabulA?rio de Mozart. Assim como a orquestra evoluiu bastante na estA�tica mozartiana, dedicando no ano passado uma sA�rie integral com obras de todas as fases do compositor. Bom para fazer os mA?sicos a�?limparema�? suas arcadas das torrentes de romA?nticas do repertA?rio do sA�culo 19, A�s quais estA?o mais acostumados. Enfim, estA? muito perto de ouvirmos um Mozart orquestral de excelA?ncia em Belo Horizonte. Com certeza!

O concerto terminou com uma joia rara: a Sinfonia em Mi Menor, op. 7, do polonA?s Mieczyslaw Karlowicz, nascido em 1882 e falecido, como Mozart, muito jovem, antes dos 35 anos. Sua mA?sica soa muito de Tchaikovsky, o que se nota facilmente pelo melodismo intenso, mudanA�as bruscas de temperamento, fanfarras tonitruantes, hinos apoteA?ticos, passagens meditativas e melancA?licas. Tudo estA? ali, com aquela alma eslava que comunica tA?o bem os sentimentos universais.

A orquestra esteve muito bem segura sob as mA?os do regente convidado, Wagner Polistchuk, cujos gestos, muito objetivos e claros, devem ter beneficiado muito seus mA?sicos.

Satisfeito com o resultado, no trajeto para a casa lembrei-me novamente da mA?sica de Mozart, que fora feita sob a encomenda do imperador Leopoldo II… jA? pensou se os polA�ticos brasileiros fossem flagrados em seus palA?cios encomendando concertos para piano e orquestra?

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