Escrito por em 31 jul 2017 nas áreas Minas Gerais, Música sinfônica, Programação

doxycyclin order Filarmônica de Minas Gerais celebra 60 anos do maestro Fabio Mechetti e do violoncelista Antonio Meneses, solista convidado.

 

Nos dias 3 e 4 de agosto, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebe Antonio Meneses, maior violoncelista brasileiro de todos os tempos. O concerto marca a comemoração pelo aniversário de 60 anos do músico, assim como do maestro Fabio Mechetti Buy . Em noite tão especial, a Orquestra revela ao público obra rara: o Concerto para violoncelo, de Hans Gál. No repertório também estão Um ato de fé, de Levy Oliveira, um dos finalistas a receber menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, e O beijo da fada: Divertimento, de Stravinsky.

Para o maestro Mechetti, a Filarmônica de Minas Gerais recebe sempre com grande entusiasmo o violoncelista Meneses: “É um momento ainda mais especial, quando ele e eu celebramos, neste mês, nossos 60 anos de vida. Com grande alegria, portanto, comemoramos essa ocasião com o que nos faz mais felizes: música. Meneses decidiu celebrar com o concerto de Hans Gál, obra pouco conhecida, mas de grande interesse e beleza”.

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público pode participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante das duas noites é o regente, compositor e professor de Composição da Universidade Federal de Minas Gerais, Oiliam Lanna.

 

REPERTÓRIO:

Levy Oliveira (1993-) e a obra Um ato de fé
Embora ainda jovem, Levy Oliveira desenvolve trabalho de alcance internacional, com obras já executadas em nove países, principalmente, por meio de festivais, como Monaco Electroacoustique, em Mônaco, e Open Circuit, na Inglaterra. Em peças mais recentes, o compositor explora, sobretudo, os sons eletrônicos. Tal interesse pelas mídias eletrônicas deve-se à possibilidade de execução da obra assim que composta e ao imenso potencial expressivo da tecnologia. Originalmente intitulada A leap of faith, a obra Um ato de fé recebeu menção honrosa no Festival Tinta Fresca 2016, realizado pela Filarmônica de Minas Gerais. A peça se inspira no poema A música das almas, de Vinicius de Moraes, e destaca, assim como no texto literário, a oposição entre tormenta e calmaria, em jogo de episódios camerísticos e delicados, que se adensam em tutti orquestrais tempestuosos e agressivos.

 

Igor Stravinsky (1882-1971) e a obra O beijo da fada: Divertimento
No pós-guerra, Igor Stravinsky vive um período na Suíça, onde escreve obras alinhadas ao novo objetivismo da música ocidental, baseado no antiwagnerismo e repleto de experiências neoclássicas e neobarrocas. Em tal contexto, surge O beijo da fada, peça encomendada por Ida Rubinstein, atriz e dançarina ucraniana que patrocinou muitos artistas de seu tempo, no 35º aniversário da morte de Tchaikovsky. O argumento é um conto de Hans Christian Andersen, A Dama das Geleiras doxycycline without prescription online . No balé, figuram diversas melodias de Tchaikovsky, extraídas de suas canções e de outras obras. A primeira apresentação da obra ocorre na Ópera de Paris, a 27 de novembro de 1928, com regência do compositor, coreografia de Bronislava Nijinska e cenários e figurinos de Alexandre Benois. Em 1932, Stravinsky e Samuel Dushkin fazem um arranjo para violino e piano, que se torna a base do Divertimento para orquestra. humira price in uae Cialis Super Active buy O beijo da fada combina as agradáveis melodias de Tchaikovsky ao colorido orquestral único de Stravinsky.

Hans Gál (1890-1987) e a obra http://demo.netzdesigno.com/topamax-dose-for-bipolar-disorder/ Cheap Concerto para violoncelo, Op. 67 Buy Pills
Compositor, professor, escritor e musicólogo, Hans Gál nasce em pequena aldeia nos arredores de Viena, onde realiza os estudos musicais. O músico estuda piano com Richard Robert e composição com Guido Adler e Eusebius Mandyczewski, amigo de Johannes Brahms. Gál seguiria os passos iniciados por Mandyczewski, na tarefa de editar a obra completa de Brahms, trabalho que o torna reconhecido mundialmente. Em sua trajetória, os efeitos da guerra seriam devastadores, com exílios forçados e perda de parentes próximos. A vinda da filha Eva para perto dos pais, em 1944, ajuda Hans e sua esposa, Hanna, a superar episódios trágicos. Naquele ano, Gál inicia a composição do Concerto para violoncelo, no qual transparecem traços do seu estilo refinado, enraizado na tradição clássica austro-alemã e marcado por clareza formal, textura contrapontística e densa harmonia.

 

Os artistas

Desde 2008, Fabio Mechetti é diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu como regente principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de 14 anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu regente titular emérito. Foi também regente titular das Sinfônicas de Syracuse e de Spokane. Desta última é, agora, regente emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Sinfônica de San Diego, foi regente residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca. Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School, de Nova York.

 

Nascido em 1957, no Recife, Antonio Meneses começou a estudar violoncelo aos 10 anos. Aos 16, conheceu o violoncelista italiano Antonio Janigro, com quem estudou em Düsseldorf, e, mais tarde, em Stuttgart. Em 1977, ganhou o 1º Prêmio no ARD Concurso Internacional de Munique e, em 1982, o 1º Prêmio e Medalha de Ouro no Concurso Tchaikovsky, em Moscou. Apresentou-se com as mais importantes orquestras do mundo, como Filarmônica de Berlim, Sinfônica de Londres, Sinfônica de Viena, Filarmônicas de Moscou, São Petersburgo, Israel e Nova York, Orchestre de la Suisse Romande, Sinfônica Nacional de Washington e Sinfônica NHK de Tóquio. Com a Filarmônica de Minas Gerais, apresentou-se em seis temporadas. Colaborou, dentre outros, com os maestros Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semion Bychkov, Gerd Albrecht, Kurt Sanderling, Mstislav Rostropovich, Vladimir Spivakov, Riccardo Chailly e Fabio Mechetti.

Convidado frequente de festivais internacionais, como Pablo Casals, em Porto Rico, Mostly Mozart, em Nova York; e La Grange de Meslay e Colmar, na França, Meneses colaborou com os quartetos Emerson, Vermeer, Amati e Carmina. Desde 1998, é membro do Beaux-Arts Trio. Para a Deutsche Grammophon, gravou com Herbert von Karajan e a Orquestra Filarmônica de Berlim. Dedicou-se, também, a obras de Eugene D’Albert e David Popper, com a Orquestra Sinfônica da Basileia, e registrou os três concertos para violoncelo de Carl Philip Emanuel Bach, com a Orquestra de Câmara de Munique (Pan Classics), as seis suítes para violoncelo solo de J. S. Bach (Nippon Phonogram e Avie), e o Trio com Piano de Tchaikovsky (EMI-Angel). De Villa-Lobos, gravou os Concertos, a Fantasia para Violoncelo e Orquestra (Auvidis) e a obra completa para violoncelo e piano, com Cristina Ortiz (Pan Classics). Há pouco, gravou Schumann e Schubert, com Gérard Wyss ao piano (Avie). O violoncelista orienta cursos de aperfeiçoamento na Europa, nas Américas e no Japão e leciona no Conservatório de Berna.

 

Foto: Rafael Motta

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Antonio Meneses, violoncelo

Fabio Mechetti, regência

 

3 e 4 de agosto, quinta e sexta-feiras, às 20h30

Sala Minas Gerais grifulvin v online tv (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 105 (balcão principal), R$ 85 (plateia central), R$ 62 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino) e R$ 40 (balcão palco e coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

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