Escrito por em 7 ago 2017 nas áreas Minas Gerais, Música sinfônica, Programação

Filarmônica de Minas Gerais e Fabio Mechetti apresentam Bach e Villa-Lobos em concerto da série dedicada ao Barroco.

 

Inteiramente dedicada ao Barroco em 2017, a série Fora de Série da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais destaca o compositor Johann Sebastian Bach no dia 12 de agosto, às 18h, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, com regência do maestro Fabio Mechetti. O Bach instrumental, o Bach religioso e o Bach da corte são exemplificados nas obras Suíte n. 1, Cantata n. 51 e Concerto de Brandemburgo n. 6. Como tributo à sua música e influência na história, o repertório traz ainda a Bachianas Brasileiras n. 5, de Villa-Lobos, que homenageou o mestre alemão de maneira particular. A solista convidada é a soprano Cláudia Azevedo, interpretando a Cantata de Bach e a Bachiana de Villa-Lobos. Os ingressos estão esgotados.

Com o objetivo de traçar um panorama geral do Barroco, a série Fora de Série, em seus nove concertos – sempre realizados aos sábados –, explora tal período em suas diversas concepções: francesa, alemã, mineira e italiana. Além disso, a série aborda a influência do Barroco através dos tempos e são interpretadas obras de compositores específicos, como Vivaldi, Haendel e Bach, bem como dos filhos de Bach.

 

Os artistas

Desde 2008, Fabio Mechetti é diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como regente principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de 14 anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu regente titular emérito. Foi também regente titular das Sinfônicas de Syracuse e de Spokane. Desta última é, agora, regente emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Sinfônica de San Diego foi regente residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca. Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

Cláudia Azevedo (foto de Devon Cass)

A soprano Cláudia Azevedo realizou seu début europeu em 2006, no Rossini Opera Festival de Pesaro, na Itália, no papel de Corinna, em Il viaggio a Reims, com a Orchestra del Teatro Comunale di Bologna. No mesmo ano, estreou como Ännchen em Der Freischütz, de Weber, em Valadolid, na Espanha, e apresentou-se em recital com obras do bel canto e Mozart para os Amics del Gran Teatro del Liceu, Barcelona. Em 2011, marca sua estreia em Nova York como Ismene em Mitridate, Re di Ponto, de Mozart, com enorme sucesso junto ao público e à crítica especializada. Vencedora dos concursos Audiciones Jovenes Voces Liricas del Teatro Colón 2008, Concurso Internacional de Canto Aldo Baldin 2008 e Terceiro Prêmio no Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão 2005, colabora regularmente com as principais orquestras brasileiras.

 

REPERTÓRIO:

Johann Sebastian Bach (1685-1750) e as obras Suíte n. 1 em dó maior, BWV 1066; Cantata n. 51, BWV 51; e Concerto de Brandemburgo n. 6 em si bemol maior, BWV 1051

Nascido em uma família de músicos, Johann Sebastian Bach educou-se musicalmente em casa, junto aos alunos e também em pequenos trabalhos que começaram em tenra idade. Dominou o violino, a viola, o cravo, o órgão e o canto. Como muitos jovens da sua época, viajou para conhecer os mestres e ganhar o próprio sustento. Adquiriu sua formação humanística na escola de referência na época, a Michaelisschule, em Lüneburg. Bach soube fundir as diversas influências do seu tempo em uma música original e profunda. Profundamente religioso, ocupou cargos de direção musical nas cortes e foi reconhecido como um grande instrumentista. Como compositor, seu reconhecimento veio muito tempo após a sua morte.

 

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e a obra Bachianas Brasileiras n. 5

Também nascido em um meio musical, Villa-Lobos teve contato com a obra de Bach por meio de uma tia pianista. Sua série Bachianas Brasileiras homenageia o compositor alemão buscando mesclar sua música às referências da sonoridade brasileira, que ele pesquisou em viagens pelo país.

 

Foto do post: Bruna Brandão

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Cláudia Azevedo, soprano

Fabio Mechetti, regente

 

12 de agosto, sábado, às 18h

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos esgotados

 

 

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