Escrito por em 31 ago 2017 nas áreas Crítica, Jazz/Blues, Lateral, Rio de Janeiro, Show

Jacob Collier tocou, cantou e pulou sem parar em show no Rio de Janeiro.

 

Era uma vez um menino britânico que adorava ficar horas em seu quarto. Ali ele brincava, dançava, pulava e tocava os diversos instrumentos musicais que seus pais espalharam pelo cômodo. Criança da Geração Digital, cresceu e incorporou ao seu talento musical uma grande habilidade para a tecnologia. O menino se chama Jacob Collier, hoje tem 23 anos e virou um músico de sucesso. O artista fez show no VivoRio, no Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira, 25 de agosto, como atração da Dell’Arte .

Conhecido como homem-banda, Collier é um verdadeiro one-man-show: sozinho no palco, toca vários instrumentos (no Rio, foram baixo elétrico e acústico, piano e teclado, escaleta, violão, bateria e percussão) e solta a voz por quatro oitavas e meia. Não bastasse, com ajuda de apetrecho sonoro produzido pelo Massachusetts Institute of Technology, faz loops, mixa, sampleia e o que mais der na telha. Com MUITA energia.

Com vários vídeos de sucesso no YouTube, Collier ganhou há poucos anos o apadrinhamento do mago Quincy Jones – músico e produtor do álbum Thriller, de Michael Jackson (o mais vendido de todos os tempos, mais de 105 milhões de cópias ao redor do mundo). E o menino merece: tem pegada funky, é criativo nos improvisos jazzísticos e toca bem vários instrumentos.

Jacob Collier

 

Seus talentos apareceram já na primeira canção do show: Don’t You Worry ‘bout a Thing, hit de Stevie Wonder de 1973. Além de suíngue e simpatia, Collier demonstrou certa reverência ao passado, com linhas de baixo bem desenhadas, falsetes e uma dose de psicodelia. Mas essa não foi a única canção nostálgica da noite: ainda teve uma ótima versão de (They Long to Be) Close to You online , composição de Burt Bacharach e Hal David da década de 1960, gravada por Dionne Warwick e, na década seguinte, pelos Carpenters. No bis, Blackbird, dos Beatles, ficou um tanto enfadonha com a repetição ad aeternum da frase principal.

As composições do próprio músico apresentadas no concerto não têm a mesma força das obras famosas do repertório e quebraram um pouco o ritmo: Hideaway, Viagra Jelly cheap online Don’t You Know, Buy In my Room, Saviour Order e In the Real Early Morning. Mesmo sem a mesma pegada, têm interessantes arranjos vocais e instrumentação. É de cair o queixo a velocidade com que o músico pula de um instrumento para o outro – mais rápido que as trocas de roupa de O Mistério de Irma Vap.

Artistas dos bastidores têm grande contribuição para a performance de Collier. O mixer espanhol José Ortega ajuda bastante na sobreposição de sons com qualidade sonora. Já o videografista Aaron Smith cria, ao vivo, projeções no background que dão a exata dimensão visual do artista como o Multi-Homem do desenho Os Impossíveis.

Fascinating Rhythm generic vardenafil hcl , canção dos irmãos George (música) e Ira (letra) Gershwin, apresentada no musical Lady Be Good, de 1924, foi o momento resumão da noite: um arranjo vocal arrebatador e diversidade instrumental e rítmica que empolgaram a plateia.

Por mais que pairem dúvidas sobre a longevidade de um artista dessa natureza (será que sua fórmula resiste?), o jovem britânico esbanja alegria, empolgação e energia. Foram quase duas horas de saltos, palmas, cantos e troca-troca de instrumentos. Diante de tanta hiperatividade, dá até para ficar encucado: o que será que tinha no Toddynho desse menino?

Jacob Collier

 

order amoxil zestoretic delivery Fotos: Marta Ayora

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