Escrito por em 13 set 2017 nas áreas Minas Gerais, Música sinfônica, Programação

Sob regência do maestro Marcos Arakaki, Filarmônica de Minas Gerais interpreta obras de Bach, Stravinsky, Händel, Gluck, Respighi, Purcell e Britten.

 

Inteiramente dedicada ao Barroco em 2017, a série Fora de Série, da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, apresenta o concerto Barroco através do tempo no dia 16 de setembro, às 18h, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, com regência do maestro Marcos Arakaki.

Com o objetivo de traçar um panorama do estilo Barroco (suas linguagens, compositores e influências) na música, a série, em seus nove concertos – sempre realizados aos sábados –, tem procurado oferecer ao público obras de relevância na compreensão desse processo criativo que, até hoje, influencia diversos compositores.

 

REPERTÓRIO:

J. S. Bach (1685-1750) / L. Stokowski (orquestrador): Passacaglia e fuga em dó menor
I. F. Stravinsky (1882-1971): Monumento para Gesualdo di Venosa ad CD annum
G. F. Händel (1685-1759) / C. Page (orquestrador): Xerxes, HWV 40: largo
C. W. Gluck (1714-1787) /F. Mottl (arranjador): Orfeu e Eurídice: Dança dos espíritos abençoados
J. S. Bach (1685-1750) / O. Respighi (orquestrador): Três prelúdios corais
H. Purcell (1659-1695) / G. Holst (orquestrador): A esposa virtuosa: Suíte
E. B. Britten (1913-1976): Guia orquestral para jovens, Op. 34

Desde seu ocaso, em meados do século 18, a música barroca seria redescoberta duas vezes. A primeira, em 1929, com a execução, em Berlim, por Mendelssohn, de A Paixão Segundo São Mateus, de Bach. Até então, as obras de Bach e de outros compositores do passado (Haendel, Orlando de Lassus, Palestrina) eram praticadas apenas como exercícios para formação de músicos e instrumentistas. A segunda redescoberta remete a meados do século 20, com a retomada de autores como Vivaldi, o ressurgimento do cravo e o mergulho em antigos tratados teóricos sobre música e em planos para construção de instrumentos.

Nas salas de concerto e na criação musical, certas obras permanecem frescas e inalteradas, a exemplo de peças de Händel ou de trechos de compositores como Gluck. Por outro lado, houve flertes entre o universo sinfônico e a música barroca. Obras de Bach provocam interesse, devido à complexidade e ao potencial de releituras à luz do sinfonismo moderno: vêm daí as transcrições de Schönberg, Respighi e Stokowski. Outras reelaborações sinfônicas nascem assim: Ravel revisita Couperin; Debussy reinventa a suíte de danças; Holst e Respighi coletam danças antigas e as transportam à orquestra sinfônica, sob novas roupagens.

Por fim, a redescoberta de compositores antigos oferece, ao artista criador, novos materiais de trabalho. Stravinsky encontra, nos estranhos cromatismos da polifonia de Gesualdo, um material surpreendentemente moderno e, assim, celebra-o à sua maneira. Já o inglês Benjamin Britten enxerga, em Henry Purcell, matéria-prima para seu tema com variações – ao mesmo tempo, moderno e arcaizante –, e, desse modo, sobrepõe presente e passado.

 

Foto: Bruna Brandão

 

SERVIÇO:

 

Concerto “Barroco através do tempo”

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Marcos Arakaki, regente

 

16 de setembro, sábado, às 18h

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 105 (balcão principal), R$ 85 (plateia central), R$ 62 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino) e R$ 40 (balcão palco e coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

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