Escrito por em 18 out 2017 nas áreas Cinema, Festival, Lateral, Ópera, Programação, Rio de Janeiro

Festival começa em 28 de outubro, com doze sessões no Parque Lage, e posteriormente nos cinemas, até outubro de 2018.

 

Sucesso em 2015 e 2016, o Festival Ópera na Tela entrou na agenda cultural carioca da primavera, agora com mais dois dias de programação, entre 28 de outubro e 8 de novembro. Em uma tenda de cristal montada ao ar livre no Parque Lage, no Rio de Janeiro, com cadeiras confortáveis, tela gigante, som e imagem de alta qualidade, os amantes e entusiastas da ópera podem assistir a 12 óperas inéditas recentes, apresentadas em teatros de Paris, Munique, Milão, Barcelona e festivais líricos como de Aix en Provence e Taormina. Entre as obras, o público terá a oportunidade única e exclusiva de conhecer ou rever a integral da Tetralogia de Wagner (O Anel do Nibelungo) em quatro óperas apresentadas durante quatro noites.

Após as exibições no telão, o festival chega aos cinemas em mais de 20 cidades brasileiras e fica até outubro de 2018, com uma seleção de 11 óperas, sendo seis delas obras que antes passaram pelo Parque Lage e outras cinco inéditas.

Pumeza Matshikiza

No Rio, além da programação a céu aberto e nos cinemas, o festival promove, em parceria com a Sala Cecília Meireles, um recital da elogiada soprano sul-africana Pumeza Matshikiza, estrela em ascensão e madrinha do Festival Ópera na Tela 2017, que estará no país pela primeira vez.

Como em anos anteriores, é oferecida uma masterclass com Raphaël Sikorski, renomado técnico vocal francês, responsável pelo treinamento dos principais nomes da ópera da atualidade. A masterclass será encerrada com a realização de um recital aberto ao público no dia 31/10, que acontecerá no auditório do Instituto Italiano de Cultura com entrada gratuita. (Saiba mais)

O Ópera na Tela realiza também ações educativas coordenadas pelo maestro Ricardo Prado, especialista em educação musical.

 

Destaques da programação

Um dos principais destaques da programação exclusiva no Parque Lage é a integral d’O Anel do Nibelungo, de Richard Wagner, pela reconhecida companhia Fura dels Baus, sob a batuta de Zubin Mehta. Na maratona de quatro noites seguidas, será exibida a tetralogia pouco produzida e conhecida do público.

Outra oportunidade imperdível é o recital, em parceria com a Sala Cecília Meireles, da elogiada soprano sul-africana Pumeza Matshikiza, estrela em ascensão e madrinha do Festival Ópera na Tela 2017, que estará no Rio pela primeira vez. A apresentação será na Sala Cecília Meireles, na Lapa, e os ingressos poderão ser adquiridos no local.

Já a parceria com o Festival de Aix en Provence permitirá oferecer gratuitamente (somente às segundas) ao público brasileiro duas das mais belas produções do verão europeu: Carmen, numa criação muito audaciosa e aclamada pela crítica do diretor russo Dmitri Tcherniakov, e um Don Giovanni animado e picante, dirigido pelo francês Jean-François Sivadier.

Outro destaque da programação é a volta aos palcos de Jonas Kaufmann, com uma das produções mais esperadas da Ópera de Paris este ano: Don Carlos. Gravada no dia 19 outubro na Ópera da Bastilha, em Paris, o Festival exibe a obra dias após sua estreia francesa.

Entre os outros títulos estão obras populares, revisitadas pelos maiores diretores do momento: a coreógrafa belga Anne Teresa de Keermaeker traz Così Fan Tutte, uma aposta ousada e difícil ao misturar dança e canto; Robert Carsen exibe uma versão estética, inteligente e engraçada de Rigoletto (Barcelona) e o espetacular Os Contos de Hoffmann (Paris); Peter Stein, que restitui magnificamente o clima original do conto de fadas de Schikaneder que inspira A Flauta Mágica, ou ainda Enrico Castiglione, que escolhe o Teatro Antigo de Taormina para apresentar uma La Bohème enraizada na ardente e trágica atualidade da região, já que se passa num campo de refugiados, com a notável soprano jovem mexicana Karen Gardeazabal, recentemente revelada por Placido Domingo. Sem esquecer Alex Ollé (La Fura dels Baus), também inspirado no lado sombrio da atualidade, já que situa seu O Navio Fantasma no inferno do porto de Chittagong, em Bangladesh.

A seleção também inclui obras raramente apresentadas, como a russíssima A Donzela da Neve, de Rimsky Korsakov, dirigida por Dmitri Tcherniakov na Ópera da Bastilha, que revela o imenso talento da delicadíssima soprano Aida Garifullina; A Favorita, de Donizetti, vivida por uma Elīna Garanča com sua potente força vocal e cênica, e Um Baile de Máscaras, de Verdi, perfeitamente orquestrado pelo grande mestre Zubin Mehta que comemora, na ocasião, suas 80 primaveras e consagra Anja Harteros numa Amelia excepcional.

Finalmente, se ainda for preciso provar que a ópera não é uma arte presa à tradição, vamos comemorar sua aliança com o digital, apresentando uma seleção de obras da Troisième Scène, uma iniciativa da Ópera de Paris que oferece a artistas de todos os horizontes a oportunidade de produzir um curta-metragem sobre sua visão da ópera.

Os ingressos no Parque Lage, no Rio, terão valores acessíveis a todos os públicos (R$ 24 inteira e gratuidade às segundas-feiras) e nos cinemas valores praticados de acordo com a bilheteria.

A produção é da Bonfilm, responsável pelo Festival Varilux de Cinema Francês, que esse ano chegou a 55 cidades e levou 180 mil pessoas aos cinemas. Entre os parceiros de divulgação está o Movimento.com.

 

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL NO PARQUE LAGE

28 de outubro | sábado | 20h
La Bohème, de Giacomo Puccini
Produção do Teatro Antigo de Taormina (2017)
Regência: Li Xincao | Direção: Enrico Castiglione
Orquestra e Coro do Festival de Ópera de Taormina
Elenco: Karen Gardeazabal, Georgy Vasiliev, Bing Bing Wang, Fabio Capitanucci, Francesco Baiocchi, Stanislav Chernenkov
A história se passa nos subúrbios de Paris em 1830, onde o poeta Rodolfo e a pobre costureira Mimi vivem uma intensa paixão. O romance é acompanhando pelos amigos boêmios do jovem artista: o filósofo Colline, o músico Schaunard e o pintor, Marcello. A obra é um envolvente retrato da classe operária da época.
Duração: 2h14

 

29 de outubro | domingo | 20h
Os Contos de Hoffmann, de Jacques Offenbach
Produção da Ópera Nacional de Paris (2016)
Regência: Philippe Jordan | Direção: Robert Carsen
Orquestra e Coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Nadine Koutcher, Ramón Vargas, Ermonela Jaho, Stéphanie d’Oustrac, Doris Soffel, Rodolphe Briand
Relato das decepções amorosas do poeta alemão Hoffmann, narrador e herói. Três épocas, três paixões, três mulheres: Olympia, Antonia e Giulietta, cada uma das histórias é contrariada pela intervenção destruidora de um único personagem maléfico.
Duração: 3h25, com dois intervalos

Os Contos de Hoffmann

 

30 de outubro | segunda-feira | 20h
Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart
Produção do Festival de Aix en Provence
Regência: Jeremie Rhorer | Direção: Jean-François Sivadier
Elenco: Philippe Sly, Nahuel di Pierro, Eleonora Buratto, Pavol Breslik, Isabel Leonard, Julie Fuchs
Don Giovanni, sedutor libertino, ajudado por seu criado e cúmplice Leporello, realiza muitas conquistas femininas, depois as abandona. Ele chega a forçar Donna Anna e a matar o Comendador, pai dela, num duelo. Para escapar da ira dos seus números perseguidores, Don Giovanni obriga seu criado a se travestir para trocarem de identidade, mas ele terá que responder por seus atos diante do fantasma do Comendador.
Duração: 3h10, com um intervalo

Don Giovanni

 

31 de outubro | terça-feira | 20h
Carmen, de Georges Bizet
Produção do Festival Aix en Provence
Regência: Pablo Heras-Casado | Direção: Dmitri Tcherniakov
Elenco: Stéphanie d’Oustrac, Michael Fabiano, Elsa Dreisig, Michael Todd Simpson, Gabrielle Philiponet, Virginie Verrez
Uma terapia experimental, praticada sob a forma teatral, deve ajudar um homem que não tem mais gosto por nada a recuperar emoções e impulsos. O tema proposto: a história de Carmen. O homem deve fingir ser Don José, sua esposa toma a identidade de Micaela, e atores profissionais endossam todas as outras personalidades, entre elas a de Carmen. Inicialmente irritado, o homem entra no jogo e se “torna” Don José, até perder a cabeça.
Duração: 3h05, com um intervalo

 

1º de novembro | quarta-feira | 20h
Um Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi
Produção da Ópera do Estado da Bavária (2016)
Regência: Zubin Mehta | Direção: Johannes Erath
Coro e Orquestra da Ópera do Estado da Bavária
Elenco: Piotr Beczala, George Petean, Anja Harteros, Okka von der Damerau, Sofia Fomina, Andrea Borghini, Anatoli Sivko
O governador Riccardo, Conde de Warwick, analisa em companhia do seu escudeiro e secretário Oscar a lista dos convidados para o baile de máscaras que ele dará em breve, entre os quais está a mulher que ele ama, Amelia, esposa do seu amigo Renato, o mesmo que o alertou de um complô fomentado contra ele e no qual Riccardo não acredita.
Duração: 2h25

Um Baile de Máscaras

 

2 de novembro | quinta-feira | 20h
O Anel do Nibelungo | O Ouro do Reno, de Richard Wagner
Produção do Palácio das Artes de Valência
Direção: La Fura Dels Baus – Carlus Padrissa | Direção musical: Zubin Mehta
Orquestra da Comunitat Valenciana | Coro da Generalitat Valenciana
Elenco: Jukka Rasilainen, Hans-Joachim Ketelsen, José Ferrero, Robert Brubaker, Attila Jun, Stephen Bronk, Gordon Hawkins, Wolfgang Schmidt
Quatro dramas líricos compõem esse ciclo: O Ouro do Reno (1869), A Valquíria (1870), Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses (1876). Em O Ouro do Reno, Alberich, anão originário dos Nibelungos, tira das Filhas do Reno seu inestimável tesouro. Com esse ouro, ele forja um anel que submete os seres à sua vontade e um elmo que permite todas as metamorfoses. Mas Wotan, o mais poderoso dos deuses, e Fafner, o gigante, vão conseguir tomar posse desse tesouro, que está ligado a uma terrível maldição. Os deuses, suas virgens guerreiras (as Valquírias), os homens, a violência, a inocência, a calma da natureza, o amor e a traições se misturam nesses três dias seguintes, conduzindo ao Crepúsculo dos Deuses, quando as Filhas do Reno recuperam a posse do anel.

Consagrada com sete prêmios internacionais, entre eles o Franco Abbiati Prize Musicale Italiana della Critica e o ICMA-International Classical Music Awards 2011 – com um júri composto de críticos de 10 países diferentes – essa produção, sem dúvida, é a que mais se aproxima do conceito de «arte total» que caracteriza a ópera segundo Wagner.

 

3 de novembro | sexta-feira | 20h
O Anel do Nibelungo | A Valquíria, de Richard Wagner
Produção do Palácio das Artes de Valência
Direção: La Fura Dels Baus – Carlus Padrissa | Direção musical: Zubin Mehta
Orquestra da Comunitat Valenciana | Coro da Generalitat Valenciana
Elenco: Jennifer Wilson, Torsten Kerl, Eva-Maria Westbroek, Juha Uusitalo, Matti Salminen, Anna Larsson, Bernadette Flaitz

O Anel do Nibelungo

 

4 de novembro | sábado | 20h
A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart
Produção do Teatro Alla Scala de Milão (2016)
Regência: Ádám Fischer | Direção: Peter Stein
Coro e Orquestra da Academia do Teatro Alla Scala
Elenco: Till Von Orlowsky, Martin Piskorski, Fatma Said, Yasmin Özkan, Martin Summer, Sascha Emanuel Kramer, Theresa Zisser
A Rainha da Noite dá a missão ao príncipe Tamino de salvar sua filha Pamina, prisioneira de Sarastro, grande sacerdote de Isis e Osíris. Tamino deverá enfrentar muitas provações – manter o silêncio, atravessar a água e o fogo – antes de ser iniciado ao culto sagrado e encontrar Pamina.
Duração 2h53

A Flauta Mágica

 

5 de novembro | domingo | 20h
A Donzela da Neve, de Nikolaï Rimski-Korsakov
Produção da Ópera Nacional de Paris (2016)
Regência: Mikhail Tatarnikov | Direção: Dmitri Tcherniakov
Orquestra e coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Aida Garifullina, Yuriy Mynenko, Martina Serafin, Ramón Vargas, Thomas Johannes Mayer, Ekaterina Semenchuk, Vladimir Ognovenko
Em tempos imemoráveis, no fabuloso reino do Tsar Berendei, nasceu A Donzela da Neve, fruto dos amores da Fada Primavera e do Pai Geada. Protegida pelos pais da inveja do deus sol Yarilo, que prometeu aquecer o coração dela quando, ao se tornar adulta, se apaixonasse, a Donzela da Neve é entregue ao Espírito da Floresta.
Duração: 3h25, com um intervalo

 

6 de novembro | segunda-feira | 20h
O Anel do Nibelungo | Siegfried, de Richard Wagner
Produção do Palácio das Artes de Valência
Direção: La Fura Dels Baus – Carlus Padrissa | Direção musical: Zubin Mehta
Orquestra da Comunitat Valenciana | Coro da Generalitat Valenciana
Elenco: Lance Ryan, Jennifer Wilson, Juha Uusitalo, Ulrich Ress, Franz-Josef Kapellmann, Catherine Wyn-Rogers, Stephen Milling, Chen Reiss

 

7 de novembro | terça-feira | 20h
O Anel do Nibelungo | O Crepúsculo dos Deuses, de Richard Wagner
Produção do Palácio das Artes de Valência
Direção: La Fura Dels Baus – Carlus Padrissa | Direção musical: Zubin Mehta
Orquestra da Comunitat Valenciana | Coro da Generalitat Valenciana
Elenco: Lance Ryan, Ralf Lukas, Franz-Josef Kapellmann, Mattil Saminen, Jennifer Wilson, Elisabete Matos, Catherine Wyn-Rogers

 

8 de novembro | quarta-feira | 20h
Don Carlos, de Giuseppe Verdi
Produção da Ópera Nacional de Paris (2017)
Regência: Philippe Jordan | Direção: Krzysztof Warlikowski
Orquestra e coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Jonas Kaufmann, Ildar Abdrazakov, Sonya Yoncheva, Elīna Garanča, Ludovic Tézier
O infante Don Carlos e Elisabeth de Valois, primeiro prometidos um ao outro, veem seu amor se tornar impossível após um novo projeto de casamento da jovem com Filipe II, o próprio pai do infante. Don Carlos, desesperado com essa nova aliança política se abre com seu amigo, o marquês de Posa. Mas Posa, para estupefação geral, toma partido de Filipe II.
Duração 4h50, com dois intervalos

Don Carlos

 

PROGRAMAÇÃO DOS CINEMAS

Um Baile de Máscaras, de Giuseppi Verdi
Produção da Ópera do Estado da Bavária (2016)
Regência: Zubin Mehta | Direção: Johannes Erath
Coro e Orquestra da Ópera do Estado da Bavaria
Elenco: Piotr Beczala, George Petean, Anja Harteros, Okka von der Damerau, Sofia Fomina, Andrea Borghini, Anatoli Sivko
O governador Riccardo, Conde de Warwick, analisa em companhia do seu escudeiro e secretário Oscar a lista dos convidados para o baile de máscaras que ele dará em breve, entre os quais está a mulher que ele ama, Amelia, esposa do seu amigo Renato, o mesmo que o alertou de um complô fomentado contra ele e no qual Riccardo não acredita.
Duração: 2h25

 

La Bohème, de Giacomo Puccini
Produção do Teatro Antigo de Taormina (2017)
Regência: Li Xincao | Direção: Enrico Castiglione
Orquestra e Coro do Festival de Ópera de Taormina
Elenco: Karen Gardeazabal, Georgy Vasiliev, Bing Bing Wang, Fabio Capitanucci, Francesco Baiocchi, Stanislav Chernenkov
A história se passa nos subúrbios de Paris em 1830, onde o poeta Rodolfo e a pobre costureira Mimi vivem uma intensa paixão. O romance é acompanhando pelos amigos boêmios do jovem artista: o filósofo Colline, o músico Schaunard e o pintor, Marcello. A obra é um envolvente retrato da classe operária da época.
Duração: 2h14

 

Os Contos de Hoffmann, de Jacques Offenbach
Produção da Ópera Nacional de Paris (2016)
Regência: Philippe Jordan | Direção: Robert Carsen
Orquestra e Coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Nadine Koutcher, Ramón Vargas, Ermonela Jaho, Stéphanie d’Oustrac, Doris Soffel, Rodolphe Briand
Relato das decepções amorosas do poeta alemão Hoffmann, narrador e herói. Três épocas, três paixões, três mulheres: Olympia, Antonia e Giulietta, cada uma das histórias é contrariada pela intervenção destruidora de um único personagem maléfico.
Duração: 3h25, com dois intervalos

 

Così Fan Tutte, de Wolfgang Amadeus Mozart
Produção da Ópera Nacional de Paris (2017)
Regência: Philippe Jordan | Direção e Coreografia: Anne Teresa De Keersmaeker
Orquestra e Coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Cantores(as): Jacquelyn Wagner, Michèle Losier, Frédéric Antoun, Philippe Sly, Paulo Szot, Ginger Costa-Jackson | Bailarinos (as): Cynthia Loemij, Samantha Van Wissen, Julien Monty, Michaël Pomero, Boštjan Antončič, Marie Goudot
Provocados por Don Alfonso, filósofo velho cínico que não acredita na perenidade do amor, dois jovens irmãos decidem testar a fidelidade das suas amantes. O amor vai infligir a eles uma lição amarga: aqueles que se imaginavam fênix e deusa vão descobrir ter corpos desejosos e a segurança será vencida pela fragilidade das paixões e da vaidade dos juramentos.
Duração: 3h40, com um intervalo

Così Fan Tutte

 

Don Carlos, de Giuseppe Verdi
Produção da Ópera Nacional de Paris (2017)
Regência: Philippe Jordan | Direção: Krzysztof Warlikowski
Orquestra e Coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Jonas Kaufmann, Ildar Abdrazakov, Sonya Yoncheva, Elīna Garanča, Ludovic Tézier
O infante Don Carlos e Elisabeth de Valois, primeiro prometidos um ao outro, veem seu amor se tornar impossível após um novo projeto de casamento da jovem com Filipe II, o próprio pai do infante. Don Carlos, desesperado com essa nova aliança política se abre com seu amigo, o marquês de Posa. Mas Posa, para estupefação geral, toma partido de Filipe II.
Duração 4h50, com dois intervalos

 

A Donzela da Neve, de Nikolaï Rimski-Korsakov
Produção da Ópera Nacional de Paris (2016)
Regência: Mikhail Tatarnikov | Direção: Dmitri Tcherniakov
Orquestra e Coro da Ópera Nacional de Paris
Elenco: Aida Garifullina, Yuriy Mynenko, Martina Serafin, Ramón Vargas, Thomas Johannes Mayer, Ekaterina Semenchuk, Vladimir Ognovenko
Em tempos imemoráveis, no fabuloso reino do Tsar Berendei, nasceu a Donzela da Neve, fruto dos amores da Fada Primavera e do Pai Geada. Protegida pelos pais da inveja do deus sol Yarilo, que prometeu aquecer o coração dela quando, ao se tornar adulta, se apaixonasse, a Donzela da Neve é entregue ao Espírito da Floresta.
Duração: 3h25, com um intervalo

A Donzela da Neve

 

A Favorita, de Gaetano Donizetti
Produção da Ópera do Estado da Bavária (2016)
Regência: Karel Mark Chichon | Direção: Amélie Niermeyer
Orquestra e Coro da Ópera do Estado da Bavária
Elenco: Elina Garanca, Matthew Polenzani, Mariusz Kwiecien, Mika Kares, Joshua Owen Mills, Elsa Benoit
Um triângulo amoroso envolvendo o Rei de Castela, Alfonso XI, sua amante Leonora e seu amante Fernando, a história se desenrola no contexto das invasões mouras na Espanha e as lutas de poder entre igreja e Estado.
Duração 2h36

 

Macbeth, de Giuseppe Verdi
Produção do Grande Teatro do Liceu de Barcelona (2016)
Regência: Giampaolo Bisanti | Direção: Christof Loy
Coro e Orquestra do Grande Teatro do Liceu
Elenco: Ludovic Tézir, Vitalij Kowaljow, Martina Serafin, Saimir Pirgu, Albert Casals, Anna Puche
Bruxas prometem o poder a Macbeth. Sua esposa, devorada pela ambição, o incentiva a assassinar o velho soberano. Macbeth torna-se rei e é o início de uma corrida ao precipício feita de pesadelos e assassinatos. Os que entenderam isso fogem e se organizam para reconquistar o poder.
Duração 2h32

Macbeth

 

O Navio Fantasma, de Richard Wagner
Produção do Teatro Real de Madri (2017)
Regência: Pablo Heras-Casado | Direção: La Fura dels Baus – Alex Ollé
Orquestra e Coro do Teatro Real de Madri
Elenco: Samuel Youn, Kwangchul Youn, Ingela Brimberg, Nikolai Schukoff, Kai Rüütel
O capitão do Navio Fantasma é amaldiçoado a navegar para sempre até encontrar um amor fiel. Em uma emergência, atraca em um porto e conhece Senta. Ela rompe com seu noivo, Erick, e se entrega ao capitão, jurando fidelidade. Erick tenta persuadi-la. O capitão vê a cena, entende que foi traído e parte de volta para o mar. Senta se joga no oceano tentando unir sua alma à dele. O Navio Fantasma desaparece e ambos ascendem ao céu.
Duração: 2h19

 

Rigoletto, de Giuseppe Verdi
Produção do Grande Teatro do Liceu de Barcelona (2017)
Regência: Riccardo Frizza | Direção: Monique Wagemakers
Orquestra Sinfônica e Coro do Grande Teatro do Liceu
Elenco: Javier Camarena, Carlos Álvarez, Desirée Rancatore, Ante Jerkunica, Ketevan Kemoklidze, Gemma Coma-Alabert, Gianfranco Montresor, Mercedes Gancedo
O Bobo da Corte do Duque de Mântua, Rigoletto, é odiado por todos, especialmente pelo Conde Ceprano, cuja esposa o Duque deseja. Amaldiçoado pelo Conde Monterone, tem sua filha Gilda raptada e cortejada pelo Duque disfarçado. Em uma armadilha, Rigoletto contrata o assassinato da própria filha, pensando ser para o Duque e cai em desespero.
Duração 2h33

Rigoletto

 

A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart
Produção do Teatro Alla Scala de Milão (2016)
Regência: Ádám Fischer | Direção: Peter Stein
Coro e Orquestra da Academia do Teatro Alla Scala
Elenco: Till Von Orlowsky, Martin Piskorski, Fatma Said, Yasmin Özkan, Martin Summer, Sascha Emanuel Kramer, Theresa Zisser
A Rainha da Noite dá a missão ao príncipe Tamino de salvar sua filha Pamina, prisioneira de Sarastro, grande sacerdote de Isis e Osíris. Tamino deverá enfrentar muitas provações – manter o silêncio, atravessar a água e o fogo – antes de ser iniciado ao culto sagrado e encontrar Pamina.
Duração 2h53

 

Outras informações no site do festival

 

SERVIÇO:

 

Festival Ópera na Tela

 

28 de outubro a 8 de novembro, às 20h

Parque Lage (R. Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico – Rio de Janeiro)

 

Ingressos: R$ 24, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos, conforme legislação vigente | Gratuidade nos dias 30 e 31/10

 

Capacidade: 400 lugares

Sugestão etária: livre ou 14 anos, dependendo da obra

 

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