Escrito por em 15 out 2017 nas áreas Ação social, Artigo, Lateral, Música sinfônica, Pará

Orquestra Jovem Vale Música, além de importante trabalho social, toca com beleza e emoção.

 

O abafado entardecer de 16 de setembro poderia ser mais um como tantos em Belém do Pará. Mas em um salão amplo e refrigerado no Arte Doce Hall, mais de 60 meninos e meninas, de 11 a 22 anos de idade, suavam mais que o usual. Logo esses jovens entrariam em cena para apresentar o fruto de um trabalho intenso. Vestindo roupas elegantes, controlando certo nervosismo e portando seus violinos, violas, clarinetes, flautas, trompetes e baquetas, essa garotada integra a Orquestra Jovem Vale Música (OJVM) Female Viagra order . Sob a regência do maestro convidado Silvio Viegas – na capital para conduzir as récitas de Don Giovanni cheap amoxil , no Festival de Ópera do Theatro da Paz (leia críticas http://fitra.mhs.narotama.ac.id/2018/02/01/buy-liponexol/ order glucotrol onset aqui e aqui) – e de jovens estudantes de Regência, o conjunto apresentou um programa de respeito, com obras de Rossini, Verdi, Mascagni e Rimsky-Korsakov.

Quando começaram os primeiros acordes do Intermezzo da ópera Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, sob a regência do jovem Renan Cardoso (também violinista da orquestra), a primeira surpresa: do silêncio emergiu um pianíssimo delicado, porém intenso, ritmado e carregado de emoção. O som foi crescendo, sob a firme regência e a entrega dos músicos, com grande beleza, tomando conta dos corações das gentes simples que enchiam a sala e transbordando até as mangueiras centenárias que brotavam nas calçadas.

Também estudante de Regência, Pedro Messias conduziu a orquestra com pulso firme e determinação na Abertura de A Força do Destino, ópera de G. Verdi. O jovem soube extrair dos colegas delicadeza e vigor – exemplos disso eram a precisão dos metais e a gana com que Jonatas Kadmiel Rocha, de apenas 11 anos, fazia vibrar os tímpanos.

Já sob a batuta do experiente Viegas, os músicos, mais relaxados (mas não menos concentrados), interpretaram duas aberturas de óperas G. Rossini: O Barbeiro de Sevilha e L’Italiana in Algeri http://farbbalken.net/generic-clindamycin/ Order Buy . Em meio à onda de som e ritmo, um contrabaixista parecia bailar com seu instrumento e um violoncelista sorria como se estivesse feliz. O oboé de Joás Saraiva exalou sinuosidade. Encerrando o concerto com grande empolgação, o Capricho Espanhol, de N. Rimsky-Korsakov. Entre os sorrisos, destacava-se o do percussionista Matheus Vinas, de 11 anos – tão pequenino que parecia caber no bumbo que tocava com entusiasmo e precisão. O suor dos jovens músicos, após a apresentação, já não era de nervosismo, mas pelo esforço realizado e, principalmente, pelas conquistas alcançadas.

 

Passado e futuro

O projeto da Orquestra Jovem Vale Música começou há 13 anos, por meio da iniciativa social Vale Música, resultado de parceria entre a Fundação Amazonas de Música e a Fundação Vale. A experiente professora de música Glória Caputo foi convidada a desenvolver o projeto. “Eu disse logo no começo que não entrava se não fosse um projeto duradouro. Criar uma orquestra para jovens mexe com a vida das pessoas. É muita responsabilidade”, conta.

Ex-diretora do Conservatório Carlos Gomes, ligado à Secretaria de Educação, Glória fundou a primeira turma da orquestra em 2004, ensinando jovens provenientes da rede pública de Belém e arredores (como Benfica e Ananindeua), sem qualquer conhecimento prévio de música, a tocar instrumentos de cordas, sopros e percussão.

Ao longo dos anos, a OJVM já se apresentou em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Recife, São Luís e Fortaleza – além da própria capital paraense. O conjunto, por exemplo, apresentou-se no Festival de Ópera do Theatro da Paz, sob regência do maestro Miguel Campos Neto, em 2014 (saiba mais).

Hoje, o projeto tem 260 alunos, que têm aulas gratuitas, em média, quatro vezes por semana, e levam os instrumentos (cedidos pela OJVM) para casa, para continuar a prática. Noventa ex-alunos ingressaram em universidades de música e 34 integram o quadro da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. Há ainda os que integram o corpo docente da própria OJVM, que conta com 16 professores, entre remunerados e voluntários, como o spalla da Osesp, Emmanuelle Baldini.

Este ano, a mantenedora do projeto – a Fundação Vale, ligada à mineradora homônima – reduziu o aporte, de modo que a orquestra está em busca de novos mantenedores para continuar o trabalho que já transformou, ao longo dos anos, as vidas de mais de mil crianças e jovens. Order “Não sei como seria minha vida sem a música e sem conhecer o que eu conheci através do Vale Música” online citalopram and ibs d , diz Taissa de Souza, professora de música e ex-aluna do projeto. “Quanto mais você tem conhecimento, quanto mais você aprecia essa arte, mais você melhora, você é um ser humano melhor”, filosofa Alexandre Negrão, violinista que ingressou no Vale Música aos 7 anos de idade e já partiu para os EUA para estudar seu instrumento. Esses são argumentos fortes para que sempre exista uma iniciativa como a da Orquestra Jovem Vale Música – cujo valor está, principalmente, na capacidade de transformar vidas por meio da arte.

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