Escrito por em 8 nov 2017 nas áreas Minas Gerais, Música sinfônica, Programação

Sob regência de Marcos Arakaki, trompetista e a Filarmônica de Minas Gerais interpreta obras de Scarlatti, Albinoni, Corelli, Tartini, Locatelli, Geminiani e Stravinsky.

 

Inteiramente dedicada ao Barroco em 2017, a série Fora de Série destaca o Barroco italiano no dia 11 de novembro, às 18h, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte. A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e seu trompetista associado, Érico Fonseca, interpretam o Concerto para trompete em ré maior, de Tartini. Ainda no repertório, as peças Sinfonia n. 7 em dó maior, de Scarlatti; Adágio para órgão e cordas em sol menor, de Albinoni; Concerto grosso em sol menor, Op. 6, n. 8 – Natal, de Corelli; Introduzione Teatrale, Op. 4, de Locatelli; Concerto grosso em ré menor, Op. 5, n. 12 – La Follia, de Geminiani; e Pulcinella: Suíte, de Stravinsky. A regência é do maestro Marcos Arakaki.

Com o objetivo de traçar um panorama do estilo Barroco na música, a série Fora de Série, em seus nove concertos – sempre realizados aos sábados –, tem procurado oferecer ao público obras de relevância na compreensão desse processo criativo, que, até hoje, influencia diversos compositores.

 

Solista

Natural de Nova Friburgo, Érico Fonseca graduou-se em Trompete e Pedagogia Musical pelo Conservatoire de Fribourg, na Suíça, e é mestre em Práticas Interpretativas pela Haute-École de Musique de Suisse Romande. Aluno de Jean-François Michel, fez masterclasses com André, Hardenberger, Agnas, Herseth, Masseurs, Stockhausen e Friedrich. Foi primeiro trompete da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, participou das sinfônicas de Biel e de Berna e foi solista das orquestras de Câmara de Praga e Sinfônica de Argaau. Segundo lugar no Jeunesses Musicales na Chaux-de-Fonds, venceu o Yamaha Foundation for Europe e foi finalista no Yamaha Trumpet Contest. Atuou, ainda, como professor no Conservatoire de Fribourg e academista da Sinfônica da Ópera de Zurique. Atualmente, além de trompetista principal associado da Filarmônica de Minas Gerais, é professor da Universidade Federal de Ouro Preto.

 

PROGRAMA:

Domenico Scarlatti (1685-1757)
Sinfonia n. 7 em dó maior

Tomaso Albinoni (1671-c. 1750)
Adágio para órgão e cordas em sol menor

Arcangelo Corelli (1653-1713)
Concerto grosso em sol menor, Op. 6, n. 8 – Natal

Giuseppe Tartini (1692-1770)
Concerto para trompete em ré maior

Pietro Antonio Locatelli (1695-1764)
Introduzione Teatrale, Op. 4: Introdução em dó maior, n. 6

Francesco Geminiani (1687-1762)
Concerto grosso em ré menor, Op. 5, n. 12 – La Follia

Igor Stravinsky (1882-1971)
Pulcinella: Suíte

A partir de 1960, quando ressurgiu o interesse pela música barroca, construiu-se uma falsa dicotomia que colocava, de um lado, Johann Sebastian Bach, e de outro, Antonio Vivaldi, como se fossem os únicos representantes dessa expressão artística. O trabalho quase arqueológico de pesquisa, porém, fez despertar outros incontáveis nomes, das mais diversas fases e escolas do Barroco europeu e latino-americano. O nome de Vivaldi permanece como ícone do Barroco italiano, mas hoje se sabe que há grande diversidade de estilos, linguagens e nomes, a exemplo de Tomaso Albinoni, autor muito celebrado.

Há, ainda, Corelli, que definiu as feições da trio sonata e do concerto grosso, traços quase genéticos do Barroco instrumental. Por sua vez, Domenico Scarlatti contou com diversos discípulos que levaram a linguagem do Barroco italiano às colônias. Destaque, também, para as linguagens diferentes e arrojadas de Francesco Geminiani e de Pietro Locatelli. Igualmente pouco executado é o inspirado Giuseppe Tartini.

Em outros termos, o Barroco italiano é como os carnavais de Veneza: as máscaras são muitas e os rostos, incontáveis. O gênero ajudou a formar um imaginário, que, para além dos séculos 17 e 18, tornou-se atemporal, de modo a instigar a inventividade dos mais díspares artistas e a penetrar a modernidade, como é o caso da Pulcinella, de Stravinsky, inspirada em temas de Pergolesi.

 

Foto: Mariana Garcia

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Érico Fonseca, trompete

Marcos Arakaki, regência

 

11 de novembro, sábado, às 18h

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 105 (balcão principal), R$ 85 (plateia central), R$ 62 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino) e R$ 40 (balcão palco e coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

 

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