Escrito por em 10 nov 2017 nas áreas Curso / Encontro, Programação, Rio de Janeiro

2º Encontro Carioca de Flautas promove masterclasses e concertos no dia 15 de novembro.

 

No dia 15 de novembro, a Sala Villa-Lobos do Instituto Villa-Lobos / UniRio sedia a segunda edição do Encontro Carioca de Flautas. Masterclasses, mesas-redondas, concertos e exposição de produtos integram a programação gratuita, que tem a participação de convidados de renome. A promoção é do Instituto Villa-Lobos, que completa 50 anos em 2017.

As inscrições para ouvintes e executantes devem ser feitas pela internet.

 

PROGRAMAÇÃO:

9h às 11h | Workshop com Mauro Senise

11h30 | Concerto Solar com Mauro Senise, Marcelo Bomfim, Rubem Schuenck, Felipe Braz e PC Castilho

14h às 16h | Masterclass com Laura Tausz Rónai

16h às 18h | Mesa-redonda com Celso Woltzenlogel, Marcelo Lacerda e Odette Ernest Dias

18h | Concerto Lunar com Orquestra Carioca de Flautas, Celso Woltzenlogel, Helder Teixeira, Odette Ernest Dias, Carlos Rato, Sofia Ceccato e Nivaldo Ornelas

 

CONVIDADOS:

Sofia Ceccato

Sofia Ceccato, natural de Angra dos Reis, é uma das mais atuantes flautistas de seu país, é solista, camerista e também instrumentista de orquestras, além de atuar como produtora e apresentadora.

Fez sua estreia internacional em maio de 2017, no Teatro Solis, interpretando a obra Masia Muju, de Beatriz Lockhart, com a Orquestra Filarmônica de Montevidéu, dirigida por Ligia Amadio. No mesmo ano, estreou a obra no Brasil, em um concerto em homenagem ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, acompanhada pela Orquestra Sinfônica Cesgranrio, na Sala Cecília Meireles. Na ocasião, dividiu o palco com Anuiá Amaru, flautista da etnia indígena Yawalapiti, com quem improvisou um número. Com o Trio Capitu, lança campanha de financiamento coletivo para a gravação do segundo álbum, apenas com obras de compositoras brasileiras, e estreia o novo espetáculo ComPassos, do qual é produtora e idealizadora, além de colaborar com diversos artistas, como Carlos Malta e Clarice Assad. Com o pianista Edilson Leal, realiza recitais frequentemente, em várias cidades do Brasil. É integrante da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2005. Sofia é também apresentadora e entrevistadora do Partituras, programa da TV Brasil.

É mestre em Práticas Interpretativas pela UFRJ, onde graduou-se em Flauta, e pós-graduada em Música de Câmara pelo Conservatório Brasileiro de Música. Foi intercambista na University of Georgia, onde se aperfeiçoou com Angela Jones-Reus. No Brasil, seus professores foram Eduardo Monteiro, Afonso de Oliveira e Paulo César Castilho. Com o Trio Capitu recebeu por duas vezes o Prêmio Funarte de Concertos Didáticos. O álbum de estreia do grupo, Novos Ventos, recebeu menção honrosa do site Embrulhador e foi finalista na categoria Revelação do 27º Prêmio da Música Brasileira.

 

Celso Woltzenlogel é membro da Academia Brasileira de Música, primeiro flautista da Orquestra Sinfônica Nacional (1968-1991), doutor em Educação pela Faculdade de Educação da UFRJ, professor titular da Escola de Música da UFRJ (1971-1996), onde se diplomou com a nota máxima. Natural de Piracicaba, transferiu-se para o Rio de Janeiro ao vencer o concurso Jovens Talentos Musicais, a fim de realizar sua formação musical sob a orientação do mestre Moacyr Liserra. Aperfeiçoou-se em Paris, com Alain Marion, Jean-Pierre Rampal e Nadia Boulanger, e no New England Conservatory of Music, Boston. No Brasil, atuou nas mais importantes salas de concerto como solista e integrante dos conjuntos Quinteto de Sopros Villa-Lobos, Ars Barroca, Sexteto do Rio, Duo Instrumentalis, Jazz Clássico do Rio de Janeiro, Orquestra de Câmara da Rádio MEC e Flautistas do Rio – conjuntos dos quais foi fundador.

Além de suas atividades no campo da música clássica, participou intensamente da gravação de trilhas sonoras para o cinema e televisão e nos discos dos maiores nomes da música popular brasileira, como Tom Jobim, Egberto Gismonti, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Francis Hime, Chico Buarque, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Djavan, Gal Costa, Maria Bethânia, Clara Nunes, entre tantos outros. Coordenou o Projeto Bandas da Funarte desde sua criação em 1976 até 1990, tendo sido um dos grandes incentivadores do aperfeiçoamento dos instrumentos de sopro de fabricação nacional. Seu Método Ilustrado de Flauta (quatro edições publicadas), prefaciado por Jean-Pierre Rampal, obteve repercussão internacional.

Já se apresentou em Atlanta, Beijing, Buenos Aires, Caracas, Copenhague, Estocolmo, Halifax, Hamburgo, Los Angeles, Lima, Lund, Madri, Malmo, Mendoza, Nice, Orlando, Quito, Santiago do Chile, Slovenia, São Petersburgo, Tuscaloosa e Valencia. É o responsável pela etiqueta Ludus da Editora Vitale, na qual já publicou dez obras de música brasileira para flauta. Em 1994, criou a Associação Brasileira de Flautistas, da qual foi o presidente até 2007. Recebeu importantes condecorações por seu trabalho na área de educação musical. De 1997 a 2003 foi coordenador mundial de marketing das flautas Sankyo.

 

Laura Tausz Rónai

A flautista Laura Tausz Rónai formou-se em Licenciatura em Música pela UniRio e em Flauta pela State University of New York. Obteve título de mestrado na City University of New York e de doutorado em Práticas Interpretativas na UniRio. Ministrou cursos no Real Conservatório Superior de Madri e, nos EUA, nas universidades de Rutgers e Princeton. Visitou a Inglaterra, a convite do British Council, e tocou recitais nos EUA e na Europa. Tocou em duo com a pianista Ruth Serrão e com a cravista Sula Kossatz, com quem integra os grupos de câmara Sine Nomine e Re-Toques.

Escreve para as revistas norte-americanas Early Music America, Flute Talk e Fanfare, além de publicar artigos regularmente nas principais revistas de música do Brasil. Na UniRio é responsável pela cadeira de flauta transversal, além de ser professora do Programa de Pós-graduação em Música. De 2006 a 2010 foi chefe do Departamento de Canto e Instrumentos de Sopro da mesma instituição, e é coordenadora da Orquestra Barroca da UniRio.

 

Odette Ernest Dias

Odette Ernest Dias estudou flauta transversal, história da música e estética no Conservatoire National Superieur de Paris, no qual obteve, em 1951, o primeiro prêmio em flauta e a primeira medalha de estética. Conquistou por unanimidade a primeira medalha de flauta no Concurso Internacional de Genebra e, em 1952, a convite do maestro Eleazar de Carvalho, veio para o Brasil para tocar na Orquestra Sinfônica Brasileira, onde permaneceu até 1969. Integrou também as orquestras da Rádio Tupi, da Rádio Mayrink Veiga, da Rádio Nacional e da TV Globo. Participou de gravações com inúmeros artistas da música popular, inclusive da histórica gravação, em 1958, de músicas de Tom Jobim por Elizeth Cardoso. Exerceu as funções de solista de orquestra, recitalista e camerista, sendo inclusive fundadora da Camerata do Rio.

Atuou como professora do Conservatório Brasileiro de Música e dos Seminários de Música Pró-Arte (RJ). Em 1969, deixou a OSB para integrar a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, na qual tocou até 1974. De 1974 a 1994, residindo em Brasília, foi titular da Universidade Federal de Brasília por notório saber, atuando como professora de Flauta, Estética e Musicologia. Atuou também como professora visitante da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, em 1982; como professora visitante na UFMG em 1992; e como professora convidada pela Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte.

Seu interesse pela formação da música brasileira foi incentivo para a realização de pesquisas sobre este assunto, resultando em vários discos gravados, artigos e livros publicados, a participação em congressos especializados e realização de recitais frequentes no Brasil e no exterior. Atuou como intérprete na trilha sonora de Rio de memórias, filme de José Inácio Parente. Publicou o livro Mateus-André Reichert: um flautista belga na Corte do Rio de Janeiro, pela Editora Universidade de Brasília/CNPq. Foi nomeada para fazer gestões e redigir a seção referente à atividade musical de Diamantina para o dossiê de tombamento da cidade como patrimônio da humanidade, encaminhado pelo Iphan à Unesco, e agraciada pela Funarte e pelo governo do Distrito Federal com a Comenda de Mérito Cultural por suas atividades musicais. Mãe dos instrumentistas Carlos, Jaime, Elizabeth, Cláudia e Andréa Ernest Dias (além de Irene, que não se dedicou à música), toca frequentemente em duo com Elza Kazuko Gushikem (piano), com Jaime Ernest Dias (violão), Roberto Rutigliano (bateria) ou Bridget Moura Castro (piano).

 

Natural de São Carlos, São Paulo, Carlos Seabra Rato teve a sua formação acadêmica realizada em São Paulo. Ao mudar-se para o Rio de Janeiro, atuou, de 1960 a 1993, como flautista e flautinista das mais importantes orquestras sinfônicas no Rio de Janeiro, dentre elas, a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a Nacional e a Brasileira. Sobre a sua primeira conquista profissional importante na cidade do Rio de Janeiro, a aprovação no concurso para a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal. Trabalhou como professor de Flauta no Instituto Villa-Lobos da UniRio e realizou apresentações como solista de importantes concertos, dentre eles Concertos de Vivaldi e o Pergolesi, sob a regência do maestro Eleazar de Carvalho; o Concerto em ré maior, de Mozart, sob a regência do maestro Issac Karabtchevsky.

 

Marcelo Bomfim

Marcelo Bomfim começou seus estudos de música aos 11 anos de idade e de flauta transversa aos 12, com Carlos Rato e Lenir Siqueira. Tendo ingressado na Escola de Música da UFRJ, continuou a sua formação com Celso Woltzenlogel. Posteriormente, graduou-se em Regência por essa mesma escola e obteve também o bacharelado em Música Sacra e Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Participou de diversos cursos de extensão, como o Curso Internacional de Férias de Teresópolis (1976), Festival de Artes Bahia (1976), Curso de Verão da Academia Chigiana de Siena, Itália, como aluno de Severino Gazzeloni (1980), Curso Internacional de Regência Coral, organizado pelos seminários de Música Pró-Arte, ministrado pelo Prof. Martin Schmidt (1987).

Em 1980 foi selecionado pela Vitae – Sociedade Cultural, Científica e Beneficente, para frequentar durante dois anos, na qualidade de bolsista, o curso de especialização da Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, no qual estudou flauta com Andreas Blau e música de câmera com Horst Göbel – ambos solistas da orquestra –, além de ter integrado, como estagiário, a Orquestra Filarmônica de Berlim em concertos dirigidos por Eugen Jochum e Herbert von Karajan. De volta ao Brasil, teve a oportunidade de atuar como camerista, como integrante do Quinteto Villa-Lobos (1985-1989) e como músico de orquestra, na qualidade de flauta- solista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, posto que ocupa desde 1977 até hoje.

Foi vencedor de diversos concursos de âmbito nacional: o Concurso de Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira (Rio, 1975), I Concurso Nacional de Flauta (Porto Alegre, 1978), I e II Concursos Sul-América de Música (Rio, 1982 e 1983), onde obteve, entre outros prêmios, um recital no Brazilian-American Cultural Institute, de Washington, e uma indicação para bolsa de estudos no Conservatório de Haia, Holanda.

Em março de 1987 participou, como integrante do Quinteto Villa-Lobos, das comemorações do centenário de nascimento de Heitor Villa-Lobos realizadas em Paris, tendo tocado dois concertos naquela cidade. Em 2000, foi selecionado para o cargo de primeiro flautista da Orquestra Petrobras Sinfônica, na qual, posteriormente, foi também convidado a exercer a função de membro da diretoria artística, cargo que ocupou até dezembro de 2007. Em julho de 2005, participou como aluno efetivo das masterclasses ministradas pelo flautista holandês Jacques Zoon, no Festival de Música de Riva del Garda, Itália. Em novembro de 2005, por ocasião das comemorações do “ano do Brasil na França”, apresentou-se juntamente com o Conjunto Arcos Brasil e Calíope em várias cidades da França, executando obras representativas do período colonial no Brasil.

 

Helder Teixeira

Helder Teixeira é doutor em Música – Flauta – pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Música com especialização em flauta pela UFRJ. Realizou diversos cursos de aperfeiçoamento técnico e interpretativo, tanto no Brasil como na Europa, com nomes como Severino Gazzelonni, Felix Rengli, Janne Baxtresser e outros. Seus principais orientadores foram Celso Woltzenlogel, na Escola de Música da UFRJ, Gueorgui Spassov, Conservatório Búlgaro de Música e Lucas Robatto na UFBA.

Participou de concursos nacionais e internacionais de jovens concertistas, destacando-se em sua maioria; entre eles o Concurso Jovens Concertistas Brasileiros na versão do Rio de Janeiro e de São Paulo, obtendo em ambos o 1º lugar, e o Jean-Pierre Rampal Flute Competiton, em Paris, em 1993. Realizou concertos em turnês pela Europa, na Suíça e França e como solista com a Sociedade Bachiana Brasileira em sua turnê Música Brasileira de Concerto na Ásia se apresentando no Vietnã e em Cingapura. Atualmente é flautista da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF.

 

Felipe Braz

Felipe Braz iniciou os estudos com o maestro Josué Moreira Campos, em Niterói, onde atuou na banda do Colégio Plínio Leite, fazendo daí sua viagem aos estudos. Foi aluno de Jose Roberto, Carlos Rodrigues e, na UniRio, estudou flauta transversa com Sergio Barrenechea. É primeiro flautista na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e já atuou em turnês com as três maiores companhias de balé do mundo: Mariinsky, Alla Scala de Milão e Bolshoi.

 

Rubem Schuenk é doutor em Performance Musical pela UFMG, instituição na qual concluiu mestrado. Flautista do Quinteto Villa-Lobos desde 2012, se apresenta com o grupo nas principais salas de concerto do Brasil, além de países como Portugal, México, Alemanha, Eslovênia e Colômbia. Atua como primeira flauta solo na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Como professor, ministra aulas em festivais como os de Belém, Londrina e Cartagena de Índias na Colômbia.

 

 

SERVIÇO:

 

2º Encontro Carioca de Flautas

 

15 de novembro, quarta-feira, das 9h às 18h

Sala Villa-Lobos do Instituto Villa-Lobos / UniRio (Av. Pasteur, 436, Urca – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2542-3312)

 

Entrada gratuita, mediante inscrição pela internet

 

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