Escrito por em 6 dez 2017 nas áreas Lateral, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Sinfônica Brasileira apresenta-se no dia 10 de dezembro, na Sala Cecília Meireles.

 

Chega ao fim no domingo, 10 de dezembro, a série de concertos que celebrou a retomada das atividades da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O último concerto da série OSB na Sala ocorre às 18 horas, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, e conta com a formação completa da orquestra, sob a regência do maestro Lee Mills.

O repertório da apresentação é composto pela abertura da ópera Guilherme Tell, de Gioachino Rossini; Variações Enigma, de Edward Elgar; e pela Sinfonia em sol menor, de Alberto Nepomuceno – uma obra singular do Romantismo brasileiro.

 

Programa

Se, com Guilherme Tell, Rossini encerrava prematuramente, aos 37 anos de idade, em 1929, sua carreira de compositor de óperas, as outras peças do programa mostram autores em momentos de consolidação de suas trajetórias, no final do século 19.

As Variações Enigma foram criadas em 1898, como uma brincadeira doméstica de Elgar – a partir de um tema original, 14 variações, cada uma descrevendo um amigo do compositor. Acabaram ganhando uma difusão internacional rara para autores britânicos, com a nona variação, Nimrod, tornando-se um bis clássico de orquestras de todos os países.

Nascido a sete anos e sete mil quilômetros de distância de Elgar, no Ceará, Alberto Nepomuceno compôs sua Sinfonia em sol menor um pouco antes das Variações Enigma – em 1893. Se, nessa época, a forma sinfônica já tinha larga trajetória em solo europeu, no Brasil era ainda incipiente, e a de Nepomuceno constitui até hoje um dos exemplos mais vigorosos e bem-acabados de partitura brasileira no gênero.

 

Orquestra Sinfônica Brasileira

Reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes da música nacional, a Orquestra Sinfônica Brasileira soma mais de cinco mil concertos ao longo de seus 77 anos de atuação, revelando diversos talentos e promovendo, através de seus projetos educacionais e concertos públicos, a democratização do acesso à cultura.

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira foi pioneira não só na forma de levar a música sinfônica e de concerto para todos os cantos do Brasil e outros países, como também no incentivo à formação de novos talentos e difusão da cultura em território nacional. Em 2017 a OSB concentra sua temporada de concertos na Sala Cecília Meireles, mas toca também em Japeri e Petrópolis.

A série OSB na Sala celebra o recomeço das atividades da orquestra levando ao palco uma vocação histórica da Fundação OSB e de seus músicos: oferecer acesso à música de concerto sempre dando destaque a obras brasileiras. Dois dos programas de câmara serão exclusivamente de compositores nacionais. A NTS é a nova mantenedora da Orquestra Sinfônica Brasileira e o Bradesco e a Brookfield são os patrocinadores da Série OSB na Sala e dos concertos da orquestra em 2017.

 

Foto: Cícero Rodrigues

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Sinfônica Brasileira

Lee Mills, regência

 

10 de dezembro, domingo, às 18h

Sala Cecília Meireles (R. da Lapa, 47, Centro – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9224)

 

Ingressos: R$ 50, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

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