Escrito por em 3 jan 2018 nas áreas Balé/Dança, Programação, São Paulo

Sesc Pompeia recebe espetáculo da Cia. Gente, Fio do Meio, criado por Paulo Emílio Azevedo. nolvadex buy

 

“O corpo é o mediador para voltarmos a olhar a cidade”, ressalta o diretor e criador da proposta de Fio do Meio Brand Cialis online , Paulo Emílio Azevedo. O espetáculo, que estreou em setembro na Bienal de Dança 2017, em Campinas, ocupa agora a Rua Central e espaços do Sesc Pompeia, em São Paulo, a partir de 20 de janeiro, e se propõe a criar novos diálogos e novos olhares com a arquitetura da unidade.

Para o diretor, generic prozac Fio do Meio é mais uma representação da infinitude do ser humano, bem como a cidade, que se apresenta em contínua construção. Nessa via de mão dupla, estamos em movimento e em pausa observando a cidade que nos atravessa. Esses percursos, esses caminhos, as ruas, ou aderência aqui são chamados de dança” Brand Cialis online .

“Assim se estabelece a relação entre espaços urbanos e a dança. Não linear, mas algo aberto a mudanças advindas das interferências externas pré-estabelecidas ou inesperadas, como produto da reação do público, que acaba ajudando na construção de novas perspectivas”, explica Azevedo.

Paulo convidou os intérpretes Eduardo Hermanson “Willow” e Lucas Graça “Zina” pelo interesse em suas propostas de trabalho e suas relações com a cidade. “Havia a necessidade de tentar entender quem seriam os protagonistas de generic prozac Fio do Meio. Eduardo é um intérprete muito diferenciado pela qualidade de seus movimentos, e ser um intérprete-criador, atuando diretamente na rua, foi uma novidade e um desafio para ele. Lucas veio para criar um contraponto. Ele tem uma vasta experiência urbana, é conhecido por suas propostas de dança dentro dos trens do Rio de Janeiro”, aponta Azevedo.

Após reunir os nomes que participariam do espetáculo, os três passaram 70 dias na Cinelândia, nome popular da região do Centro do Rio de Janeiro, onde tiveram uma imersão diária de 5 a 6 horas, dialogando com a arquitetura, as ruas, as pessoas e estudando as várias possibilidades de criação e ocupação dos espaços. “E a construção foi acontecendo, entre uma série de situações que foram compondo o figurino, os movimentos e a trilha. Foi um processo muito intenso, e chegando em São Paulo, com tudo o que a cidade dispõe, Fio do Meio vai se transformar”, revela o diretor.

Esse é um ponto que Paulo sempre cultivou interesse: o nível de ocupação. Perguntas como ‘como podemos utilizar o espaço?’ e ‘como vemos esses lugares?’ nortearam a pesquisa do trio que entende a dança como parte integrada aos “percursos das ruas da cidade”. Não nascem prontas, são construídas ao longo do tempo.

“O Sesc Pompeia é muito urbano, sua arquitetura é diferenciada das outras unidades, porque nele há essa coisa do caminhar, onde as pessoas vão se perdendo e se achando. E isso vai criar uma mobilidade para os intérpretes, desenvolvendo esse olhar de como se adaptar aos espaços, com o público e com a arquitetura”, destaca Paulo.

 

Workshop

O diretor conduz também o workshop O Anarquitetônico, em que sugere a aproximação de uma experiência estética cujas ações se desdobram nos diálogos entre o corpo que dança e o espaço urbano. Trânsito de refletir e agir sobre uma cidade que se apresenta inacabada e aberta à sua própria reinvenção e de seus atores sociais, bem como a ressignificação de sua arquitetura e entornos. A atividade ocorre nos dias 20 e 21 de janeiro, sábado e domingo, das 10h às 13h. Para se inscrever, é só encaminhar carta de interesse para o e-mail oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br, até 12/01. As vagas são limitadas e a atividade é gratuita.

 

SINOPSE:

Arte e política interagem de modo pulsante, curvas, aclives, cimento e asfalto, poças pedindo pés calmos, moças gritando o terror, trans escárnios, cólera, inesperados cuspes nos pombos verdes da praça, muro virando gente, gente dormindo em paredes, gente comendo gente, gente matando gente, gente bicho chutando animal, gente com medo de lá, chão feio, chão duro, paixão, gente bonita […] A diversidade é o palco no qual nos vemos com as personagens mais indescritíveis que nos habitam. Pois, atuar por esses escombros, esquinas e abraços é o habitat onde vive nossa criação.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção e criação: Paulo Emílio Azevedo
Intérprete-criador: Eduardo Hermanson “Willow”
Intérprete convidado: Lucas Zina
Direção técnica: Filipe Itagiba
Assistente de direção: Salasar Jr.
Direção de produção: Beatriz Torres
Realização: Cia Gente

Paulo Emílio Azevedo é professor doutor em Ciências Sociais, com dedicação aos estudos em Antropologia do Corpo. A sua pesquisa atravessa os campos da Educação e da Cultura, ilustrados pelo processo criativo, conceitual e de gestão. Tem dez livros publicados e está em finalização do décimo cujo título é Um corpo na cidade. É fundador da Cia. Gente (RJ), pela qual assina os espetáculos Menu de Danças nolvadex order (Do It + Corpo), Módio e Tetralogia Cidade.

 

SERVIÇO:

 

Espetáculo “Fio do Meio”

Cia. Gente

 

20 de janeiro a 4 de fevereiro, sábados e domingos, às 17h

Sesc Pompeia – Rua Central (R. Clélia, 93, Pompeia – São Paulo)

 

Entrada gratuita

Sugestão etária: livre

 

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