Escrito por em 15 jan 2018 nas áreas Notícia

Recentemente, abrilhantou o Porgy and Bess em Belo Horizonte.

O baixo carioca, Luiz-Ottavio Faria foi nomeado, Artista da Semana, pela terceira semana seguida, pelo prestigiado website europeu Operissimo. Com menos de um mês, Luiz-Ottavio teve mais de 23 mil visitas na sua página.

Isso, depois de uma belíssima atuação em Belo Horizonte da ópera Porgy and Bess, a que tive o prazer de estar presente em uma de suas récitas. Para quem não conhece totalmente este expoente da lírica mundial, abaixo apresento o currículo do cantor.

Canta aqui nos meus ouvidos um passarinho que talvez tenhamos no Rio a ópera Porgy and Bess que, esperamos, tenha o especial concurso de nosso baixo.

 

Luiz-Ottavio Faria

A estréia mundial de Luiz-Ottavio Faria aconteceu na ópera Un Ballo in Maschera, de Verdi, no papel de Tommaso, ao lado do legendário tenor Carlo Bergonzi e do grande barítono brasileiro Fernando Teixeira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com temporada estendida para o Theatro Municipal de Sao Paulo.  Mais tarde, Commendatore (Don Giovanni), Ramfis (Aida), Sparafucile (Rigoletto), Sarastro (Die Zauberflute),  Colline  (La Bohème), Banquo (Macbeth), Oroveso (Norma), Zaccaria (Nabucco) e Timur (Turandot).

Alguns comentários de críticos da América na época destas apresentações destacaram a versatilidade e a qualidade ímpar do cantor ao despontar na cena internacional:

“…como Sparafucile dominou o palco tanto vocal como físicamente...” disse o crítico do Boro Park News;

“...o alto padrão de qualidade deste Trovatore apareceu desde o início na voz calorosa e vibrante do baixo Luiz-Ottavio Faria como Ferrando…” destacou o Community News.

A revista The Record descreveu Faria como um jovem artista de potencial superlativo ao elogiar suas atuações em papéis de peso como Silva (do Ernani, de Verdi”) e Sarastro (da A Flauta Mágica, de Mozart).

Também nos Estados Unidos, cantou em várias producões do Carnegie Hall, sob a regência da maestrina Eve Queler, e no musical On the Town, de Leonard Bernstein, no Dalacorte Theater de Nova York, quando mereceu o maior destaque da crítica de um dos mais importantes jornais da cidade (“...o maior mérito vocal está nas aparições do baixo Luiz-Ottavio Faria...”, escreveu Howard Kisse para o Daily News)

Luiz-Ottavio Faria foi vencedor de diversos concursos importantes, tanto no Brasil como no exterior. Entre eles, destacam-se o prêmio no XXI Concurso Carmen Gomes (1987); o troféu Baixo Guilherme Damiano (1987); a Bolsa de Estudos para a Juilliard School of Music (1989); o Die Meistersingers- AIMS, Gratz na Áustria (1994); o Opera Index, para a The Great Buffalo Opera; o YWCA (1995); o The New Jersey State Opera; o Lola Hayes Vocal Competition (1996) e o The William Mathews Sullivan Foundation Award (1997), entre tantos mais.

Podemos registrar também o seu excelente domínio de interpretacão no repertório sinfônico, que inclui o magistral Requiem, de Verdi, interpretado em Quebec, em New York, em Mexico City e no Festival Cervantino de Guanaruato, México. Também fazem parte do repertório de Faria a Nona sinfonia, de Beethoven (interpretada em New York), o Requiem de Mozart , The Kingdom, de Edward Elgar, Magnificat, de Bach, e Stabat Mater, de Rossini.

Em agosto de 2001, Luiz Ottavio-Faria se apresentou no Carnegie Hall de Nova York no papel de Marcel, na ópera Les Huguenots, de Mayerbeer, pelo qual mereceu a máxima consagração do público e da mídia internacional, admirado tanto pela magnífica qualidade de sua voz de baixo como por suas habilidades de ator dramático. Seu nome foi alvo de inúmeros elogios da crítica local, com destaques nas páginas de publicações como o Financial Times, entre outras. O crítico Brian Kellow, escrevendo para a prestigiada revista Opera News, sintetizou: “…o baixo Luiz-Ottavio Faria ofereceu uma poderosa e sonora rendição do personagem Marcel...”.

Ao longo de sua jovem porém vasta carreira de sucesso, apresentou-se sob a regência de consagrados regentes e regisseurs, tais como: Franco Zeffirelli, Riccardo Frizza, José Maria Florencio, Giancarlo del Monaco, Giuliano Carella, Robert Lyall, Kristine Mcintyre, Roberto Abbado, Isaac Karabtchevsky, Mauricio Garcia Lozano, Alfredo Silipigni, Roberto Minckzuc, Saverio Marconi, Will Cruchtfield, Marco Lacomelli, Enrique Batiz, Franco Ripa di Meana, Sílvio Barbato, Mark Gibson, Bia Lessa, Yoav Talmi, Henrique Passini, Neil Veron, Pier Francesco Maestrini, Mark Flint, Grahan Vick, Eve Queler, Lorenza Cantini, Lígia Amadio, Andrei Serban, Francis Graffeo, Thaddeus Strassberger, Ira Levin, Roberto Oswald, Gregory Ortega, Alejandro Chacon, Roberto Duarte, Andrew Morton, Bernard Labadie, Stephanie Sundine, James Meena, Naum Alves de Souza, Kyle Swann, Sérgio Brito, Kevin Stites, Ira Siff, Francois Clemmons, Gabriel Villela, Kamal Khan, Carroll Freeman, Luiz Fernando Malheiro, Mark Verzatt, Ward Holmquist, Franco Gentilesca, Bruno Aprea, Jerome Shannon, Jung-Ho Pak, Jamil Maluf, Eugene Kohn, Chen Kaige, Renato Palumbo, Kazushi Ono, Peter Keuschig, Daniel Oren, Srboljub Dinic, Maurizio Benini, Sílvio Viegas, Kazushi Ono, Allex Aguilera, Giorgio Gallione.

 

Mais críticas 

O baixo Luiz-Ottavio Faria, como de hábito, emprestou sua elegância ao chefe da Inquisição em Veneza, Alvise Badoero. No terceiro ato, ofereceu-nos uma ótima interpretação da cena e ária Sì, morir ella de!. Belíssimo timbre e excelente projeção são duas de suas maiores qualidades. Seu dueto com Laura, Bella così, Madonna, uma das cenas mais terríveis da ópera, em que Alvise ordena a morte da própria esposa, foi memorável“.
(Movimento.com (Brasil) Aug/ 27th//2006 – Leonardo Marques

Também o baixo Luiz-Ottavio Faria fez, com muita propriedade, o marido de Laura, Alvise, tirando o melhor partido possível de Si, morir ella dè, ária que, musicalmente, é muito fraca”. – Estado de São Paulo (Brasil) Aug/ 23rd/ 2006 – Lauro Machado Coelho

Resta, finalmente, registrar a excelência da voz de Luiz-Ottavio Faria, impecável no curto papel de Nourabad” – (Lauro Machado Coelho, Estado de São Paulo , São Paulo 06/ Setembro/2005)

Luiz-Ottavio Faria, com seu morno, baixo “tobacco-tinged”, esteve perfeito como o capitão sábio.” – (Maggie Larrick, Queens Anne News, Seattle, 02/Março/ 2005)

O baixo Luiz-Ottavio Faria fez um Sarastro sólido. Suas notas mais graves foram tão ricas e seguras quanto seus tons mais agudos, trazendo uma presença musical completa a seu desempenho e tornando ambos os hinos de Sarastro – como arias memoráveis.” – (Robert W. Butts Classical New Jersey Society Journal, 22/Julho/ 2004)

Luiz-Ottavio Faria fez um Zaccaria totalmente satisfatório, com facilidade para os agudos e um sonoro fá grave.” – (Luther Wade, Opera News, Fevereiro 2004)

Com notas baixas viscerais, o baixo Luiz-Ottavio Faria foi proeminente como Zaccaria, o mais elevado pastor dos hebreus.” – (William Thomas Walker, Classical Voice North Carolina, 01 de Novembro, 2003)

Como Banquo, o baixo brasileiro Luiz-Ottavio Faria, foi o responsável por uma das maiores qualidades do espetáculo: adequação na escolha do elenco para a ópera. Sua bonita voz traduz com plenitude a tessitura verdiana. A poética inflexão deste grande artista fica como marca registrada de seu bom gosto e apropriação na composição de um personagem perfeito.” – (Fábio de Mello, Movimento.com, 20/Julho/ 2002)

Ótimo, o baixo Luiz-Ottavio Faria no papel de Timur; sua doce voz foi muito bem acompanhada pela interpretação cênica que o cantor ofereceu,do sofredor e atormentado pai de Calaf.” – (Sabino Lenoci, L’ Opera magazine, Maio/ 2002)

Luiz-Ottavio Faria se lucio con una voz de bajo cantante de primera categoria como Alvise”. – (Eduardo Brandenburger, Opera Actual, Spain.)

O Baixo Luiz Ottavio (Timur) confirmou que, no momento, e’ uma das grandes realidades do Brasil“. – Tribuna da Imprensa, April 24th, 2002 by Maria Teresa Dal Moro

“No elenco, mereceu destaque, ainda, Luiz-Ottavio Faria, interpretando o goitacaz, voz potente, quase demoníaca, para um ator de boa presença cênica“. Estado de Minas, August 1999, by Marcello Castilho Avellar.

 

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