Escrito por em 23 jan 2018 nas áreas Notícia, Ópera, Programação, São Paulo

Óperas de Verdi, Strauss, Debussy e Puccini serão encenadas.


O Theatro Municipal de São Paulo (TMSP) anunciou a sua temporada 2018 com quatro óperas: La Traviata, O Cavaleiro da Rosa, Pelléas et Mélisande e Turandot. Uma programação – que inclui espetáculos inéditos – para celebrar os 50 anos do Balé da Cidade de São Paulo e concertos da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM), Orquestra Experimental de Repertório (OER), Coral Paulistano, Coro Lírico Municipal de São Paulo e Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

O ineditismo é um ponto forte desta temporada com a apresentação de obras nunca vistas no Brasil. As homenagens não ficaram de fora e os grupos também celebrarão o dramaturgo Frederico García Lorca e o centenário do maestro, compositor e pianista Leonard Bernstein.

Inaugurando o novo slogan Theatro Municipal – Onde Arte é Sentido –, toda a programação foi pensada e discutida pelo núcleo artístico junto aos artistas da Casa. Qualidade, otimização de recursos por meio do estabelecimento de parcerias e a diversidade dos gêneros impulsionaram a criação desta importante programação: a primeira realizada em sua totalidade pelo Instituto Odeon, que assumiu a gestão do complexo TMSP em setembro de 2017.

 

Temporada lírica

Nos seus 107 anos de história, a temporada lírica terá grandes produções que abordam a relação entre o amor e seus conflitos, por meio de uma seleção de importantes títulos de compositores, como Giuseppe Verdi, Richard Strauss, Claude Debussy e Giacomo Puccini. As temáticas sugerem questionamentos sobre tolerância, ambição, encantamento e desejo. O Amor em Todos os Sentidos é o elo entre todas as obras.

A estreia ocorre no dia 12 de maio, às 20h, com La Traviata, de Giuseppe Verdi. A direção será de Jorge Takla e as apresentações seguem até 23 de maio, sempre às 20h, com exceção da récita no domingo (13), que será às 18h. À frente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo estará o maestro titular Roberto Minczuk e o Coro Lírico Municipal de São Paulo será comandado por Mário Zaccaro. A obra possui uma das melodias mais conhecidas do universo operístico: Brindisi (a cena do brinde do primeiro ato), já interpretada por grandes tenores como Luciano Pavarotti. A produção é uma parceria com a Takla Produções Artísticas e a Fundação Clóvis Salgado.

A peça se passa em Paris. No enredo, o amor trágico entre uma cortesã e um jovem de classe alta. No papel de Violetta, as sopranos Nadine Koutcher e Jaquelina Livieri. Como Alfredo, os tenores Fernando Portari e Georgy Vasiliev. Como Germont, os barítonos Paulo Szot e Leonardo Neiva.

Quase um mês depois, em 15 de junho, às 20h, ocorre a estreia brasileira da ópera encenada O Cavaleiro da Rosa, de Richard Strauss, que terá direção cênica de Pablo Maritano. O elenco inclui a soprano Carla Filipic Holm como a Marechala; o baixo Sávio Sperandio como o Barão Ochs; a mezzosoprano Luíza Francesconi no papel do jovem Octavian; e a soprano Elena Gorshunova como Sophie.

“É uma das maiores e mais grandiosas óperas de todos os tempos. Tem 40 solistas, uma orquestração enorme, a participação do Coral Paulistano. Será um evento único no país”, comenta o maestro Roberto Minczuk.

No libreto, o amor é mostrado em atitude nobre e altruísta. Octavian, de 17 anos, é o amante da bela e madura Marechala Von Werdenberg, uma mulher de personalidade forte. Ao vê-lo apaixonado por uma menina da sua idade, Sophie, a Marechala desiste do seu romance.

Com o objetivo de remontar títulos de excelência que fazem parte do acervo, a temporada lírica retorna em outubro com a efeméride e obra prima operística de Claude Debussy, Pelléas et Mélisande. A ópera será uma remontagem de 2012, dirigida por Iacov Hillel, e marca o centenário de morte do compositor.

O drama se desenvolve por meio de um triângulo amoroso: após se perder na floresta, Mélisande é descoberta por Goulaud. Eles se casam, mas a jovem acaba se envolvendo com o irmão mais novo de Goulaud, Pelléas. As récitas ocorrem de 12 a 21 de outubro, sempre às 20h, com exceção do domingo, quando será às 18h. O barítono Yunpeng Wang interpretará Pelléas, a soprano brasileira Rosana Lamosa estará no papel de Mélissande e Goulaud será vivido pelo baixo-barítono Stephen Bronk.

Encerrando a temporada de óperas, o TMSP monta Turandot , de Giacomo Puccini, de 16 a 25 de novembro, sempre às 20h, com exceção do domingo, às 18h. A produção foi encenada uma única vez no Theatro Municipal em 1939. A montagem será dirigida por André-Heller Lopes e contará com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Coro Lírico e Coral Paulistano, com os maestros Roberto Minczuck, Mário Zaccaro e a maestrina Naomi Munakata nos comandos respectivamente. Turandot será interpretada pelas sopranos Elizabeth Blancke-Biggs e Annemarie Kremer; Calaf, o príncipe desconhecido, pelos tenores Rudy Park e Eric Herrero; as sopranos Gabriella Pace e Marly Montoni se revezarão na pele de Liù; e os baixos Luiz-Ottavio Faria e Carlos Eduardo Marcos cantarão a parte de Timur.

Em três atos, as récitas abordarão a história de uma princesa que, por não querer se casar, propõe aos pretendentes três enigmas. Quem se candidatar e não conseguir resolvê-los será morto. Na história, surge um Príncipe desconhecido que, encantado pela beleza da nobre, arrisca a própria vida por este casamento.

Confira aqui mais informações sobre o restante da temporada e sobre a venda de assinaturas.

 

Fonte: site oficial do Theatro Municipal de São Paulo (com edição).

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