Escrito por em 27 fev 2018 nas áreas Música sinfônica, Programação, São Paulo

Em 2018, conjunto fará dez programas com seu regente titular, maestros e solistas convidados, e ainda gravará mais um CD.


A Orquestra Jovem do Estado de São Paulo (OJE) anuncia sua temporada 2018 com dez programas de março a dezembro, sob a batuta de seu diretor musical e maestro titular Cláudio Cruz, e regentes e solistas convidados. Pelo quarto ano consecutivo, grava mais um CD, desta vez interpretando a 5ª Sinfonia, de Mahler, e encerra o ano com o violoncelista Antônio Meneses.

Ao todo serão dez programas com apresentações duplas e sempre passando pela Sala São Paulo. A Orquestra Jovem do Estado também vai percorrer cidades do interior, litoral e Grande São Paulo.

A estreia será no dia 10 de março (sábado), no Teatro Paulo Machado de Carvalho, em São Caetano do Sul. Com regência e solos do violinista Cláudio Cruz – que está à frente da orquestra desde 2012 –, o grupo formado por 90 bolsistas executa o ciclo de concertos O Martírio dos Insetos, de Villa-Lobos, e Sinfonia n. 4 – Romântica, de Anton Bruckner. No domingo (11), a apresentação é na Sala São Paulo, com o mesmo repertório.

No mês seguinte, o convidado é o maestro Roberto Tibiriçá, que rege um programa todo dedicado a Tchaikovsky, com Capricho Italiano, Romeu e Julieta e Sinfonia n. 6. As apresentações ocorrem nos dias 7 e 8 de abril, em Americana e na Sala São Paulo, respectivamente.

O maestro Cláudio Cruz retorna para comandar os próximos três programas. Em maio, no concerto que reúne peças de Stravinsky (Sinfonias para instrumentos de sopros), Barber (Adágio para cordas), Ravel (Daphnis et Chloé – Suítes 1 e 2) e uma obra do grego naturalizado francês Iánnis Xenákis (Aïs), a orquestra recebe o percussionista Rubens Lopes, ex-bolsista da Orquestra Jovem do Estado, vencedor do primeiro Prêmio Ernani de Almeida Machado, e atualmente integrante da Philharmonia Orchestra de Londres. Apresentações no dia 5, em Indaiatuba e 6, na Sala São Paulo.

Fechando o primeiro semestre, a OJE grava o seu quarto CD sob a batuta de Cláudio Cruz. E para comprovar o amadurecimento e evolução musical do grupo, nada melhor do que encarar os desafios da  Sinfonia, de Mahler. Serão semanas intensas de preparação para o concerto e a gravação do álbum, que o público poderá conferir no dia 10 de junho, na Sala São Paulo. O conjunto repete o repertório no concerto que fará no Festival Internacional de Campos do Jordão, em julho.

Em concerto dedicado a Stravinsky e sob o comando de Cláudio Cruz, a OJE toca em Ilhabela e na Sala São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto, respectivamente. No repertório, Feux d’Artifice e o balé A Sagração da Primavera. Como solista, um dos mais promissores talentos da música brasileira atualmente: o pianista Cristian Budu, que interpreta o Concerto para piano, de Schumann.

Valentina Peleggi é a convidada para reger o programa de setembro, que traz Fantasia sobre um tema de Thomas Tallis, do inglês Vaughan Williams, e Sinfonia n. 2, de Rachmaninov. As apresentações estão marcadas para os dias 15, na capital, e 16, em Jundiaí. A jovem maestrina italiana é regente titular do Coro da Osesp e acaba de ganhar uma bolsa de estudos da English National Opera, uma das principais companhias de ópera de Londres.

E para uma orquestra reconhecida no Brasil pela excelência no trabalho de formação de novos músicos, nada mais justo que dar uma oportunidade a quem está estudando regência em comandar um programa. É o que vai ocorrer em outubro, nos dias 13 (local a confirmar) e 14, na Sala São Paulo. O jovem José Soares, de apenas 20 anos, estará na batuta em Bachianas Brasileiras n. 4, de Villa-Lobos, e Pinheiros de Roma, do italiano Ottorino Respighi.

No penúltimo programa da temporada, a Orquestra Jovem recebe o regente brasileiro de maior destaque no exterior. Radicado nos EUA, Marcelo Lehninger comanda o grupo em concerto que terá Sinfonia n. 2, de Brahms. Filho da pianista Sônia Goulart e do violinista Erich Lehninger, Marcelo já esteve à frente da Filarmônica de Berlim e de solistas como o pianista Nelson Freire. Ele se apresenta com a OJE nos dias 10 e 11 de novembro, em Piracicaba e Sala São Paulo.

Para encerrar o ano, uma comemoração que já virou tradição da Orquestra Jovem nos últimos anos: o concerto do anúncio dos vencedores do Prêmio Ernani de Almeida Machado, que chega à sua sétima edição. Com regência de Cláudio Cruz, a orquestra recebe o violoncelista brasileiro Antonio Meneses em programa que tem Sinfonia n. 41 – Júpiter, de Mozart, e Don Quixote, de Richard Strauss. Apresentações nos dias 9, em Paulínia e 10, na Sala São Paulo – dia da premiação.

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

A Orquestra Jovem do Estado é ligada à Emesp Tom Jobim – Escola de Música do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura.

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, a Orquestra passou a ter Cláudio Cruz como regente titular e diretor musical, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade. Hoje, apresenta uma marcante identidade sonora, e sua forte coesão interna permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente.

Esse sucesso é fruto da abrangência de suas atividades pedagógicas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas. Na Emesp Tom Jobim, os bolsistas têm aulas com foco na temporada do grupo, que vão desde a prática instrumental até o estudo de história da música. Intensivos, os ensaios seguem o modelo de festival, com preparação de naipes, imersão no repertório e profunda interação com solistas e regentes convidados.

Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a orquestra realizou diversas turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a Sinfonia Fantástica.

 

Foto: Heloísa Bortz

 

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