Escrito por em 13 mar 2018 nas áreas Minas Gerais, Música de câmara, Música sinfônica, Programação

Sob regência do maestro Fabio Mechetti, Filarmônica de Minas Gerais faz concerto com obras de Rossini, Respighi, Puccini e Verdi.

 

A Filarmônica vai pela Itália em suas “expedições musicais”, dentro da série Fora de Série, no dia 17 de março, às 18h, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte. Na bagagem, duas obras de Rossini: Quarteto de sopros n. 1 em fá maior e Serenata per piccolo complesso. A viagem sonora inclui uma homenagem de Respighi a Rossini, na obra Rossiniana. O lirismo e a dramaticidade da música italiana, principalmente do gênero operístico, estão refletidos no nolvadex buy Capricho Sinfônico, de Puccini, e na Abertura de A Força do Destino, de Giuseppe Verdi. A regência é do maestro Fabio Mechetti, e os músicos que integram o quarteto de sopros são Renata Xavier (flauta), Jonatas Bueno (clarinete), Andrew Huntriss (fagote) e Evgueni Gerassimov (trompa).

A série Fora de Série tem como tema Expedições musicais. Os nove concertos vão explorar diferentes regiões e culturas por meio das variações formais que a música pode ter. As apresentações começam com obras camerísticas, apresentadas por músicos da Filarmônica, e o repertório seguirá com peças de estruturas musicais maiores para grupos mais numerosos. Os temas dos concertos serão: Itália, França, Rússia, Leste europeu, Estados Unidos, países hispânicos, países nórdicos, Alemanha e Brasil.

 

PROGRAMA:

Gioachino Rossini (1792-1868)
Quarteto de sopros n. 1 em fá maior cialis purchase
Serenata per piccolo complesso

Ottorino Respighi nolvadex purchase (1879-1936)
Rossiniana

Giacomo Puccini (1858-1924)
Capricho Sinfônico

Giuseppe Verdi (1813-1901)
A Força do Destino: Abertura

Rossini, de quem se comemoram os 150 anos de morte, simboliza o apogeu da ópera clássica italiana. Sua capacidade de criação era prodigiosa: no total, foram 39 óperas, numerosas obras religiosas, cantatas e trabalhos vocais esparsos, além de peças sinfônicas, de câmara ou para piano. As duas obras de Rossini apresentadas neste concerto mostram o compositor fora do teatro de ópera, mas ainda brilhante melodista e plenamente capaz de dominar a linguagem instrumental. São elas a versão para quarteto de sopros feita pelo clarinetista Friedrich Berr para as Sei Sonate a Quattro, compostas para quarteto de cordas em 1804, quando o artista tinha 12 anos, e a Serenata para pequeno conjunto (per piccolo complesso), de 1823.

Já a obra de Respighi, chamada Rossiniana, de 1925, é uma suíte orquestral baseada em um conjunto de peças para piano compostas por Rossini logo após se retirar do cenário operístico. Respighi respeita a obra original, mas intervém, intencionalmente, na orquestração, na seleção e na organização dos movimentos.

No que se refere aos compositores Puccini e Verdi, a ascendência de Rossini é mais discreta, mas ambos herdaram a tática do pressentimento dramático, do qual a Abertura de A Força do Destino é paradigma. Nela, Verdi consegue ser popular sem vulgaridade, acessível sem demagogia e emocionante sem pieguice.

Capricho Sinfônico é obra da juventude de Puccini, apresentada ao Conservatório de Milão, em 1883, como trabalho final de seus estudos. Nela, já se revelam alguns traços, mas ainda não toda a potência da criação sinfônica que viria a imortalizar o compositor.

 

Solistas

Integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, a flautista Renata Xavier começou a estudar música aos 7 anos no Conservatório Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pouso Alegre (MG), cidade onde nasceu. Concluiu seu bacharelado em 2002, na Universidade Estadual Paulista, sob orientação de Jean Noel Saghaard, tendo também sido aluna de Rogério Wolf. Participou dos principais festivais de música do país, dentre eles o de Campos do Jordão, a Oficina de Música de Curitiba e o Música nas Montanhas, em Poços de Caldas. Como convidada, apresentou-se junto às Sinfônicas de São José dos Campos, de Rio Claro e de Santos. A flautista também integrou outros grupos brasileiros, como as Bandas Sinfônicas Jovem do Estado de São Paulo e de Cubatão, e as Orquestras Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Heliópolis e a Sinfônica da USP.

Nascido em São Paulo, Jonatas Bueno iniciou seus estudos na Emesp e graduou-se em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orientação do professor Sérgio Burgani. Participou de masterclasses com Wenzel Fuchs, Christoph Muller, Michael Gurfinkel, Ovanir Buosi e Cristiano Alves. Em 2012, ganhou o primeiro lugar na categoria Música de Câmara no concurso Pré-Estreia da TV Cultura, com o Quarteto Nó na Madeira. Com o grupo, apresentou-se como solista em concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim, interpretando obras de Léa Freire, com arranjo de Luca Raele. Também venceu as edições 2010 e 2011 do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos, e a edição 2009 do Jovens Solistas da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. É músico da Filarmônica desde 2013.

Desde 2011, o escocês Andrew Huntriss integra o naipe de fagotes da Filarmônica. Antes disso, trabalhou como fagote principal com a Orquestra do Norte, em Portugal, fez estágio na Filarmônica de Londres e se apresentou como convidado com a Sinfônica de Bournemouth, RTÉ National Symphony Orchestra da Irlanda e o Balé Nacional Inglês. Também se apresentou em transmissões ao vivo com a Sinfônica de Londres e gravou para os Bee Gees com a Filarmônica Real. Fã de música de câmara, participou de inúmeros grupos, tendo se apresentado no Festival Hall em Londres e realizado uma turnê por igrejas no interior no Reino Unido com seu quinteto de sopros. Filho de membros de orquestra, iniciou os estudos musicais ainda criança, começando no fagote aos 12. Estudou Música e Filosofia na Universidade de Birmingham, e continuou a aperfeiçoar-se na Guildhall School of Music and Drama, sob orientação de fagotistas da Sinfônica da BBC e da Philharmonia Orchestra, obtendo mestrado em Performance.

Evgueni Gerassimov cheap prozac cialis buy cheap nasceu na Bielorrússia e mudou-se para o Brasil em 1996, para integrar a Orquestra Amazonas Filarmônica, onde tocou por onze anos. Na Europa, foi membro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Ópera e Balé de Minsk. Apresentou-se com a Filarmônica Nacional da Bielorrússia, a Orquestra Nacional de Rádio e TV, Orquestra Nacional de Câmara e Orquestra Klassik-Avangard. Com ampla experiência em música de câmara, já integrou os quintetos de sopros do Teatro Bolshoi na Bielorrússia, do Festival Schleswig-Holstein na Alemanha e da Filarmônica do Amazonas, além do quarteto de trompas BH Horns. Naturalizado brasileiro, o trompista está com a Filarmônica desde 2008 e também integra o seu Quinteto de Metais.

 

Foto: Alexandre Rezende

 

SERVIÇO:

 

Expedições: Itália – Série “Fora de Série”

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Renata Xavier (flauta), Jonatas Bueno (clarinete), Andrew Huntriss (fagote) e Evgueni Gerassimov (trompa)

Fabio Mechetti, regente

 

17 de março, sábado, às 18h

Sala Minas Gerais prozac without prescription (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 116 (balcão principal), R$ 92 (plateia central), R$ 68 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino e balcão palco) e R$ 44 (coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

 

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