Escrito por em 13 mar 2018 nas áreas Música contemporânea, Música de câmara, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Compositor faz 90 anos e recebe diversas homenagens no Rio de Janeiro.

 

O compositor Edino Krieger chega aos seus 90 anos com muita festa e honrarias, recebendo diversas homenagens que datam desde o início do ano, com o programa especial feito pelo jornalista Arthur Dapiève para a Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles. Ao longo de 2018, virão homenagens em Belo Horizonte e seu Concerto para violoncelo e orquestra será apresentado por Antonio Meneses no Rio de Janeiro e em diversas capitais, além da realização, em setembro, do 2º Festival de Música Brasileira Contemporânea Edino Krieger, em Florianópolis.

Neste mês de março, uma extensa programação de concertos vem percorrendo diferentes espaços culturais da capital carioca. Na quinta-feira, dia 15, dois dias antes de seu aniversário, o compositor e maestro recebe homenagem na Casa do Choro. O choro, aliás, sempre esteve presente na vida de Edino desde a primeira infância, pois seu pai, Aldo Krieger (1903-1972), era figura conhecida no circuito boêmio de Brusque (SC) na década de 1920. Aldinho, como era chamado, compunha e tocava polcas, tanguinhos e maxixes de sua autoria. Parte deste repertório será executado no primeiro módulo do show por um grupo de músicos que inclui Marcelo Caldi (sanfona), Luis Barcellos (bandolim), Dudu Oliveira (flauta) e Fabiano Salek (percussão).

Em seguida, o compositor Edu Krieger, filho de Edino, mostra algumas de suas canções que ficaram conhecidas nas vozes de cantoras como Maria Rita e Roberta Sá. Neste bloco, além da participação de PC Castilho (flauta), o palco terá ambiente familiar, com participação de Fabiano Krieger cialis order (guitarra) e Nina Krieger (percussão), respectivamente filho e neta do homenageado. Depois é a vez de Marcelo Caldi voltar à cena, interpretando duas peças de Edino para piano solo: Choro Manhoso (composta em 1952) e nolvadex cheapest Estudo Seresteiro (1956).

Encerrando o evento, o grupo vocal Ordinarius, comandado por Augusto Ordine, apresenta duas marchas-rancho compostas por Edino para os lendários festivais da canção: Passacalha (1968) e Fuga e Antifuga (1967, escrita em parceria com Vinícius de Moraes). Integram o grupo Maira Martins, Rebeca Vieira, Beatriz Coimbra, Carol Vanni, Augusto Ordini, Fabiano Salek, Marcelo Caldi prozac without prescription Fabiano Krieger.

A Sala Cecília Meireles recebe dois grandes espetáculos desta série comemorativa. No dia 16, sexta-feira, às 20h, sob a regência de Roberto Duarte, a Orquestra de Cordas da UFRJ abre o programa com Quatro Imagens de Santa Catarina (2005) e Concerto para Dois Violões (2008), com os solistas Mário Silva e Fábio Adour (violões). O programa segue com Divertimento para orquestra de cordas (1959) e Brasiliana (1960), trazendo José Staneck (harmônica). O Brasil Ensemble, com direção de Maria José Chevitarese, encerra o programa com Três Cantos de Amor e Paz (1967), em três movimentos, com textos de Goethe e Manuel Bandeira.

No dia 17, dia de seu aniversário, Edino ganha uma homenagem da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, novamente na Sala Cecília Meireles. Sob a regência de Tobias Volkmann e com participação da soprano Veruschka Mainhard, a orquestra apresenta obras de diferentes épocas, como Passacaglia para o Novo Milênio (1999), Fantasia Cromática e Fuga (2013), Canticum Naturale (1972) e Terra Brasilis (1999).

Coral Brasil Ensemble

 

O compositor

Edino Krieger nasceu em Brusque, Santa Catarina, a 17 de março de 1928. Iniciou, aos 7 anos, seus estudos de violino com seu pai, Aldo Krieger. Aos 15 transferiu-se para o Rio de Janeiro, para prosseguir sua formação no Conservatório Brasileiro de Música, onde estudou com H. J. Koellreutter. Em 1945 passou a integrar o Grupo Música Viva. Em 1948 foi escolhido em concurso para estudar com Aaron Copland, no Berkshire Music Center de Massachussets, EUA, onde assistiu também a aulas de Darius Milhaud. Estudou ainda na Juilliard School of Music, de Nova York com Peter Mennin (composição) e na Henry Street Settlement School of Music com William Nowinsky (violino). Representou a Juilliard no Simpósio de Compositores dos Estados Unidos e Canadá realizado em Boston, e atuou como violinista da Mozart Orchestra de Nova York.

Retornando ao Brasil em 1950 iniciou a atividade de produtor na Rádio Ministério da Educação, onde exerceu a função de diretor musical e organizou a Orquestra Sinfônica Nacional, e de crítico musical do jornal Tribuna da Imprensa. Em 1952, estudou com Ernst Krenek no 3º Curso Internacional de Verão de Teresópolis, RJ.

Com bolsa do Conselho Britânico, estudou em Londres durante um ano, com Lennox Berkeley, da Royal Academy of Music. Em 1959 obteve o primeiro prêmio no 1º Concurso Nacional de Composição do Ministério da Educação, com Divertimento para Cordas. Em 1961 seu Quarteto de Cordas n. 1 obteve o Prêmio Nacional do Disco. Em 1965, suas Variações Elementares foram estreadas no III Festival Interamericano de Música de Washington, e no ano seguinte seu Ludus Symphonicus foi estreado pela Orquestra de Filadélfia no III Festival de Música de Caracas, Venezuela. Em 1969 e 1970, organizou e dirigiu os Festivais de Música da Guanabara, dos quais se originaram, a partir de 1975, as Bienais de Música Brasileira Contemporânea.

Entre os prêmios e honrarias que recebeu estão: Prêmio Internacional da Paz do Festival de Varsóvia (1955), Prêmio da Fundação Rottelini de Roma (1955), Medalha de Honra do Cinquentenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1959), Troféu Golfinho de Ouro (1969 e 1988), a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza, do Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina (1997), Troféu Barriga-Verde (1977), Comenda da Ordem Cultural do Ministério da Cultura e Belas Artes da Polônia (1985), Medalha do Mérito Cultural Anita Garibaldi, do Estado de Santa Catarina (1986), Prêmio Nacional da Música do Ministério da Cultura (1994) e Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pela cidade do Rio de Janeiro.

Dirigiu a divisão de música clássica da Rádio Jornal do Brasil e exerceu a crítica musical no Jornal do Brasil nolvadex purchase . Em 1976 assumiu a direção artística da Funterj – Fundação de Teatros do Rio de Janeiro. Em 1979 criou o Projeto Memória Musical Brasileira/Pro-Memus, junto ao Instituto Nacional de Artes da Funarte – Fundação Nacional de Arte, do Ministério da Cultura. De 1981 a 1989 foi diretor do Instituto Nacional de Música. Foi presidente da Funarte, da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Música, além de diretor da Sala Cecília Meireles.

Seu catálogo inclui obras para orquestra sinfônica e de câmara, oratórios, música de câmara, obras para coro e para vozes e instrumentos solistas, além de partituras incidentais para teatro e cinema. Suas composições têm sido executadas com frequência no Brasil e no exterior, inclusive por orquestras do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Bahia, Belo Horizonte, Liège, Bruxelas, Paris, Londres, Munique, Buenos Aires, Córdoba, Nova York, Filadélfia, Washington, Colônia, Tóquio e outras.

 

SERVIÇO:

 

Regional do Choro, Edu Krieger, Marcelo Caldi e grupo Ordinarius

 

15 de março, quinta-feira, às 19h

Casa do Choro – Auditório Radamés Gnattali (R. da Carioca, 38, Centro – Rio de Janeiro)

 

Ingresso: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos (pagamento apenas em dinheiro)

 

Orquestra de Cordas da UFRJ e Brasil Ensemble

cialis purchase José Staneck, harmônica

Mário Silva e Fábio Adour, violões

Roberto Duarte, regência

 

16 de março, sexta-feira, às 20h

Sala Cecília Meireles (R. da Lapa, 47, Lapa – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9223)

 

Ingressos: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Orquestra Sinfônica Nacional da UFF buy prozac

Veruschka Mainhard, soprano

Tobias Volkmann, regência

 

17 de março, sábado, às 20h

Sala Cecília Meireles (R. da Lapa, 47, Lapa – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9223)

 

Ingressos: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Faça seu comentário