Escrito por em 11 mar 2018 nas áreas Ópera, Programação, Rio de Janeiro

Obra cômica de Pergolesi será apresentada nos dias 17 e 18 de março, no Rio de Janeiro.

 

A música lírica chega, enfim, à Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. O monumental edifício projetado pelo arquiteto francês Christian Portzamparc foi concebido exatamente para ser um espaço de música e ópera (seria sede e principal sala de apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira), mas, de fato, há pouca movimentação de música clássica por ali.

Graças aos esforços do maestro buy prozac online Evandro Rodriguese, três óperas serão ali apresentadas em 2018 (saiba mais aqui) cialis online , e o primeiro título – La Serva Padrona, de G. Pergolesi – tem récitas nos dias 17 (às 20h) e 18 de março (às 19h, com tradução ao vivo em Libras).

Rodriguese responde pela direção musical e pela regência, enquanto a direção cênica cabe a Manuel Thomas. No elenco, a soprano Daruã Góes (Serpina), o barítono Rafael Siano (Uberto) e o ator Leonardo Nogueira (Vespone, personagem mudo). Acompanha a Atlantis Opera Orchestra, formada por Kelly Davis Moura e Thiago da Costa (violinos), João Reis (viola) e Diogo Moura (violoncelo).

 

A ópera Brand Cialis

La Serva Padrona foi composta em 1733, como dois intermezzi generic prozac inseridos entre os atos de uma ópera séria, Il Prigionier Superbo (O Prisioneiro Orgulhoso). Seu autor, Giovanni Battista Draghi (1710-1736), organista, violinista e compositor, era natural da cidade de Pergola – por isso popularmente conhecido como Pergolesi. Foi a primeira apresentação lírica em Nápoles depois do terremoto de 1732, que fechou todos os teatros da cidade. As obras foram compostas em comemoração ao aniversário da Imperatriz Isabel Cristina da Áustria, esposa de Carlos VI, Sacro Imperador Romano e, na época, Rei de Nápoles

A obra, que tem libreto de Gennaro Antonio Federico, baseada na peça homônima de Jacopo Angello Nelli, foi também a origem da célebre Querelle des Bouffons (Querela dos Bufões), inspirando diferentes pensadores franceses, liderados pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau, a questionarem os rumos da ópera francesa, em contraponto à simplicidade e à naturalidade do estilo italiano. Do outro lado da disputa, estava o compositor Jean-Philippe Rameau, acusado de estar ultrapassado, e cuja música era considerada complicada demais por seus adversários.

Diferente do Il Prigionier, a pequena ópera-bufa tornou-se um importante título do teatro lírico, e a única obra não-sacra do compositor que permanece no repertório corrente até os dias atuais.

 

Sinopse

viagra online La Serva Padrona começa com a primeira intervenção de Uberto, um rico solteirão que reclama da constante demora de sua serva, Serpina, em atendê-lo, bem como de sua postura de patroa. Após discutirem, Uberto incumbe o empregado, Vespone, de lhe arrumar uma esposa obediente, pois somente assim poderá ter uma casa organizada, sem ficar à mercê dos caprichos de sua serva. Após rebater as críticas do patrão, Serpina revela mais de sua personalidade e se oferece como a melhor opção de esposa para ele, que logo a desdenha. Após um belo dueto, o primeiro intermezzo termina.

Adaptando a ideia do próprio Uberto, Serpina coloca Vespone a seu serviço, convencendo Uberto de que se casará com um homem muito temido, conhecido como Capitão Tempesta (que, na verdade, é o servo Vespone disfarçado). O mudo capitão se comunica através de Serpina e exige de Uberto um dote enorme para se casar com ela, afirmando que, caso não receba seu dinheiro, obrigará o próprio Uberto a contrair matrimônio com a jovem. A astuta serva fez uma aposta correta na avareza do patrão, tendo sucesso em seu plano. Após descobrir que o temido capitão não passa do inofensivo Vespone, Uberto compreende que sempre amou Serpina e que toda a história foi apenas um pretexto para uni-los. E assim, a ópera termina com um lindo e feliz dueto de amor.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção musical e regência: Evandro Rodriguese
Direção cênica: Manuel Thomas
Elenco: soprano Daruã Góes (Serpina), barítono Rafael Siano (Uberto) e ator Leonardo Nogueira (Vespone)
Atlantis Opera OrchestraKelly Davis Moura e Thiago da Costa, violinos; João Reis, viola; e Diogo Moura, violoncelo
Figurinos: Marcelo Moianno
Luz: Júlia Requião
Legendas: Loren Vandal
Libras: Lorraine Mayer
Produção: Kether Arts

 

Na foto do post: Rafael Siano (de azul), Daruã Góes e Leonardo Nogueira (de roxo)

 

SERVIÇO:

 

“La Serva Padrona”, ópera de G. B. Pergolesi

 

Daruã Góes (soprano), Rafael Siano (barítono) e Leonardo Nogueira (ator)

Manuel Thomas, direção cênica

Evandro Rodriguese, direção musical e regência

 

17 e 18 de março, sábado e domingo, às 20h e às 19h, respectivamente

Na récita de 18/3 haverá tradução ao vivo em Libras

Cidade das Artes (Av. das Américas, 5.300, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro. Tel.: 21 3325-0102)

 

Ingressos: R$ 50, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Duração aproximada: 60 minutos

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