Escrito por em 5 mar 2018 nas áreas Crítica, Lateral, Música sinfônica, Rio de Janeiro

Orquestra Sinfônica Brasileira e Cristian Budu abrem a Temporada 2018 da Sala Cecília Meireles.

 

Quem foi à Sala Cecília Meireles no sábado, 3 de março, testemunhou uma noite vigorosa e repleta de boa música. De casa lotada, o espaço deu início à sua temporada 2018 com um festival integralmente dedicado a Wolfgang Amadeus Mozart. Até o fim do mês, a Sala terá sido palco para sete concertos cujos programas incluem sinfonias, aberturas de óperas, uma serenata, concertos para piano e um concerto para flauta, sempre com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), parceira da instituição nesta empreitada corajosa. Para este primeiro espetáculo, o solista convidado foi o pianista Cristian Budu, vencedor do Concurso Clara Haskil.

O frescor inesgotável de Mozart foi muito bem explorado pelo excelente time de músicos. Uma OSB cheia de fôlego abriu o concerto com a overture de Così Fan Tutte, um aperitivo do que seria a noite, que contou ainda com duas sinfonias e um concerto. Cheio de segurança, o jovem regente Lee Mills ofereceu ao público uma leitura enérgica e firme, sem deixar de dar atenção às nuances e detalhes que nunca são poucos nas obras de Mozart.

Para o programa, foram escolhidas duas sinfonias de Mozart: a n. 25, em sol menor, e a n. 35, em ré maior Viagra Professional purchase . Em ambas as obras – tão distintas uma da outra –, Lee Mills percorreu com elegância as várias mudanças de humor, munido de uma afinidade com Mozart quase instintiva. Na Sinfonia n. 25, a primeira em tom menor do compositor, o maestro e sua orquestra afiadíssima souberam explorar o contraste entre as passagens mais divertidas e os momentos épicos. Na ensolarada Sinfonia n. 35, não faltaram frescor e sensibilidade: as gradações dinâmicas ora deixavam os corações a mil, ora faziam o público prender a respiração.

O grande momentum da noite, no entanto, foi a apresentação do Concerto para piano em mi bemol maior, K 271, Jeunehomme. Cristian Budu, como bem afirmou a revista Gramophone, possui uma maturidade Amoxicillin without prescription “de causar inveja em pianistas com o dobro de sua idade”. Seu toque refinado e decidido, sua respiração sinérgica com a orquestra e sua total compreensão estrutural da obra garantiram uma interpretação inteligente, bela e polida. Desde a aparição do piano no primeiro movimento até o último acorde no terceiro movimento, Budu sustentou um magnífico controle técnico, sem perder o mínimo de sua espontaneidade preciosa.

O Festival Mozart ocorre durante todo o mês de março e é fruto de uma parceria entre a Sala Cecília Meireles e a Orquestra Sinfônica Brasileira. O conjunto se apresenta ao lado de grandes solistas, como Linda Bustani, Leonardo Hilsdorf e Tiago Meira. Além dos concertos noturnos, o festival inclui ainda os Concertos da Juventude, realizados nas manhãs de domingo e com ingressos a preços populares.

A Sala Cecília Meireles e sua equipe, como de costume, não deixam a desejar e mostram que oferecer o público a melhor música é sua verdadeira vocação.

 

Texto de autoria do leitor MAX LIMA (1992), mestrando em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em que realiza pesquisas de melopoética que relacionam música e literatura.

 

Foto: Vitor Jorge Cialis Super Active

 

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