Escrito por em 20 abr 2018 nas áreas Ação social, Infantil, Notícia, São Paulo

Projetos aproximam música clássica de milhares de crianças em Piracicaba.

 

Ao todo, 6.300 crianças da rede de ensino serão contempladas, em 2018, com os projetos Música nas Escolas e ABC do Dó, Ré, Mi. Frutos de parceria entre a Orquestra Sinfônica de Piracicaba (OSP) e a Secretaria Municipal de Educação, as iniciativas serão retomadas em abril, como forma de proporcionar a formação, difusão e valorização cultural dos estudantes dos ensinos infantil e fundamental. Desde 2015, 21.500 alunos, com idade de 6 a 10 anos, assistiram aos projetos.

 

A Escola Professora Ilda Jenny Stolf Nogueira, no bairro Glebas Califórnia, em Piracicaba, é a primeira a receber o Música nas Escolas, no dia 25 de abril, em sessões às 9h e 10h. No dia seguinte (26), é a vez da Escola Alberto Thomazi, no Cruz Caiada, e na sexta (27), da Escola Maria Benedicta Penezi, no Campestre. Até novembro, quartetos de cordas, madeiras e metais visitam 21 escolas, num total de 1.223 crianças assistidas, e demostram a elas que qualquer gênero musical pode ser executado por uma orquestra.

 

Desenvolvido no Teatro do Engenho, o projeto ABC do Dó, Ré, Mi tem sua estreia na sexta (27), às 9h e 10h, em sessões que serão assistidas por 800 crianças de oito escolas. Até novembro, o público chegará a 5.082 alunos. O espetáculo é uma mescla de show com concerto e conta com a participação de 18 instrumentistas da OSP, do ator Romualdo Sarcedo, intérprete do personagem Zé da Batata, e do violinista Luis Fernando Dutra, que interpreta o maestro.

Segundo a secretária municipal de Educação, Angela Jorge Corrêa, os projetos constituem um diferencial na formação oferecida pelo município: “Ao observar uma orquestra, as crianças recebem valores como trabalho em equipe, responsabilidade e disciplina. A música é um elemento imprescindível, se aliada aos processos pedagógicos, para transmitir valores estéticos, cognitivos, emocionais e artísticos, além de aguçar a criatividade”.

 

Diretor artístico e regente titular da OSP, o maestro Jamil Maluf elaborou os projetos a partir do diálogo com as coordenações de educação infantil e de ensino fundamental. “A intenção é de formar público em música erudita e democratizar o acesso à cultura”, diz Maluf, que por três décadas desenvolveu projetos semelhantes na capital paulista, no Theatro Municipal de São Paulo, onde é regente da Orquestra Experimental de Repertório, por ele criada na década de 1980.

 

Funcionamento

No caso do Música nas Escolas, as aulas laboratórios começam com uma breve explanação sobre a história dos instrumentos e demonstração prática sobre seu funcionamento. Os alunos podem fazer perguntas e sentir de perto os instrumentos. Eles também ouvem músicas conhecidas, de temas de filmes ou desenhos, além de canções célebres da música erudita, todas com a intenção de provocar a percepção de que o gênero está próximo de suas rotinas.

 

 

Ao costurar música e teatro, o projeto ABC do Dó, Ré, Mi tem seu roteiro ancorado na linguagem do humor. Um maestro e um ator cômico guiam a plateia pelo maravilhoso mundo dos sons. Instrumentos de brinquedo são incorporados e também são apresentadas canções conhecidas do público infantil. Além disso, os músicos apresentam a Suíte dos Comediantes, do compositor russo Dmitry Kabalevsky. O projeto foi criado em 2016 e tem o apoio da Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo.

Reconhecida por leis municipal e estadual como entidade de utilidade pública sem fins lucrativos, a OSP completou 118 anos. Desde março, desenvolve a temporada de concertos, sempre uma vez por mês e com entrada gratuita, no Teatro do Engenho. Em abril, foi lançado oficialmente o projeto Pequena Grande Orquestra, em que 40 alunos da Escola Municipal Professora Olávia Capranico, no bairro Mário Dedini, recebem aulas semanais de violino.

 

Fotos: Rodrigo Alves

 

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