Escrito por em 14 abr 2018 nas áreas Minas Gerais, Ópera, Programação

PalA?cio das Artes sedia nova montagem de La Traviata, de Verdi, com Jaquelina Livieri, Fernando Portari e Paulo Szot.

 

Concebida como um melodrama, ou um retrato ousado e chocante de uma sociedade, La Traviata, de Giuseppe Verdi, A� a nova montagem operA�stica da FundaA�A?o ClA?vis Salgado (FCS). Com libreto de Francesco Maria Piave, baseado no romanceA�A Dama das CamA�lias, de Alexandre Dumas Filho, o tA�tulo estA? de volta ao palco do Grande Teatro do PalA?cio das Artes apA?s oito anos desde sua A?ltima encenaA�A?o em Belo Horizonte. Para essa nova montagem, o clima romA?ntico da Paris do sA�culo 19 A� o grande destaque. Em meio a uma sociedade conservadora, uma mulher e um homem de mundos opostos se vA?m aprisionados aos preconceitos e A�s tradiA�A�es da sociedade local, em detrimento do amor que sentem um pelo outro.

Com direA�A?o musical e regA?ncia de Silvio Viegas, e concepA�A?o e direA�A?o cA?nica de Jorge Takla, La Traviata serA? apresentada em dois atos e conta com a Orquestra SinfA?nica e o Coral LA�rico de Minas Gerais, e a Cia. de DanA�a PalA?cio das Artes. Protagonizando a histA?ria, a soprano argentina Jaquelina Livieri, no papel de Violetta ValA�ry; e o tenor Fernando Portari, interpretando Alfredo Germont. Completam o elenco os solistas Paulo Szot (Giorgio Germont), Juliana Taino (Flora Bervoix), FabA�ola Protzner (Annina), Thiago Soares (Gastone), Pedro Vianna (BarA?o Douphol), Cristiano Rocha (MarquA?s da��Obigny), Mauro Chantal (Dottore Grenvil), Lucas Damasceno (Giuseppe) e Thiago Roussin (Mordomo de Flora e Mensageiro).

Aclamada mundialmente como uma das A?peras mais populares de todos os tempos, La Traviata A� uma superproduA�A?o que envolve mais de 200 profissionais, no palco e nos bastidores. SA?o 11 solistas, 140 mA?sicos da SinfA?nica e do Coral, 14 bailarinos da Cia. de DanA�a, alA�m de mais de 60 tA�cnicos de palco, assistentes, contrarregras, maquiadores e cabeleireiros. Esta A� 5A? vez que a FCS produz La Traviata. A composiA�A?o de Verdi deu inA�cio A� veia operA�stica da instituiA�A?o, em 1971, e foi montada em novas versA�es em 1988, 1998 e 2010.

Para Silvio Viegas, regente da SinfA?nica de MG e diretor musical desta produA�A?o, La Traviata atrai o pA?blico a partir de uma narrativa romA?ntica que rompe barreiras. O fascA�nio por essa histA?ria vai alA�m da musicalidade, uma das mais belas do repertA?rio operA�stico. a�?AlA�m do assunto, que trata das brigas entre camadas sociais e a paixA?o que as atravessa, a mA?sica da A?pera A� de uma beleza e intensidade extremasa�?, conta. A A?ria Libiamo ne’ lieti calici, canA�A?o mais famosa da A?pera, A� a combinaA�A?o perfeita desse fervor musical e da suavidade do amor do casal. a�?A plateia entra em contato direto com essas nuances, e fica difA�cil nA?o se apaixonara�?.

A forA�a da dramaturgia, transformada por Verdi em A?pera, A� um dos pontos altos do espetA?culo. a�?Verdi costumava dizer que precisava encontrar a cor certa para cada A?pera e, encontra-la, A� sempre um grande desafio. Os tempos e contrastes corretos para cada personagem devem ser buscados com cuidado, analisando o texto e sua intenA�A?o, cada detalhe musical presente na partituraa�?, destaca Viegas. a�?Nada nesta A?pera estA? a�?soltoa��, tudo possui um significadoa�?, complementa o maestro.

Viegas promete uma produA�A?o belA�ssima, feita com uma direA�A?o cA?nica extremamente competente e rica. a�?Espero que a plateia se emocione e perceba que La Traviata poderia estar se passando hoje, onde a vilania nA?o se encontra nos personagens, e sim na sociedade preconceituosa e intolerante que permanece entre nA?sa�?, conclui.

 

Revivendo uma histA?ria

ResponsA?vel pela concepA�A?o e pela direA�A?o cA?nica de La Traviata, Jorge Takla mantA�m a fidelidade do espetA?culo A� A�poca em que foi escrito e produzido. Com mais de 100 espetA?culos encenados no currA�culo, entre A?peras, musicais e peA�as de teatro, o diretor vai ambientar a histA?ria de Verdi na Paris de 1865, para tratar dos assuntos centrais da sociedade burguesa, com destaque para o papel e a condiA�A?o da mulher na sociedade, a estrutura familiar e das classes. Segundo Takla, a reproduA�A?o do espetA?culo com as caracterA�sticas de uma Paris no sA�culo 19 nA?o restringe as interpretaA�A�es a uma visA?o contemporA?nea.

a�?Ao reproduzir La Traviata nos dias de hoje, obtemos uma leitura muito importante sobre a liberdade da mulher frente ao patriarcado, sobre o mundo da prostituiA�A?o, do machismo e do preconceito. Dessa forma, mantemos a A�poca e preservamos o seu fascA�nio, sem necessariamente criar um espetA?culo com cara de museua�?, explica. Takla complementa que essa montagem deve procurar a verdade das emoA�A�es dos artistas. a�?Tento sempre atingir o coraA�A?o do pA?blico. Tenho a honra de trabalhar com Jaquelina Livieri, que assisti no Teatro ColA?n, e Fernando Portari e Paulo Szot, parcerias que mantenho hA? 20 anos, desde o nosso primeiro espetA?culo juntosa�?, conta.

Para o diretor, encabeA�ar uma montagem tA?o popular e resgatar as tradiA�A�es do perA�odo em que foi composta A� um desafio que envolve toda a produA�A?o do espetA?culo, alA�m de ser uma oportunidade para atrair um novo pA?blico apreciador do gA?nero. a�?A A?pera A� um conto contemporA?neo, e buscamos produzi-la com amadurecimento e generosidade no olhar. A� um desafio conquistar a presenA�a de todas as geraA�A�es, mas acredito nessa montagem como um grande sucessoa�?, finaliza.

 

Amor transviado

La Traviata A� a histA?ria de amor mais popular de Giuseppe Verdi. O compositor italiano se inspirou em outro clA?ssico mundial, o livro A Dama das CamA�lias, escrito em 1848 por Alexandre Dumas Filho. No romance, de cunho semiautobiogrA?fico, a paixA?o entre Armand Duval, membro da alta burguesia, e Marguerite Gautier, a mais bela cortesA? de Paris, A� o tema central da narrativa. O casal enfrenta o preconceito de uma FranA�a classista que nA?o aceita o romance entre um jovem burguA?s e uma cortesA?.

A solista argentina Jaquelina Livieri, que interpreta Violetta ValA�ry, se diz muito feliz em participar da montagem. a�?O PalA?cio das Artes possui um lindo teatro onde se trabalha com profissionalismo e todas as pessoas que levam A� diante os projetos operA�sticos sA?o maravilhosas. AlA�m disso, amo a cidade e gostei muito de terem me chamado novamente para trabalhar aquia�?, conta a cantora, que se apresenta pela segunda vez em Belo Horizonte apA?s sua estreia nos palcos brasileiros com a A?pera Lucia di Lammermoor, de Gaetano Donizetti, em novembro de 2015.

Para Livieri, o papel da protagonista A� muito exigente, e ao mesmo tempo encantador, assim como tudo que a acompanha. a�?Mais difA�cil do que qualquer exigA?ncia vocal, A� ser capaz de a�?dizera�� com o canto, falar, contar uma histA?ria, colocar-se na pele do personagem e desapropriar-se de seu prA?prio sera�?. Acerca da narrativa de La Traviata e o papel que interpreta, a artista declara que as opressA�es sociais seguem existindo, ainda hoje. a�?Os preconceitos sA?o de todos os tempos e A� muito difA�cil desconectar situaA�A�es que datam de tantos sA�culos atrA?s. Cabe esclarecer que as cortesA?s eram pessoas cultas na A�poca. Eram refinadas, cultivavam o glamour dos salA�es da burguesia e eram apreciadas pelos homens justamente pelo poder da conversaA�A?o. Mas, por serem mulheres de todos e de ninguA�m, nunca se casavam com seus amantesa�?, conclui.

O grande amor de Violetta ValA�ry, Alfredo Germont, A� interpretado por Fernando Portari, jA? familiarizado com esse papel. Com mais de dez produA�A�es de La Traviata pelo Brasil e pelo mundo, Portari afirma ter vivido muitas experiA?ncias com Germont. Segundo o solista, A� necessA?rio mergulhar na experiA?ncia proporcionada pela interpretaA�A?o: a�?Muitas vezes me perguntam qual a minha A?pera favorita, e eu digo sempre que A� a que estou fazendo no momento. Preciso me apaixonar pelo personagem. Preciso que seja uma relaA�A?o inteira para que o resultado seja completo. Tenho grandes expectativas com a nova montagem, que conta com um elenco entrosado, que jA? estabeleceu uma relaA�A?o de confianA�a e intimidade, garantia de sucessoa�?.

 

O flamenco e a tourada

Mais uma vez, a Cia. de DanA�a PalA?cio das Artes integra o elenco de uma montagem operA�stica da FCS. Em La Traviata, o corpo artA�stico traz uma proposta coreogrA?fica que mistura a danA�a flamenca, o balA� clA?ssico e a danA�a contemporA?nea. CriaA�A?o de Cristiano Reis, regente da Cia., a coreografia reA?ne 14 bailarinos. “O momento de participaA�A?o da Cia. explora a linguagem dos toureiros e das ciganas, buscamos elementos e informaA�A�es que agregassem os movimentos corporais dos bailarinosa�?, ressalta Reis.

Os bailarinos puderam mergulhar no universo tA�cnico e estA�tico da danA�a flamenca a partir de uma oficina ministrada pela professora e bailarina Mila Conde. a�?A narrativa deve estar presente nA?o sA? no figurino, mas tambA�m no jeito de se mover. Assistimos a alguns filmes para buscar referA?ncias, como Carmen (1983) e Bodas de Sangue (1981), do diretor espanhol Carlos Sauraa�?.

Explorando o bastA?o carregado pelos bailarinos, que interpretam os toureiros, Reis buscou a movimentaA�A?o. a�?O virtuosismo e a masculinidade, trazem esse universo da tourada, da arena, do risco. Os bailarinos fazem movimentos acrobA?ticos e atA� muito arriscados, relembrando uma lutaa�?, explica. A preparaA�A?o corporal das bailarinas envolveu de forma ainda mais intensa as caracterA�sticas do estilo de danA�a espanhola. a�?A coreografia das mulheres bebeu muito no flamenco, por representarem ciganas. Elas revivem os movimentos com as posturas, os braA�os, explorando a marcaA�A?o de ritmo com as mA?osa�?, conclui.

 

Releituras oitocentistas

Os mais de 300 figurinos de La Traviata sA?o assinados pelo paulista CA?ssio Brasil, que atua pela primeira vez em uma produA�A?o da FundaA�A?o ClA?vis Salgado. Com o objetivo de resgatar a tradiA�A?o e o glamour das vestimentas parisienses do sA�culo 19, CA?ssio desenhou um figurino que deixa em evidA?ncia a opressA?o, o conservadorismo e o preconceito daquela sociedade, alA�m de ser um reflexo da exuberA?ncia da A�poca.

a�?Tenho muito fascA�nio pelo estudo da indumentA?ria. O modo como as pessoas se vestiam, para alA�m do ponto de vista da moda, mas do ponto de vista sociolA?gico, econA?mico, ideolA?gico, e todas as questA�es complexas do mundo que passam pela roupa, pelo modo como as pessoas se vestem. E, nesta montagem, A� muito importante o lugar que a mulher ocupa na sociedade, a classe social, a classe dominante e como ela se comporta a�� sA?o fontes inesgotA?veis de interesse e inspiraA�A?oa�?, revela o figurinista.

As indumentA?rias reA?nem caracterA�sticas do perA�odo transitA?rio na moda parisiense (1865), principalmente na configuraA�A?o dos vestidos. a�?Esse foi um perA�odo em que a volumetria da saia A� caracterA�stica do perA�odo romA?ntico a�� que parece uma xA�cara, ou o tradicional a�?bolo de noivaa��. Nos preocupamos em nA?o criar uma produA�A?o com cara de museu. Optamos por algo mais elegante, uma silhueta bem construA�da, com acabamentos sintA�ticos, enxutosa�?, destaca.

A iluminaA�A?o A� de FA?bio Retti, que tem atuado em vA?rias montagens da FundaA�A?o ClA?vis Salgado nos A?ltimos anos e A� uma referA?ncia nacional na iluminaA�A?o de A?peras. Apesar da primeira vez em uma montagem de La Traviata, Retti diz jA? ser familiarizado com o estilo de Verdi. a�?JA? consigo dialogar bem dentro da linguagem do compositor, que exige uma montagem com contrastesa�?, ressalta. a�?A narrativa de La Traviata mescla o glamour da Paris efervescente, seu brilho intenso, com a melancolia da doenA�a de Violetta. Trabalho a partir disso com variaA�A�es entre luzes quentes e alegres para momentos de festas e comemoraA�A�es, e luzes frias para momentos mais A�ntimos que expA�em a realidade dos personagensa�?, conclui.

O cenA?rio remete ao clima da capital francesa oitocentista e A� assinado pelo argentino NicolA?s Boni, que tambA�m participa pela primeira vez de uma montagem mineira.

 

Principais artistas

Regente titular da Orquestra SinfA?nica de Minas Gerais, o maestro Silvio Viegas A� professor de RegA?ncia na Escola de MA?sica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi diretor artA�stico da FundaA�A?o ClA?vis Salgado a�� PalA?cio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artA�stico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o inA�cio de sua carreira tem se destacado pela atuaA�A?o no meio operA�stico, regendo tA�tulos como O Navio Fantasma, La��Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, CosA� Fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta MA?gica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, SalomA�, La BohA?me e Tosca. Como convidado, esteve A� frente da Orquestra da Arena de Verona, SinfA?nica de Roma, SinfA?nica de Burgas (BulgA?ria), SinfA?nica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), SinfA?nica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), FilarmA?nica de MontevidA�u e SinfA?nica do Sodre (Uruguai), Amazonas FilarmA?nica, Petrobras SinfA?nica, SinfA?nica do ParanA?, SinfA?nica do Theatro SA?o Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, SinfA?nica do Teatro Nacional ClA?udio Santoro, entre outras. Em 2001, obteve o primeiro lugar no Concurso Nacional Jovens Regentes, organizado pela Orquestra SinfA?nica Brasileira no Rio de Janeiro. Natural de Belo Horizonte, Viegas estudou regA?ncia na ItA?lia e A� mestre em regA?ncia pela Escola de MA?sica da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discA�pulo de Oiliam Lanna, Sergio Magnani e Roberto Duarte.

Silvio Viegas

 

Jorge Takla A� uma das personalidades mais ativas tanto no teatro como na A?pera, sempre em grandes produA�A�es, ao lado de atores e mA?sicos do primeiro time do panorama cultural brasileiro. Formado na A�cole Nationale des Beaux-Arts (Paris) e no Conservatoire d’Art Dramatique (Paris), atuou e dirigiu no Teatro LaMama, em Nova York, de 1974 a 1976. No Brasil, dirigiu e produziu mais de 100 espetA?culos de teatro, teatro musical e A?peras, entre eles, Hulda, My Fair Lady, Vany e Sonia e Masha e Spike, Vermelho, Jesus Cristo Superstar, O Rei e Eu, West Side Story, Mademoiselle Chanel (Maria Adelaide Amaral), Vitor ou VitA?ria, Asltimas Luas, Medeia, Electra, A Gaivota, O Jardim das Cerejeiras, Cabaret, Pequenos Burgueses, Madame Blavatsky, LembranA�as da China, Fedra 1980 e dezenas de outras peA�as. Em A?pera, dirigiu Don Quichotte (Massenet) (prA?mio especial APCA 2016), The Rake’s Progress (Stravinski), Candide (Bernstein), La Traviata (Verdi), La BohA?me (Puccini) e Madama Butterfly (Puccini), Il Tabarro (Puccini), As Bodas de FA�garo (Mozart), Cavalleria Rusticana (Mascagni), As Bodas de FA�garo (Mozart) I Pagliacci (Leoncavallo), Os Contos de Hoffmann (Offenbach), A ViA?va Alegre (LehA?r), e outras obras. Foi diretor da DivisA?o de Teatro da CIE-Brasil de 2002 a 2004, em que coordenou as produA�A�es de A Bela e a Fera (Broadway), Chicago (Broadway), A Flor de Meu Bem Querer (Juca de Oliveira), Suburbano CoraA�A?o (Chico Buarque), MarA�lia canta Ary e outras. Takla foi tambA�m administrador e diretor artA�stico do Teatro ProcA?pio Ferreira, de 1983 a 1992. A� Grande Oficial da Ordem do Ipiranga e detentor do tA�tulo de CidadA?o Paulistano.

 

Sobre a soprano Jaquelina Livieri, os crA�ticos dizem: “a performance de Livieri A� excepcional, sua voz corre em todos os registros com naturalidade, fluA?ncia, afinaA�A?o perfeita, brilho. A soprano rosarina dominou a cena desde a sua primeira apariA�A?o, tanto na parte vocal quanto na sua aptidA?o para a encenaA�A?o, apresentando as coloraturas com brilho e clareza, mas acima de tudo brincando com elas, ou seja, usando-as como meio para capturar o carA?ter de seu personagem. Sua Violetta foi esmagadoraa�?. Natural de RosA?rio, na Argentina, comeA�ou seus estudos de piano em 1997 na Escola Provincial de MA?sica e na Escola de MA?sica da Faculdade de Humanidades e Arte da Universidade Nacional de RosA?rio. Estudou no Instituto Superior de Artes do Teatro ColA?n de Buenos Aires, onde hoje faz aperfeiA�oamento operA�stico. Em 2017, interpretou a Violetta de La Traviata (Verdi) no ColA?n, com a direA�A?o de Evelino Pido, recebendo grandes ovaA�A�es ao longo de suas performances, consagrando-se como uma das artistas argentinas mais importantes da atualidade. O mesmo papel foi interpretado com grande sucesso no Theatro Municipal de Santiago do Chile, em 2016, com direA�A?o de Konstantin Chudovsky e, em marA�o de 2018, no Teatro del Bicentenario, no MA�xico, com direA�A?o musical de RamA?n Shade. Tem cantado tambA�m com sucesso os papA�is de Lucia di Lammermoor, Adina, Norina, Pamina, Isabella, Zerlina, Oscar e Susanna. Trabalhou com regentes de prestA�gio como Evelino Pido, Roberto Paternostro, Frederic Chaslin, Oliver von Dohnanyi, Francesco Ivan Ciampa e Ira Levin e com diretores como Kasper Holten, Franco Zeffirelli, Marcelo Lombardero, Davide Livermore e Hugo de Ana. Livieri foi a escolhida para cantar com JosA� Carreras na sua turnA? A Life in Music e tambA�m com o barA�tono uruguaio Erwin Schrott no concerto de abertura do 64A? Festival de Ljubljana, na EslovA?nia, em 2016.

 

Fernando Portari A� um artista versA?til que, ao longo do tempo, aliou a arte de seu canto A� forA�a de sua voz para tornar-se intA�rprete dos mais variados gA?neros musicais. Internacionalmente reconhecido, cantou no Teatro Alla Scala de MilA?o e ao lado da maior soprano da atualidade Anna Netrebko, em Berlim, onde interpretou Des Grieux na A?pera Manon (J. Massenet) sob a regA?ncia do maestro Daniel Barenboim. Cantou em mais de quarenta montagens como A?peras, concertos, musicais, novela, shows e espetA?culos em teatros do Brasil e do mundo, como West Side Story e Candide (Bernstein), Magdalena (Villa-Lobos), La BohA?me (Puccini), Romeu e Julieta (Gounod), La Traviata (Verdi), A Flauta MA?gica (Mozart), Werther (Massenet), no Teatro SA?o Carlos de Lisboa, Fausto (Gounod), no Alla Scala de MilA?o e no Liceu de Barcelona, entre tantas outras. JA? se apresentou em recitais e A?peras nos teatros de Moscou, Veneza, Bolonha, VarsA?via, Hamburgo, ColA?nia, TA?quio e Helsinki. Na temporada lA�rica e de concertos de 2017, esteve na abertura do Theatro Municipal de SA?o Paulo, cantando a sinfonia Lobgesang (Mendelssohn), com regA?ncia de Roberto Minczuk, e na A?pera Norma (Bellini), na FundaA�A?o ClA?vis Salgado, em Belo Horizonte, com regA?ncia do maestro Silvio Viegas. Na Sala Cecilia Meirelles, no Rio de Janeiro, interpretou o ciclo Dichterliebe (Schumann), ao lado do pianista Eduardo Monteiro. Realizou ainda os shows Un Amore CosA� Grande e Um Tributo a Tony Bennett. Segue com o projeto Imagens LA�ricas, produzido pela ETE ProduA�A�es ArtA�sticas em parceria com o Sesc-SP, unindo cinema e canto. Em BelA�m/PA, em setembro de 2018, interpretarA? Ricardo em Un Ballo in Maschera (Verdi). Portari tambA�m se dedica A� direA�A?o de espetA?culos e ao ensino do canto.

 

O barA�tono paulista Paulo Szot comeA�ou sua educaA�A?o musical aos 5 anos de idade, com aulas de piano, A�s quais somaram-se aulas de violino e balA� clA?ssico. Optou pelo canto aos 21 anos. Estudou como bolsista na Universidade JaguelA?nica, na PolA?nia, paA�s de origem de seus pais, e comeA�ou a cantar profissionalmente em 1990, com o Conjunto Nacional de Canto e DanA�a AslA�sk. Fez sua estreia lA�rica em uma produA�A?o de O Barbeiro de Sevilha, no Teatro Municipal de SA?o Paulo, em 1997. Desde entA?o, jA? se apresentou com a Metropolitan Opera, New York City Opera, San Francisco Opera, Canadian Opera Company, Grande Teatro do Liceu de Barcelona, A�pera Garnier de Paris, A�pera Nacional de Bordeaux, A�pera Municipal de Marseille, OpA�ra de Nice, entre outras, cantando em L’Elisir d’Amore, La BohA?me, Don Giovanni, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci, Carmen, CosA� Fan Tutte, Le Nozze di Figaro e Maria Golovin. Com carreira tambA�m em musicais, foi premiado, em 2008, com o Tony Award, premiaA�A?o mA?xima do teatro nos Estados Unidos, por seu papel como Emile de Becque no musical South Pacific, na Broadway. JA? ganhou tambA�m os prA?mios Drama Desk Award, Outer Critics Circle Award e a Medalha ZasA�uA?ony Kulturze (Medalha do MA�rito Cultural) Gloria Artis.

 

Considerada uma das mais ativas do paA�s, a Orquestra SinfA?nica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da mA?sica erudita, diversificando sua atuaA�A?o em A?peras, balA�s, concertos e apresentaA�A�es ao ar livre, na capital e no interior mineiro. Seu atual regente titular A� Silvio Viegas. Criada em 1976, a OSMG foi declarada PatrimA?nio HistA?rico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da polA�tica de difusA?o da mA?sica sinfA?nica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da FundaA�A?o ClA?vis Salgado, a partir da realizaA�A?o dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, SinfA?nica ao Meio-Dia, SinfA?nica em Concerto, alA�m de integrar as temporadas de A?peras realizadas pela FCS. MantA�m permanente aprimoramento da sua performance executando repertA?rio que abrange todos os perA�odos da mA?sica sinfA?nica, do barroco ao contemporA?neo, alA�m de grandes sucessos da mA?sica popular, com a sA�rie SinfA?nica Pop. JA? estiveram A� frente da SinfA?nica os regentes Wolfgang Groth, SA�rgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, EmA�lio de CA�sar, David Machado, AfrA?nio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto TibiriA�A? e Marcelo Ramos.

 

O Coral LA�rico de Minas Gerais A� um dos raros grupos corais que possui programaA�A?o artA�stica permanente e interpreta repertA?rio diversificado, incluindo motetos, A?peras, oratA?rios e concertos sinfA?nico-corais. Sua atual regente titular A� Lara Tanaka. Participa da polA�tica de difusA?o do canto lA�rico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da FundaA�A?o ClA?vis Salgado, a partir da realizaA�A?o dos projetos Concertos no Parque, LA�rico Sacro, Sarau ao Meio-Dia, LA�rico ao Meio-Dia, LA�rico em Concerto, alA�m de integrar as temporadas de A?peras realizadas pela FCS. O objetivo desse trabalho A� fazer com que o pA?blico possa conhecer e fruir a mA?sica coral de qualidade. Os concertos que o Coral realiza em cidades do interior de Minas e capitais brasileiras contribuem para a democratizaA�A?o do pA?blico ao canto coral. As apresentaA�A�es tA?m entrada gratuita ou preA�os populares. JA? estiveram A� frente do Coral LA�rico os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, A�ngela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, AfrA?nio Lacerda, MA?rcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade.

 

A Cia. de DanA�a PalA?cio das Artes (CDPA) A� reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e uma das referA?ncias na histA?ria da danA�a em Minas Gerais. Tem a pesquisa, a investigaA�A?o, a diversidade de intA�rpretes, a cocriaA�A?o dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produA�A?o artA�stica. Seus espetA?culos estimulam o pensamento crA�tico e reflexivo em torno das questA�es contemporA?neas, caracterizando-se pelo diA?logo entre a tradiA�A?o e a inovaA�A?o. Sua histA?ria faz parte do processo de grandes transformaA�A�es ocorridas no campo da danA�a. Fundada em 1971, iniciou seus trabalhos com um repertA?rio clA?ssico. Em 1985 houve uma ruptura do Grupo com a linguagem clA?ssica e, em 1999, deu-se o inA�cio dos trabalhos com o mA�todo bailarino-pesquisador-intA�rprete, que propA�e a legitimaA�A?o do bailarino como sujeito de sua prA?pria danA�a. A Cia. de DanA�a possui um mA�todo singular de criaA�A?o dos espetA?culos, que inclui um profundo processo de pesquisa e concepA�A?o por parte dos bailarinos. JA? se apresentou em vA?rias cidades do interior de Minas, capitais do Brasil e tambA�m em paA�ses como Cuba, FranA�a, ItA?lia, Palestina, JordA?nia, LA�bano e Portugal.

 

SERVIA�O:

 

a�?La Traviataa�?, A?pera de G. Verdi

 

Com Jaquelina Livieri (soprano), Fernando Portari (tenor), Paulo Szot (barA�tono) e grande elenco

Orquestra SinfA?nica e Coral LA�rico de Minas Gerais, e Cia. de DanA�a PalA?cio das Artes

Jorge Takla, concepA�A?o e direA�A?o cA?nica

Silvio Viegas, direA�A?o musical e regA?ncia

 

20, 24, 26 e 28 de abril, A�s 20h30; 22 de abril, domingo, A�s 19h

Grande Teatro do PalA?cio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro a�� Belo Horizonte)

 

Ingressos: R$ 60, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

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