Escrito por em 12 abr 2018 nas áreas Minas Gerais, Música sinfônica, Programação

Sob regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra celebra os 200 anos de nascimento de Gounod e os 100 anos de morte de Debussy.

 

A música francesa compõe o repertório do concerto que a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta no dia 14 de abril, às 18h, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em suas purchase amoxil Expedições Musicais, dentro da série Fora de Série 2018. Na ocasião, serão celebrados os 200 anos de nascimento de Gounod, com sua Pequena Sinfonia, e os 100 anos de morte de Debussy, com La Boîte à Joujoux, além da alegre Sonata para trompa, trompete e trombone, de Poulenc, escrita para instrumentos de sopro, e as Gymnopédies 3 e 1, de Satie.

A regência é do maestro Fabio Mechetti e os músicos que integram o trio de metais são Daniel Leal (trompete), Alma Maria Liebrecht (trompa) e Diego Ribeiro (trombone). Os concertos da série Fora de Série de 2018 sempre têm no programa uma obra de câmara, apresentada por músicos da Filarmônica.

A Fora de Série tem como tema Expedições Musicais. Os nove concertos do ano exploram diferentes regiões e culturas por meio das variações formais que a música pode ter. As apresentações são iniciadas com obras camerísticas, e o repertório segue com peças de estruturas musicais maiores para grupos mais numerosos. Os temas dos concertos são: Itália, França, Rússia, Leste europeu, Estados Unidos, países hispânicos, países nórdicos, Alemanha e Brasil.

 

Solistas

Natural do Rio de Janeiro, o trompetista Daniel Leal iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e formou-se bacharel em Trompete pela UEMG. Ingressou na Filarmônica aos 18 anos, e, após cinco temporadas, conquistou a vaga de principal assistente. Antes disso, atuou como primeiro trompete nas orquestras sinfônicas de Heliópolis e na Brasileira Jovem. No âmbito camerístico, já se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na UFRJ e na UEMG. Também foi trompetista do quinteto de metais BH Brass, com o qual participou de importantes festivais no Brasil. No Festival internacional de Santa Catarina, integrou o Quinteto de Metais dos professores, ao lado de Martin Angerer, Luiz Garcia, Andreas Martin e J. Pablo Fenolio. Outras participações em festivais incluem o Collegium Musicum Schloss Pommersfelden, na Alemanha, e o Festival de Campos do Jordão.

O envolvimento de Alma Maria Liebrecht com a música começou aos 6 anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby, no Curtis Institute of Music, e com William Purvis, na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, a trompista ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como trompa principal desde 2013.

O trombonista Diego Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro, onde começou a estudar música, aos 9 anos de idade, na igreja que frequentava. Deu sequência à sua formação no curso técnico da Faetec de Quintino, também no Rio e, desde então, já atuou como primeiro trombone na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, sob regência do maestro Marcos Arakaki, e na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Em 2013, ingressou na Academia de Música da Osesp, sob orientação de Wagner Polistchuk, seu tutor até hoje. Antes de se juntar à Filarmônica em 2015, integrou a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Frequentou importantes festivais, como o Projeto Bone Brasil e o Festival de Campos de Jordão, e participou de masterclasses com Jörgen van Rijen, Brandt Attema, Zachary Bond, entre outros.

 

REPERTÓRIO

Francis Poulenc (1899-1963) e a Sonata para trompa, trompete e trombone
A Sonata para trompa, trompete e trombone purchase amoxil  é uma das três sonatas para sopros compostas por Poulenc nos anos 1920, todas marcadas pela simplicidade característica de outro compositor francês, Erik Satie. A obra estreou em 1923, no Théâtre des Champs-Elysées, em um concerto inteiramente dedicado a Poulenc e a Satie.

Charles Gounod (1818-1893) e a Pequena Sinfonia
Gounod foi um músico de formação abrangente. Estudou na Itália, dedicando-se especialmente à arte de Palestrina; tinha familiaridade com Bach e com os clássicos vienenses. Mas manteve, em sua obra, fidelidade à tradição francesa, o que pode ser percebido na pureza das melodias, na clareza e elegância de uma música avessa à exuberância dos efeitos fáceis. Fauré e Ravel consideravam-se seus herdeiros. Sua Pequena Sinfonia, cuja estreia ocorreu na Sala Pleyel, no dia 30 de abril de 1885, foi dedicada ao célebre flautista Paul Taffanel, professor do Conservatório de Paris e criador da Societé de Musique de Chambre pour Instruments à Vent. A instrumentação da obra é a que foi padronizada pelo octeto de sopros mozartiano, porém, acrescida de um papel de destaque para a flauta. A Pequena Sinfonia é um exemplo das melhores qualidades do seu compositor.

Claude Debussy (1862-1918) e La Boîte à Joujoux
Na construção da modernidade musical na França, Debussy ocupa um lugar privilegiado. Seu rompimento com o passado revela um pensamento sonoro totalmente novo que alterou de maneira definitiva a escuta musical. Manteve-se em constante renovação. Em 1913, cativado pelas ilustrações do livro infantil de André Hellé, o compositor terminou a partitura para piano de La Boîte à Joujoux, com um balé de marionetes em mente. Humor e ternura nortearam essa composição, dedicada à sua filha Chouchou. A orquestração da obra foi iniciada por Debussy, porém, interrompida por seu adoecimento e morte. A versão sinfônica foi completada por seu discípulo André Caplet, e a estreia do balé ocorreu em 10 de dezembro de 1919, sob a direção de Désiré-Émile Inghelbrecht.

Erik Satie (1866-1925) e as Gymnopédies 3 e 1
Em uma noite de segunda-feira do ano de 1888, o compositor e regente Gustave Doret estava em sua casa em Paris quando Satie bateu à porta. Junto vinha Debussy. Satie levava as partituras de sua nova série de peças para piano, as Gymnopédies Brand Cialis cheapest . Sentou-se então ao instrumento e se pôs a tocá-las. Debussy prontamente o interrompeu: “Espere aí, meu velho amigo. Eu deixarei você ouvir a sua música”. E foi pelas mãos milagrosas de Debussy que as Gymnopédies ganharam cores vivas e surpreendentes naquele dia. A Doret coube completar: “Resta agora orquestrá-las”. Debussy então replicou: Viagra Professional online “Muito bem! Se Satie não se opuser, começo a trabalhar amanhã”. Em 20 de fevereiro de 1897, estreava na Société Nationale a versão orquestral de Debussy para as Gymnopédies 3 e 1 Viagra Professional online de Satie, em concerto sob regência de Doret.

 

Foto: Alexandre Rezende

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Brand Cialis cheapest Daniel Leal (trompete), Alma Maria Liebrecht (trompa) e Diego Ribeiro (trombone)

Fabio Mechetti, regência

 

14 de abril, sábado, às 18h

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 116 (balcão principal), R$ 92 (plateia central), R$ 68 (balcão lateral), R$ 50 (balcão palco e mezanino) e R$ 44 (coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

 

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