Escrito por em 26 maio 2018 nas áreas Música sinfônica, Programação, São Paulo, Show

Auditório do Ibirapuera sedia concerto com Orquestra Juvenil Heliópolis e Samuel Rosa.

 

O Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, se transforma, no domingo, 27 de maio, às 18h, no palco de um grande espetáculo audiovisual, o Sinfonia Samsung Rock. Promovido pela Samsung por meio da plataforma Samsung Conecta, o projeto é marcado pela presença de arranjos instrumentais feitos pela Orquestra Juvenil Heliópolis e Samuel Rosa para canções de grandes nomes que marcaram a história do rock, como R.E.M., AC/DC, Guns’n’Roses, Coldplay, Raul Seixas, Caetano Veloso Jorge Benjor, entre outros.

A Orquestra Juvenil Heliópolis, composta por 70 músicos de 14 a 25 anos, se apresenta sob a regência do maestro Edilson Venturelli, acompanhada por diversos músicos e guitarristas durante o concerto, que conta com curadoria de Marcus Preto. O convidado especial da noite será o cantor Samuel Rosa, do Skank, que toca guitarra e canta algumas canções durante o espetáculo, como Wonderwall, do Oasis.

Os guitarristas Rodrigo Suricato, do Barão Vermelho, e Lari Basilio, vencedora do Samsung E-Festival Instrumental em 2014, também tocam com a orquestra, além dos músicos Magno de Alcantara Brecht (bateria), João Bosco Fonseca Junior (baixo), Tiago Rodrigues Costa (teclado), Gustavo Barros Clemente (guitarra), Orlando Costa Marcolino (percussão) e Webster Santos dos Santos (guitarra).

“O Sinfonia Samsung Rock é uma oportunidade de mostrar que música, arte e tecnologia podem proporcionar experiências inesquecíveis quando misturadas. A Orquestra Juvenil Heliópolis reúne jovens e talentosos músicos e não poderia ficar de fora desse projeto. Com certeza será uma noite inesquecível”, diz buy cialis online using echeck Andréa Mello, diretora de marketing corporativo e de consumer electronics da Samsung Brasil.

Orquestra Juvenil Heliópolis

Videoarte

Além de apreciar o melhor do rock nacional e internacional, os espectadores vão se surpreender com uma programação de videoarte especialmente planejada para acompanhar o concerto e que será projetada em toda a fachada do auditório, transformando-o em um grande telão. As projeções foram criadas pelos principais videoartistas do país, como Gringo Cardia, responsável por implementar uma nova linguagem nas áreas cenográficas de teatro, espetáculos de dança e show; Eder Santos, um dos pioneiros na arte multimídia no Brasil; e Muti Randolph, referência na criação de ambientes interativos. Os artistas Batman, Grima Grimaldi, Ana Paula Carvalho, Orion, Anna Turra e VJ Vigas também terão suas obras presentes na programação.

 

Repertório

A exemplo da edição 2017, arranjadores renomados como Nelson Ayres, Jacques Morelenbaum, Conrado Goys, Armando Ferrante, Rodrigo Morte, Tiago Costa, foram convidados em 2018 para fazer releituras de grandes sucessos do rock nacional e internacional para a orquestra sinfônica. O projeto foi desenvolvido por Monique Gardenberg, Jeffrey Neale, Tommy Kenny e Lourenço Rebetez, e conta com direção musical de Lourenço Rebetez e curadoria de Marcus Preto.

Dividido em quatro partes, o espetáculo apresenta canções das mais aclamadas bandas e artistas da história do rock e ainda de representantes da atitude que envolve o gênero, como o R.E.M, Alice in Chains, Foo Fighters, Pearl Jam, Soundgarden, Coldplay, Guns’n’Roses, AC/DC, U2, Radiohead, Beatles, Paul McCartney e Amy Winehouse, que ainda terão a companhia de Raul Seixas, Caetano Veloso, Raimundos, Los Hermanos, Jorge Ben Jor e Skank.

“Como quase não há letras, a não ser nas músicas que serão cantadas pelo Samuel Rosa, o roteiro tem que encontrar sustentação na musicalidade do rock. Ou seja: a famosa atitude roqueira, que em grande parte é criada pelo texto, precisa se manifestar integralmente pelo som, pela melodia, pelo ritmo, pela harmonia. Toda a seleção de repertório, portanto, partiu das possibilidades sinfônicas de cada canção”, comenta Marcus Preto, curador do Sinfonia Samsung Rock.

 

Artistas

A Orquestra Juvenil Heliópolis, formada por cerca de 70 músicos de 14 a 25 anos, é uma das formações resultantes dos programas socioculturais desenvolvidos pelo Instituto Baccarelli, organização social sem fins lucrativos, a qual oferece gratuitamente educação musical e artística de excelência para mais de mil crianças e jovens, anualmente, em situação de vulnerabilidade social.

Sob a batuta do maestro Edilson Venturelli, a orquestra já se apresentou em algumas das principais salas de concerto de São Paulo, como o Theatro São Pedro, Sala São Paulo, Auditório Masp, Centro Cultural São Paulo e outros relevantes espaços, assim como já participou de grandes eventos, entre eles o Criança Esperança (2011) e a 3ª Conferência Global Sobre o Trabalho Infantil, realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Brasília. O Instituto Baccarelli conta com a direção artística do maestro Isaac Karabtchevsky e o patronato do renomado regente Zubin Mehta, que se encantou com a instituição ao visitá-la em 2005.

Samuel Rosa

Samuel Rosa, nascido em Belo Horizonte, é cantor, compositor, guitarrista e vocalista da banda Skank. Parceiro de célebres compositores brasileiros, como Nando Reis, Chico Amaral, Fausto Fawcett, Arnaldo Antunes e Lô Borges, é autor da maioria das canções do grupo como os hits Garota Nacional, Vou Deixar, Resposta, É Uma Partida de Futebol. Foi convidado pelo artista Carlos Santana para participar do seu álbum intitulado Corazón, interpretando a obra Saideira.

Sua vontade de trabalhar com música surgiu na adolescência, por volta dos 14 anos. Formou-se em psicologia, por influência do pai, também psicólogo. Hoje, com mais de 6 milhões de discos vendidos e participação nos mais importantes festivais de música internacional, o Skank já faz parte da história da música brasileira e conta com inúmeros sucessos ao longo da carreira.

 

Sinfonia Samsung Rock, por Marcus Preto

Sobre a escolha do repertório, não adiantava ser apenas um grande clássico ou um hit delicioso. Era necessário, sobretudo, ter absoluta aptidão para se impor de maneira grandiosa perante uma orquestra sinfônica.

Em alguns casos, essas características sinfônicas já estavam à mostra nas gravações originais de algumas das canções do setlist. Live and Let Die, o tema de James Bond escrito por Paul McCartney em 1973, é um exemplo claro disso. Trilha de cinema criada para orquestra. Ou ainda o trio de canções do essencial álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, que foi transformado em medley: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, With a Little Help from my Friends e Lucy in the Sky with Diamonds. Trata-se de um marco no casamento entre rock e orquestra sinfônica e as experiências feitas nele pelo maestro George Martin serviram de guia para todo o gênero nos anos seguintes e até hoje. Influenciaria, por exemplo, o arranjo original Shiny Happy People, do R.E.M., que também está no roteiro, ao lado de Losing my Religion.

Outras bandas contemporâneas, como Radiohead e Coldplay, geraram repertório ideal para arranjos de orquestra. Creep e Paranoid Android, da primeira, e Clocks e Viva la Vida, da segunda, têm a intensidade teatral e dramática de uma ópera. Os arranjos que o maestro Lourenço Rebetez e seus parceiros produziram irão garantir alguns dos momentos mais catárticos do espetáculo.

Amy Winehouse não era exatamente uma roqueira. Mas foi, sem sombra de dúvida, a mais completa tradução da tal atitude rock’n’roll surgida nas últimas décadas. Por essa sua postura e pela influência de seu legado nas novas gerações do rock, dedicamos à cantora e compositora uma suíte que reúne três grandes canções do seu repertório: Rehab, You Know I’m No Good e Back to Black.

O rock simples, de poucos acordes e grandes riffs, vem representado, em três décadas, pelo AC/DC dos 1970, pelo Guns’n’Roses do 1980 e pelo grunge dos 1990. A banda setentista é lembrada aqui por três de seus clássicos explosivos: Back in Black, Highway to Hell e TNT. Momento perfeito para os solos de guitarra de Lari Basilio. O Guns vem com seu hit absoluto, Sweet Child O’Mine, canção que só cresceu em significados com o passar dos anos. E o grunge e seus desdobramentos ganharam um medley, batizado de Medley Seattle, em referência à cidade-matriz do gênero. Nele, estão agrupadas bandas como Alice in Chains (Man in the Box), Foo Fighters (The Pretender), Pearl Jam (Jeremy), Soundgarden (Black Hole Sun) e Stone Temple Pilots (Plush). Nirvana, a banda de Kurt Cobain ganhou uma suíte inteira na edição do ano passado e, para evitar redundâncias, não foi repetida este ano.

Duas bandas de alto teor político em momentos amorosos-existencialistas entram no setlist para defender o rock produzido nos anos 1980 – aqui e lá fora. O U2 ganha uma versão orquestral para Withor Without You e a Legião Urbana, para Tempo Perdido.

O rock brasileiro, aliás, ganha mais espaço nessa segunda edição, graças à calorosa resposta do público aos números nacionais no espetáculo do ano passado. Há desde Tropicália, experimentação tropicalista de Caetano Veloso fundindo guitarra elétrica e música brasileira até uma série de novos clássicos do pop-rock nacional dos anos 1990, criados por bandas-chave daquele período: Anna Julia, primeiro hit de Los Hermanos, Mulher de Fases, sucesso avassalador dos Raimundos, e Dois Rios, balada do Skank que fundia Beatles e Clube da Esquina.

Desde o movimento da Jovem Guarda, nos anos 1960, nosso país foi prodigioso em fundir o rock’n’roll com elementos da música nacional para encontrar uma identidade roqueira legitimamente brasileira. Tanto que, nos anos 1960 e 1970, o rock virou coisa tão nossa que era impossível de ser reproduzido, com o mesmo tempero, por qualquer músico gringo. Craque nessas misturas, Jorge Ben uniu rock e samba, dando origem ao samba-rock. Já Raul Seixas, outro gênio da alquimia, colou baião, maracatu e outros ingredientes nordestinos no som de Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones, entre outros. Os dois cientistas estão no roteiro. Jorge vem com Ponta de Lança Africano (Umbabarauma) e Raul, com a dupla Gita e Maluco Beleza.

 

SERVIÇO:

 

Sinfonia Samsung Rock

 

Orquestra Juvenil Heliópolis

Edilson Venturelli, regência

Samuel Rosa, voz e guitarra

 

27 de maio, domingo, às 18h

Auditório do Ibirapuera – plateia externa (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Parque do Ibirapuera – São Paulo)

 

Evento gratuito

 

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