Escrito por em 22 maio 2018 nas áreas Cinema, Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Orquestra Sinfônica Nacional da UFF executa trilha do filme O Tempo e o Vento.

 

A temporada da série OSN Cine de 2018 começa oferecendo ao público a experiência de assistir a um filme com trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Sinfônica Nacional da UFF (OSN UFF). De 1º a 3 de junho (sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 10h30), no Cine Arte UFF, em Niterói, ocorrem sessões do filme O Tempo e o Vento, com a trilha sonora interpretada ao vivo pela OSN UFF.

A regência está a cargo do maestro Thiago Santos, expoente da regência nacional e maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba.

De autoria de Alexandre Guerra, a trilha sonora interpreta ambientes, emoções, sensações e paisagens da história entre Bibiana e o capitão Rodrigo. O filme tem direção de Jayme Monjardim e é uma adaptação da trilogia homônima de Érico Veríssimo.

Para falar um pouco sobre o processo de composição da música para o audiovisual e o trabalho de finalização de áudio no cinema, o compositor Alexandre Guerra e o produtor Rafael Thomazini Benvenuti participam de um bate-papo aberto ao público no dia 1º de junho, às 17h, no Cine Arte UFF, com entrada gratuita. BATE-PAPO CANCELADO

O primeiro concerto do ano da série OSN Cine é fruto de uma parceria inédita entre a orquestra e a Associação Brasileira de Compositores de Música para Audiovisual – Musimagem Brasil. O resultado é a confluência dos propósitos das duas instituições. De um lado, a OSN UFF, que tem como missão a divulgação e o fomento da produção da música sinfônica nacional. Do outro, a Musimagem, que tem como objetivo principal revelar ao público, dar destaque e valorizar os compositores que criam para o audiovisual, o que os torna coautores da obra final.

 

Thiago Santos

Thiago Santos

O maestro Thiago Santos aperfeiçoou-se em regência orquestral no Royal Northern College of Music, na Inglaterra, em 2014-2016. Neste período, atuou como regente assistente da BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic. No Brasil, regeu a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica de São José dos Campos, entre outras. Estreou recentemente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera Savitri, de Holst. No exterior, trabalhou com a Stockport Symphony, Nottingham Philharmonic, Manchester Camerata, Bohuslav Martinu Philhamonie, U Artist Festival Orchestra e regeu os masterclasses orquestrais da Mahler Chamber Orchestra para jovens músicos.

Vencedor do Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Thiago estudou bacharelado e mestrado em regência na UFRJ com André Cardoso e colabora com a Academia Brasileira de Música com edições de obras de compositores brasileiros.

 

Thiago Santos (foto de Dani Gurgel)

Alexandre Guerra

O compositor Alexandre Guerra iniciou seus estudos musicais no saxofone aos 14 anos. Incentivado pelo pai Carlos Guerra, logo se aventurou por experiências em arranjo e composição que o motivaram, em 1990, a submeter suas criações à seleção de bolsas de estudo para a universidade americana Berklee College of Music. Foi aluno de David Spear, assistente do compositor Elmer Bernstein. Selecionado pelo programa de bolsas do fundo Duke Ellington, em 1991 mudou-se para Boston, onde se formou como compositor.

Aos 24 anos, ainda estudando nos EUA, Guerra assinou os arranjos do CD Girassol, de Ed Lima, vencendo 180 candidatos ao prêmio Sharp de Música, na categoria música instrumental, como melhor arranjador. Quando voltou ao Brasil, em 1995, o cinema nacional vivia seu renascimento. Até então, sua única experiência com cinema havia sido como instrumentista na trilha do filme Pentathlon, de Dolph Lundgren, e, finalmente, em 1998 estreou sua primeira trilha original para o filme Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, documentário de Roberto Elisabetsky.

Desde então, se dedica à criação e produção de trilhas sonoras, tendo atuado em mais de 90 produções audiovisuais, entre filmes, novelas e séries de TV, como os longas-metragens O Tempo e o Vento (indicado na categoria melhor trilha sonora pela Academia Brasileira de Cinema), Tudo o que Aprendemos Juntos, O Vendedor de Sonhos e Brasil Animado, o primeiro longa 3D brasileiro, além de premiados documentários como Quem se Importa? (melhor longa – Festival de Miami) e Mistério do Poço Azul (prêmio de ouro na Conferência Internacional de Produtores de Ciência e História).

Concomitantemente, Guerra retomou seus estudos musicais com Hans-Joachim Koellreutter. Essa bagagem permitiu que escrevesse para grandes formações orquestrais, seja como arranjador ou ainda criando obras próprias. Ao mesmo tempo, nunca se distanciou do universo popular, atuando como instrumentista em projetos como o Duo de Dois, que mantém em parceria com Toni Cunha. O compositor também mantém um trabalho autoral, tendo oito álbuns lançados, com destaque para Ballet de Azul e Vento (finalista no 26º Prêmio da Música Brasileira) e Longe…, seu mais recente álbum.

 

SERVIÇO:

 

Série “OSN Cine”

OSN UFF interpreta a trilha sonora de “O Tempo e o Vento” 

Thiago Santos, regência

 

1 e 2 de junho, sexta-feira e sábado, às 20h; e 3 de junho, domingo, às 10h30

Cine Arte UFF (R. Miguel de Frias, 9, Icaraí – Niterói. Tels.: 21 3674-7511 e 3674-7512)

 

Ingressos: R$ 30 (sexta-feira e sábado) e R$ 14 (domingo), com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Sugestão etária: livre

 

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