Escrito por em 27 jul 2018 nas áreas Música de câmara, Pernambuco, Programação

Mais um evento “Relicário: memórias do som”

A partitura é o relicário da música
O instrumento é o relicário do som
O músico abre o relicário e liberta os sons
Os sons preenchem o Museu, relicário da arte
Em festa, imagens sagradas e sons – sagrados
Pelos ouvidos, pelos olhos, pelo tato
Viram memória no corpo – relicário da alma.

(Maria Aída Barroso)

 

O “RELICÁRIO: MEMÓRIAS DO SOM”, traz, no próximo domingo, dia 29, ao Museu de Arte Sacra de Pernambuco, mais um grande concerto, desta vez com a cravista Maria Aída Barroso, que é também idealizadora e coordenadora do projeto. A iniciativa é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e conta com o apoio do Departamento de Música da UFPE.  As entradas custam R$2,00 (R$1,00) e o valor arrecadado será doado ao Lar Fabiano de Cristo.

Maria Aída Barroso

A carioca Maria Aída Barroso é mestra em Música – Cravo e Bacharela em Regência pela Escola de Música da UFRJ. É coordenadora do Curso de Bacharelado em Música – Instrumento e atua como professora de Percepção Musical no Departamento de Música da UFPE, onde também coordena os projetos OEF – Orquestra Experimental de Frevo, Forró no Campus e LEMEI – Laboratório de Educação Musical Especial e Inclusiva.

De 2012 a 2017, coordenou as equipes que produziram a Semana da Música e as III e IV Mostras de Performance em Instrumentos Históricos – UFPE. Regeu o Te Deum, de Dvorak, à frente da Orquestra Sinfônica da UFPE e Coro Universitário, no evento comemorativo dos 70 anos da UFPE (2017) e a cantata profana Carmina Burana, de Carl Orff (2016).

Maria Aída regeu em 2015 a ópera “O Pescador e sua alma”, de Marcos Lucas, projeto realizado também através de incentivo Funcultura. Dirigiu ainda o Quarteto Colonial, grupo vocal com o qual realizou diversas turnês pelo Brasil e lançou o CD O Sacro e o Profano – A Música na Corte de Dom João VI. Como cravista apresentou-se em concertos solo em diversos espaços como: Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFPE (2017), Teatro Milton Bacarelli (2015), Capela Dourada (2013), Santander Cultural (2012), Conservatório Pernambucano de Música (2010/2011), entre outros.

 

PROGRAMA

Johann Jacob Froberger (1616-1667)
PARTITE “Auff die Maÿerin”
Prima Partita – Seconda Partita – Terza Partita – Quarta Partita – Quinta Partita – Sexta Partita (Crommatica) – Courant (Sopra Maÿerin) – Double – Saraband (Sopra Maÿerin)

Domenico Scarlatti (1685-1757)
SONATA em Ré Maior K 458
Allegro

Jean-Philippe Rameau (1683-1764)
SUÍTE em Ré Maior
Les Tendres Plaintes – Les Niais de Sologne – 1er Double des Niais – 2e Double des Niais – L’Entretien des Muses – Les Cyclopes

Georg Philipp Telemann (1681-1767)
FANTASIA nº 5 em Fá Maior
Vivace – Largo – Vivace

José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
MÉTODO DE PIANOFORTE
Lição 7,I – Lição 12,I, Allegretto – Lição 5,II, Allegretto – Fantezia nº 4, Moderato

Cussy de Almeida (1936-2010)
NORDESTINADOS

 

RELICÁRIO: MEMÓRIAS DO SOM

A ideia da série de concertos é apresentar um conceito de “museu vivo do som”. Da mesma forma que um relicário guarda objetos sagrados, a partitura preserva em si a música de diversas épocas e estilos. Durante os concertos os músicos trazem à vida o som guardado nessas partituras escritas no passado.

O projeto apresenta a tradição da música clássica, revelando a genialidade de compositores como Bach, Vivaldi e Verdi ou os brasileiros Carlos Gomes, José Maurício Nunes Garcia e Guerra-Peixe. “Ao mesmo tempo, ele propõe a ideia de renovação com a inclusão de autores da cena atual, valorizando a música brasileira e pernambucana e dando vida a novas composições, possibilitando ainda a liberdade de diferentes experiências interpretativas”, explica Maria Aída.

“A criação de espaços e séries musicais que permitem o acesso da população a esta arte é fundamental para o aprimoramento do ser humano. A música é muito mais que um breve entretenimento, se revelando um estímulo à sensibilidade. Propomos esta série de concertos por acreditar profundamente nesse pensamento e na necessidade da divulgação desta arte se ampliar e chegar de forma mais intensa e eficaz ao público pernambucano”, completa.

Os concertos terão duração de uma hora e apresentarão peças para diferentes formações instrumentais, abrangendo as diversas famílias de instrumentos: cordas friccionadas, cordas percutidas, cordas pinçadas, sopros (madeiras e metais), voz, teclas e percussão. Todos os grupos e músicos foram selecionados por sua reconhecida atuação no meio cultural brasileiro, em trabalhos de performance, pesquisa interpretativa e/ou musicológica, sendo a maioria dos artistas professores, alunos e ex-alunos do Departamento de Música da UFPE.

 

 

SERVIÇO

Dia 29 de julho, às 16h

R. Bpo. Coutinho – Carmo, Olinda – PE, 53030-000

Entrada: R$2,00 (R$1,00) – O valor arrecadado será doado ao Lar Fabiano de Cristo

 

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