Escrito por em 11 jul 2018 nas áreas Ópera, Programação, São Paulo

Piedade: A Paixão Segundo Euclides da Cunha estreia no Theatro Municipal de São Paulo.

 

A Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência do maestro Luís Fernando Malheiro, acompanhada da soprano Laura Pisani, do tenor Eric Herrero e do barítono Homero Velho, apresenta versão de concerto da ópera Piedade: A Paixão Segundo Euclides da Cunha, nos dias 20 de julho, às 20h, e 21, às 16h30, no Theatro Municipal de São Paulo.

A morte do escritor brasileiro Euclides da Cunha em uma troca de tiros com o amante de sua mulher foi transformada em ópera por João Guilherme Ripper, presidente da Academia Brasileira de Música e um dos principais autores brasileiros contemporâneos de ópera.

Piedade foi uma encomenda da Petrobras Sinfônica em 2012. Estreou no Rio, depois foi montada em Campos do Jordão. Em 2017, foi a primeira ópera brasileira a ser encenada no Teatro Colón em Buenos Aires. E agora chega, pela primeira vez em São Paulo, no Theatro Municipal de São Paulo em versão de concerto.

Com o maestro Malheiro à frente da Orquestra Sinfônica Municipal, o barítono Homero Velho retorna no papel de Euclides da Cunha (Velho fez o personagem na estreia da ópera em 2012 no Rio de Janeiro); a soprano Laura Pisani como mulher de Euclides, Anna de Assis (Pisani interpretou a personagem em 2017, no Teatro Colón em Buenos Aires) e o tenor Eric Herrero vive Dilermando de Assis, o amante de Anna.

A ópera de Ripper, dividida em quatro cenas, começa no momento da vida do autor de Os Sertões, quando este viajava para explorar o país, enquanto sua mulher, se sentindo sozinha, acaba se envolvendo com um jovem militar.  Mais tarde, o amante recebe, em sua casa no bairro de Piedade, a visita inesperada do marido traído com uma arma, disposto a por um fim à infidelidade de sua mulher.

“Há dois momentos muito claros de nítida brasilidade. Logo na primeira cena, com elementos de música nordestina e na ária, para voz e violão, escrita para a seresta que Dilermando faz para Anna no início da última cena”, explica Ripper, autor da ópera e também do libreto.

 

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

No começo do século XX, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera. A partir da década de 1920, uma orquestra profissional foi criada e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28 de dezembro de 1949, que vigora ainda hoje. A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura do Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte, regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo.

Estiveram à frente da orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling. Roberto Minczuk é o atual regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo – OSM.

 

Luiz Fernando Malheiro

Diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica, diretor artístico do Festival Amazonas de Ópera (FAO), foi diretor artístico do Teatro São Pedro em São Paulo e regente titular de sua orquestra e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Vencedor do Prêmio Carlos Gomes: Regente de Ópera (2012, 2011 e 2009) e Universo da ópera/2000, dirigiu no FAO/2005 a primeira montagem brasileira do Anel do Nibelungo de R. Wagner, recebendo ainda mais dois prêmios: Universo da Ópera e Espetáculo do Ano. Dirigiu concertos e espetáculos frente a Orquestra Sinfônica de Roma, de Miami, da Galícia,  Filarmônica do México e Sinfônica de Bari, entre outras.

 

 

SERVIÇO:

 

Ópera “Piedade: a Paixão Segundo Euclides da Cunha”, de J. G. Ripper

 

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Homero Velho (barítono), Laura Pisani (soprano) e Eric Herrero (tenor)

Luiz Fernando Malheiro, regência

 

20 e 21 de julho, sexta-feira e sábado, às 20h e 16h30, respectivamente

Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/n – São Paulo)

 

Ingressos: R$ 40 (setor 1), R$ 30 (setor 2) e R$ 12 (setor 3), com meia-entrada para aposentados, pessoas com mais de 60 anos, professores da rede pública e estudantes

 

Faça seu comentário