Escrito por em 30 ago 2018 nas áreas Música sinfônica, Programação, São Paulo

Invocação em Defesa da Pátria, de Villa-Lobos, integra o repertório do concerto.

 

A Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) apresenta-se na Sala São Paulo, na capital, no dia 1 de setembro, sábado, às 21h. A regência está a cargo do maestro Roberto Tibiriçá e o concerto tem a participação do CoralUSP e da cantora Antonieta Bastos.

O programa começa com duas obras de Antonin Dvořák que evocam a sonoridade do folclore tcheco: as Danças Eslavas n. 4 em fá maior e n. 8 em sol menor. Inclui também um dos poemas sinfônicos mais populares de Franz Liszt: Os Prelúdios, composições inspiradas em obra do poeta francês Alphonse de Lamartine que retrata a vida como uma sucessão de “prelúdios para a morte”.

Na sequência a Osusp, com participação do CoralUSP, interpreta Invocação em Defesa da Pátria – Canto cívico para solista, coro misto e orquestra, do brasileiro Heitor Villa-Lobos, sobre poema de Manuel Bandeira. A peça foi composta em 1943 como parte da proposta de Villa-Lobos de incentivar o orfeão brasileiro em todo território nacional. Villa-Lobos acreditava que o “canto orfeônico é uma das mais altas cristalizações e o verdadeiro apanágio da música, porque, com seu enorme poder de coesão, criando um poderoso organismo coletivo, ele integra o indivíduo no patrimônio social da Pátria”.

Por fim, o público pode apreciar a Sinfonia n. 9 em mi menor, Op. 95 – Do Novo Mundo, de Dvořák.

 

Ensaio aberto

Na sexta-feira, 31 de agosto, às 12h30, parte do programa é apresentada em ensaio aberto no Centro de Difusão Internacional da USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 310, Campus Butantã, em frente à ECA). A entrada é gratuita e não é necessário ter vínculo com a universidade.

 

Roberto Tibiriçá

O paulistano Roberto Tibiriçá, ao longo de sua formação musical, recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho e venceu por duas vezes o Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, passando assim a ser seu principal regente convidado por quase 18 anos. Foi regente assistente do Teatro Nacional de São Carlos de Lisboa em 1984 -1985. Em 1994, tornou-se diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Eleito pela crítica do Rio de Janeiro como o “músico do ano de 1995”, gravou CD em homenagem ao Papa João Paulo II, com obras inéditas dos compositores Ricardo Tacuchian, Ronaldo Miranda, Edino Krieger, Almeida Prado e David Korenchendler. Com a OSB, participou de diversas edições do Projeto Aquarius, como a Missa Campal celebrada por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, para cerca de 2 milhões de pessoas, em 1997. Por seu trabalho com a OSB recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o Prêmio Estácio de Sá.

Sua dedicação à música brasileira se intensificou ao assumir, em 2000, a direção artística e regência titular da Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes). Gravou em 2003 um CD com o Concerto para piano em Formas Brasileiras, de Hekel Tavares, com o pianista Arnaldo Cohen, e Choros n. 6, de Villa-Lobos, considerado pela crítica um dos melhores do ano. Durante seu período à frente da Opes a orquestra recebeu por dois anos consecutivos (2001 e 2002) o Prêmio Carlos Gomes de melhor conjunto orquestral do Brasil. Em 2003, foi eleito para ocupar a cadeira de n. 5 da Academia Brasileira de Música.

Fez sua estreia no Teatro Colón de Buenos Aires em novembro de 2001, com Martha Argerich como solista do Concerto em sol, de Ravel. Em 2004, atuou à frente da Filarmônica de Buenos Aires, com Nelson Freire tocando Villa-Lobos, também no Colón. Na Venezuela, participa frequentemente do Festival Villa-Lobos com a Orquestra Simón Bolívar.

De 2005 a 2011 foi diretor artístico da Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli. Foi diretor artístico e regente titular da Sinfônica Municipal de Campinas, da Filarmônica de São Bernardo do Campo e principal regente da Ossodre, Montevidéu/Uruguai. Foi regente titular da Sinfônica de Minas Gerais de 2010 a 2013.

Nesse período, recebeu diversos prêmios e honrarias por seu trabalho com as Sinfônicas de Heliópolis e Minas Gerais: XIII e XIV Prêmio Carlos Gomes (melhor regente sinfônico); Ordem do Ipiranga; Grande Medalha Presidente Juscelino Kubitschek do Governo de Minas Gerais, e o Prêmio da Associação dos Críticos Musicais de São Paulo de melhor regente.

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo

CoralUSP

Roberto Tibiriçá, regência

 

1 de setembro, sábado, às 21h

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos – São Paulo. Tel.: 11 3367-9500)

 

Ingressos: de R$ 15 a R$ 50

 

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