Escrito por em 11 set 2018 nas áreas Lateral, Música de câmara, Pernambuco, Programação

O grupo promete trazer um pouco dos ares do Brasil dos anos 40 aos 70

 

MEMÓRIAS DO SOM

A partitura é o relicário da música
O instrumento é o relicário do som
O músico abre o relicário e liberta os sons
Os sons preenchem o Museu, relicário da arte
Em festa, imagens sagradas e sons – sagrados
Pelos ouvidos, pelos olhos, pelo tato
Viram memória no corpo – relicário da alma.

(Maria Aída Barroso)

 

Neste terceiro domingo de setembro, o projeto “RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM” trará para o Museu de Arte Sacra de Pernambuco, o Quarteto Sopro Brasil. A iniciativa da série de 16 concertos é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e os ingressos custam R$2,00 (meia a R$1,00) com renda revertida para o Lar Fabiano de Cristo.

Para esta apresentação, o grupo promete trazer um pouco dos ares do Brasil dos anos 40 aos 70, estilizados por obras de importantes compositores do nacionalismo musical, como José Vieira Brandão, Ernst Mahle, José Siqueira, Francisco Mignone e Nestor de Holanda Cavalcanti. O programa conta ainda com uma peça composta em 2011 pelo petropolitano Ernani Aguiar.

As diversas formações instrumentais e estilos musicais que serão escutadas neste concerto transitam entre o flerte com a música popular brasileira e o apuro das técnicas composicionais do século XX, evocando assim uma vasta palheta de atmosferas, entre o urbano e o rural, o erudito e o popular, o “sério” e o “descontraído”.

O Quarteto Sopro Brasil é formado por Felícia Coelho (flauta), Artur Ortenblad (oboé), Gueber Santos (clarineta) e Valdir Caires (fagote).

PROGRAMA

Francisco Mignone (1897-1986)
Prelúdio e chorinho, para oboé e clarinete (1973)
– Calmo e tranquilo – Allegretto

Ernani Aguiar (1950)
Bifonia no. 5 para oboé e clarone (2011)
– Moderato – Calmo

Ernst Mahle (1929)
Divertimento Americano para oboé, clarinete e fagote (1979)
– Allegro Moderato – Andantino – Vivo

Francisco Mignone (1897-1986)
4 momentos musicais para flauta, oboé e clarinete (1970)
– Moderato Deciso – Assai Presto – Molto Lento – Allegro com Spirito

José Siqueira (1907-1985)
Invenções para flauta, oboé e clarinete (1968)
– Allegretto – Vagarosamente, molto expressivo – Allegro Vivace

Nestor de Hollanda Cavalcanti (1949)
Um papo entre oboé, clarinete e fagote (1973)
– Largo – Animato

José Siqueira (1907-1985)
Três invenções para quarteto de sopros (1968)
– Allegro Moderato – Devagar – Allegro

José Vieira Brandão (1911-2002)
Choro carioca para flauta, corne inglês, clarinete e fagote (1945)

 


Relic
ários: memórias do som

A ideia da série de concertos é apresentar um conceito de “museu vivo do som”. Da mesma forma que um relicário guarda objetos sagrados, a partitura preserva em si a música de diversas épocas e estilos. Durante os concertos os músicos trazem à vida o som guardado nessas partituras escritas no passado.

Se por um lado nosso projeto apresenta a tradição da música clássica revelando a genialidade de compositores como Bach, Vivaldi ou Verdi ou os brasileiros Carlos Gomes, José Maurício Nunes Garcia, Guerra-Peixe, entre outros, ao mesmo tempo propõe a ideia de renovação pela possibilidade de transgressão na liberdade de novas experiências interpretativas”, explica a cravista Maria Aída Barroso, idealizadora e coordenadora do projeto. “A criação de espaços e séries musicais que permitem o acesso gratuito da população a esta arte é fundamental para o aprimoramento do ser humano. A música é muito mais que um breve entretenimento, se revelando um estímulo à sensibilidade. Propomos esta série de concertos por acreditar profundamente nesse pensamento e na necessidade da divulgação desta arte se ampliar e chegar de forma mais intensa e eficaz ao público pernambucano”, completa.

Os concertos terão duração de uma hora e apresentarão peças para diferentes formações instrumentais, abrangendo as diversas famílias de instrumentos: cordas friccionadas, cordas percutidas, cordas pinçadas, sopros (madeiras e metais), voz, teclas e percussão. Todos os grupos e músicos foram selecionados por sua reconhecida atuação no meio cultural brasileiro, em trabalhos de performance, pesquisa interpretativa e/ou musicológica, sendo a maioria dos artistas professores, alunos e ex-alunos do Departamento  de Música da UFPE.

 

 

SERVIÇO

 

 

Relicário – Memórias do som / Quarteto Sopro Brasil

Dia 16 de setembro, às 16h

Museu de Arte Sacra de Pernambuco (R. Bispo Coutinho – Carmo, Olinda – PE)

 

Entrada: R$2,00 (R$1,00) – O valor arrecadado será doado ao Lar Fabiano de Cristo

 

 

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