Escrito por em 15 out 2018 nas áreas Música de câmara, Programação, Rio de Janeiro

Pianista faz recital no Rio de Janeiro com obras de Schubert, Schumann e Bartók.

 

Um dos principais representantes da nova geração de pianistas, Aleyson Scopel, detentor de prêmios como Nelson Freire e Magda Tagliaferro, e com passagens por orquestras como Springfield Symphony e New England Conservatory Symphony Orchestra (Estados Unidos), Wollongong Symphony (Austrália) e Orquestra do Norte (Portugal), além das principais orquestras brasileiras, volta à Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, após dois anos para recital solo. Com repertório centrado em duas obras representativas do romantismo dos compositores Franz Schubert e Robert Schumann, o concerto faz parte da série Piano na Sala e ocorre no dia 18 de outubro, quinta-feira, às 20 horas.

O programa traz os Quatro improvisos, Op. 90, de Schubert, compostos em 1827, pouco antes de sua morte, período de grande transbordamento criativo durante o qual ele também compôs, entre outras obras, seu mais importante ciclo de canções, Winterreise (Viagem de Inverno).

De Schumann, o pianista interpreta a carta de amor musical Fantasia em dó maior, Op. 17, composta em 1836, a partir do projeto original de uma sonata para piano em homenagem a Beethoven. Em vista dessa origem, a Fantasia contém menções de pequenos fragmentos de uma canção de Beethoven (do ciclo An die ferne Geliebte) que, ao mesmo tempo, expressam o sentimento do compositor diante de uma forçosa separação, naquele momento, de sua futura esposa, a pianista Clara Wieck. O primeiro movimento, tido por Schumann como “o mais apaixonado que eu já escrevi” e originalmente intitulado Ruínas, se constrói em torno de uma escala de cinco notas descendentes que o compositor costumava associar às letras do nome da amada, em um código secreto.

Tanto os Improvisos como a Fantasia possuem um caráter predominantemente lírico, que requer do intérprete uma abordagem vocal do instrumento, o que se tornou possível após as melhorias pelas quais o piano passou no século 19. Já a Sonata, de Bartók, obra da primeira metade do século 20, embora contrastantemente mais percussiva, apresenta, escondida em suas páginas, fragmentos de canções populares coletadas pelo compositor, mantendo o lirismo como fio condutor do programa do recital.

 

Aleyson Scopel

Conhecido por seu perceptivo lirismo e sobriedade técnica, o pianista Aleyson Scopel percorre as mais importantes salas de concerto do Brasil, frequentemente à frente de suas principais orquestras, incluindo as Sinfônicas Brasileira, de São Paulo, Bahia, Porto Alegre, Espírito Santo e as Filarmônicas de Minas Gerais e do Amazonas.

Apresentou‐se ainda como camerista e recitalista nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Salas de concerto incluem Carnegie (Weill) Hall (Nove York), Jordan Hall (Boston), Steinway Hall (Londres), Palau de la Música Catalana e Reial Cercle Artístic (Barcelona), Conservatório de Atenas (Grécia), Sala São Paulo, Sala Cecília Meireles e Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Detentor dos prêmios Nelson Freire e Magda Tagliaferro, foi laureado em diversos concursos internacionais, tais como William Kapell, Villa-Lobos, Corpus Christi, Kingsville e Southern Highlands International Piano Competition.

Seus primeiros acordes ao piano foram com 14 anos de idade, para, pouco depois, formar-se com a mais alta distinção no New England Conservatory of Music, em Boston. Estudou na classe da professora Patricia Zander e recebeu da instituição o prêmio Blüthner. No Brasil, prosseguiu orientado por Celia Ottoni e Myrian Dauelsberg.

 

PROGRAMA:

Franz Schubert (1797-1828)
Quatro Improvisos, Op. 90 (em dó menor, em mi bemol maior, em sol bemol maior e em lá bemol maior)

Béla Bartók (1881-1945)
Sonata para piano

Robert Schumann (1810-1856)
Fantasia, Op. 17

 

Foto: Daryan Dornelles

 

SERVIÇO:

 

Aleyson Scopel, piano

 

18 de outubro, quinta-feira, às 20h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47, Centro – Rio de Janeiro. Tels.: 21 2332-9223 e 2332-9224)

 

Ingressos: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos; e R$ 2 para estudantes de música com a carteirinha da escola e documento com foto (para compra no dia 18, a partir das 19h)

 

Livre para todos os públicos

 

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