Escrito por em 2 out 2018 nas áreas Música sinfônica, Programação, Rio de Janeiro

Maestro convidado rege a Petrobras Sinfônica em concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 6 de outubro.

 

Maestro residente do Theatro Municipal de São Paulo de 2014 a 2016 e diretor musical da Orchesterverein Wiedikon e da Kammerorchester Kloten, em Zurique, de 2012 a 2014, Eduardo Strausser é o convidado da série de concertos Portinari da Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes). O concerto ocorre no dia 6 de outubro, sábado, às 16h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A apresentação conta com solos de violino por Ricardo Amado, spalla da Opes e da Sinfônica do TMRJ.

O concerto começa com Prélude à l’après-midi d’un faune, de Claude Debussy, que buscou inspiração no poema oitocentista L’après-midi d’un faune (A tarde de um fauno), de Stéphane Mallarmé para sua composição. O poema narra a história de um fauno e seus instintos e, em uma ilustração livre dessa obra, Debussy criou uma harmonia repleta de tons inteiros, quase fora do sistema tonal que soou desconfortável aos ouvidos de seus contemporâneos. Intrigante e inovadora, a obra é considerada por muitos como o início da música moderna.

Segue-se o Concerto para violino, de Alban Berg. Resultado de uma encomenda feita pelo violinista americano Louis Krasner, a obra tem intensa expressividade e maestria solística – que, neste programa, é interpretada por Ricardo Amado. Por fim, o programa termina com a Sinfonia n. 4 em mi menor, Op. 98, de Johannes Brahms – a última sinfonia composta pelo autor e é reconhecida como uma de suas maiores obras.

 

Orquestra Petrobras Sinfônica

Aos 46 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra conta com uma formação de mais de 80 instrumentistas e tem como diretor artístico e regente titular o maestro Isaac Karabtchevsky, um dos mais respeitados regentes brasileiros e um nome consagrado no panorama internacional.

 

Eduardo Strausser

O estilo poderoso e dinâmico do maestro Eduardo Strausser foi elogiado pelo jornal croata Vecernji List, que o apontou como “inquestionavelmente, uma das novas caras do mundo da música e parte de seu futuro emocionante” após sua estreia com a Orquestra Sinfônica de Rádio e Televisão da Croácia, na primavera de 2017.

Eduardo foi maestro residente do Theatro Municipal de São Paulo de 2014 a 2016. Durante sua última temporada na capital paulista, conduziu récitas das óperas Elektra, de Strauss, e Fosca, de Carlos Gomes, além de apresentações de O quebra-nozes com o Balé da Cidade de São Paulo e uma produção de Stefano Poda da Sinfonia n. 1, de Mahler. De 2012 a 2014, Eduardo foi diretor musical da Orchesterverein Wiedikon e da Kammerorchester Kloten, em Zurique.

Além de seus estudos na Universidade de Artes de Zurique, trabalhou com o visionário compositor Karlheinz Stockhausen como parte de um curso de dois meses em Kürten, Alemanha. Ele também participou de masterclasses com Bernard Haitink e David Zinman na Suíça, e com Kurt Masur em Nova York. Em 2008, Eduardo foi selecionado para participar do prestigioso Fórum Internacional de Regentes da Ferienkurse für Neue Musik em Darmstadt, Alemanha, em que teve a chance de trabalhar em estreita colaboração com os compositores György Kurtag e Brian Ferneyhough.

 

Ricardo Amado

O violinista Ricardo Amado é natural de Uberlândia/MG. Iniciou seus estudos com os professores Micheli Virno, Klemes César Pires e Jurandy Poty Maurício. Graduado em licenciatura em Música na Universidade de Brasília, estudou com o prof. Nicolas Merat. Concluiu o bacharelado com o prof. Paulo Bosísio na UniRio.

Em 1989 foi vencedor do Concurso Nacional de Piracicaba e, no mesmo ano, obteve o primeiro prêmio e a designação de melhor intérprete de música brasileira no Concurso Nacional para Instrumentistas de Cordas de Juiz de Fora. Conquistou o primeiro prêmio no concurso W. A. Mozart, da Orquestra de Câmara da USP, em 1991. Se apresentou como solista de grandes orquestras como a Sinfônica Brasileira, Sinfônica Nacional e Filarmônica do Espírito Santo, sob a regência de maestros como Isaac Karabtchevsky, David Machado, Carlos Moreno, Felipe Prazeres, Sílvio Viegas, Helder Trefzger, Tobias Volkmann, entre outros.

Desde 2013 é spalla da Petrobras Sinfônica e, desde 2002, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Vem trabalhando na divulgação da música de câmara brasileira com a gravação integral das sonatas de Villa-Lobos com o pianista Flávio Augusto (lançamento digital em 2018 pela Deckdisc) e também em turnê com o Quarteto Atlas (julho de 2018) pela Itália e Áustria.

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Petrobras Sinfônica

Ricardo Amado, violino

Eduardo Strausser, regência

 

6 de outubro, sábado, às 16h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n, Centro – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9191)

 

Ingressos: R$ 576 (camarote e frisa), R$ 96 (plateia e balcão nobre), R$ 50 (balcão simples) e R$ 20 (galeria), com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Capacidade: 2.252 lugares

Livre para todos os públicos

 

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