Escrito por em 4 out 2018 nas áreas Ópera, Programação, Rio de Janeiro

Um concurso de bolos à fantasia: o prêmio principal é um colar de pérolas e a fama de melhor confeiteira.

 

O concurso acaba despertando a cobiça e a inveja das concorrentes e de cidadãos aparentemente respeitados de uma pequena cidade do interior, gerando uma grande confusão, com trapalhadas, trapaças, roubos, amores não correspondidos.

Este é o divertido enredo da ópera Maroquinhas Fru-Fru, a mais nova montagem do projeto A Escola vai à Ópera, com música de Ernst Mahle e texto de Maria Clara Machado.

Com estreia na Semana do Dia das Crianças, serão realizadas cinco récitas gratuitas no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música, no Rio de Janeiro, sendo três exclusivas para alunos de escolas públicas e particulares (9, 10 e 11 de outubro, às 14h30) e duas abertas ao público em geral (9, às 18h30; e 12, às 16h). Com elenco formado por cantores do conjunto vocal Brasil Ensemble da UFRJ, e Orquestra de Câmara composta por instrumentistas estudantes da Escola, a ópera tem direção geral de Maria José Chevitarese, direção cênica de José Henrique Moreira e regência de Jean Molinari e Kaique Stumpf.

Maria Clara Machado escreveu Maroquinhas Fru-Fru para o teatro, com música de Carlinhos Lyra, estreando em 1961 para comemorar os dez anos de O Tablado. O grande sucesso do texto estimulou o compositor Ernst Mahle a criar uma ópera infantil, com 13 personagens solistas no palco e orquestra de cordas, sopros e percussão no fosso, e a estreia aconteceu na Escola de Música de Piracicaba, São Paulo, em 1976.

Sempre na semana do Dia das Crianças, esta é a nona ópera do projeto A Escola vai à Ópera a ser realizada no Salão Leopoldo Miguez, que já recebeu mais de doze mil alunos da rede pública e particular de ensino. O projeto garante que crianças e jovens, como também os adultos, tenham a oportunidade de conhecer e se emocionar com a beleza e riqueza artística de um espetáculo operístico, abrindo para o público de todas as idades as portas de um mundo mágico de canto, música instrumental, muita movimentação cênica, cenário, figurinos e luz.

No palco e no fosso da orquestra, o projeto forma cantores e músicos, regentes e diretores cênicos, cenógrafos e figurinistas; na plateia, forma um público para a ópera.

 

Sinopse

Na praça da cidade, bem vigiada pelos guardas Cosme e Damião, acontece uma grande festa à fantasia para celebrar o concurso anual de bolos de chocolate, disputado pelas damas Maroquinhas, Dona Bolandina e as irmãs Flores – Florzinha, Florentina e Florisbela. Chegam para a festa os juízes do concurso – Honestino e sua esposa Padarina, Petrônio Leite e Zé Botina; seguidos pelo sacristão Eulálio Cruzes e o farmacêutico Ubaldino Pepitas. Eulálio e Ubaldino disputam o coração de Maroquinhas, deixando o guarda Damião enciumado e triste.

Segue-se uma sucessão de trapaças, com Petrônio oferecendo seu voto a Maroquinhas em troca de casamento; Dona Bolandina subornando Zé Botina com miniatura de seu bolo; Ubaldino, rechaçado por Maroquinhas, tentando dar um golpe do baú em Florentina. Depois da degustação, os juízes proclamam Maroquinhas a vencedora, deixando suas concorrentes inconformadas.

Acabada a festa, todos aparentemente se recolhem, mas é quando começam a acontecer os malfeitos: Ubaldino, que estava fantasiado de ladrão, invade a casa de Maroquinhas para roubar o colar; logo depois, as irmãs Flores entram sorrateiramente para pegar a receita vencedora; Dona Bolandina trama a mesma coisa com a ajuda de Zé Botina; o sacristão, não correspondido, tenta raptar a doceira. É uma curta história infantil com uma leve lição de moral, em que o bem é premiado e o mal é vencido pelo riso.

 

 

SERVIÇO:

 

Ópera “Maroquinhas Fru-Fru”

 

Apresentações abertas ao público
9 de outubro, às 18h30
12 de outubro, às 16h

Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música (Rua do Passeio, 98 – Centro – Rio de Janeiro. Tel.: 21 2532 4649)

 

Entrada gratuita, com distribuição de senha 1h antes do espetáculo

 

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